Cerco de Igarassu
O Cerco de Igarassu foi um ataque ocorrido em 1548 à vila de Igarassu, localizada no litoral da Capitania de Pernambuco, Brasil.[1] O ataque foi realizado por indígenas que se levantaram contra os portugueses devido à escravização de alguns deles.[2]

Antecedentes
No século XVI, a região de Igarassu era habitada pela nação indígena dos caetés, que eram descendentes do grupo tupinambá. Os caetés habitavam o litoral entre a Ilha de Itamaracá e o rio São Francisco. Eles estabeleceram aliança com comerciantes franceses que percorriam a costa brasileira, tornando-se inimigos dos portugueses. Com a chegada dos colonizadores lusitanos, iniciou-se um processo de escravização dos indígenas, o que gerou revolta por parte dos nativos.[3]
O cerco
No ano de 1548, os indígenas caetés se revoltaram contra os portugueses.[4] A vila de Igarassu era defendida apenas por uma estacada de madeira circundante. Uma expedição foi enviada em socorro aos colonos sitiados. O evento é relatado por Hans Staden em sua obra. Gravuras de Theodor de Bry representam os "cercos de Igarassu" ocorridos nesse período.[5] Uma dessas gravuras, datada de 1549, é mencionada em relação ao ataque dos índios caetés à vila de Igarassu em Pernambuco.
Consequências
Após o Cerco de Igarassu e outros conflitos, os caetés foram considerados "inimigos da civilização" e, com o aval da Igreja Católica, tornaram-se alvos de perseguição pelo governador Mem de Sá, que determinou a escravização de todos os membros da tribo.[6] Embora exista a narrativa de que os caetés foram exterminados, fontes recentes indicam que muitos fugiram e se adaptaram ao modo de vida do colonizador, havendo um movimento atual de retomada étnica por parte de seus descendentes.[7]
Referências
Bibliografia
- BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003.
- GOMES, Marcos Ivan da Fonseca. Colina Histórica de Igarassu: Iluminação e Embutimento Subterrâneo das Redes Aéreas. Universidade Federal da Bahia, 2011.
- STADEN, Hans. Suas viagens e cativeiro entre os índios do Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1945.