Celestino de Castro
| Celestino de Castro | |
|---|---|
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| Nome completo | Celestino Joaquim de Abreu e Castro |
| Nascimento | 21 de junho de 1920 |
| Morte | 13 de agosto de 2007 (87 anos) Lisboa |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Arquiteto |
| Movimento | Modernismo |
Celestino Joaquim de Abreu e Castro (Paranhos, Porto, 21 de Junho de 1920 — Lisboa, 13 de Agosto de 2007) foi um arquitecto português.[1]
Biografia

Nasceu na freguesia de Paranhos, no Porto. Era filho do arquiteto Baltazar Castro e da professora Mariana Amélia de Abreu Castro, natural do Porto (freguesia de Vitória).[2]
Terminou a parte escolar do curso de arquitectura em 1944 e obteve o diploma em 1950 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.[1] Participou no I Congresso Nacional de Arquitectura em 1948.[1] Foi um dos colaboradores do Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal, tendo integrado a equipa que elaborou a secção referente ao Algarve.[3]
Na sua obra destaque-se a Casa do Ameal, Porto, projetada em 1948 e apresentada na 10ª Exposição Geral de Artes Plásticas, 1956. Embora seja considerada um "paradigmático motivo de referência da arquitetura moderna da cidade do Porto e do país", esta obra foi praticamente esquecida, tendo sofrido ao longo dos anos uma forte e penalizadora descaracterização. "Pelo seu pioneirismo e contribuição para a evolução da própria história da arquitetura em Portugal, mas também pela sua qualidade plástica e arquitetónica, a Casa do Ameal deveria ser objeto de atenção bem mais cuidada".[4][5]
A 24 de dezembro de 1949, casou na igreja de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, com a subinspetora de enfermagem Amélia Pita de Macedo (Ponta do Sol, Ponta do Sol, c. 1923), filha do proprietário João de Abreu Macedo, natural de Ponta do Sol (freguesia de Canhas), e de Amélia Elvira Pita de Macedo, também natural de Ponta do Sol.[2]
Morreu em Lisboa a 13 de agosto de 2007.[2]
Algumas obras
- Transformação de uma antiga casa na Fundação Casa Museu Maurício Penha em Sanfins do Douro.[1][6]
- Blocos de habitação na Avenida dos Estados Unidos da América em Lisboa.[7]
- Casa do Ameal no Porto (1950/1951).[7][4]
- Bloco de Citologia Experimental do Hospital de Santo António no Porto (1989)[7]
- Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães (1991)
Referências
- ↑ a b c d «Celestino Joaquim de Abreu Castro: Curriculum» (PDF). Ordem dos Arquitectos. Consultado em 25 de Novembro de 2011
- ↑ a b c «Livro de registo de casamentos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1949-10-23 - 1949-12-28)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 1377 e 1377v, assento 1374
- ↑ Introdução à 1.ª edição de Arquitectura Popular em Portugal, Lisboa, Sindicato Nacional dos Arquitectos, 1961.
- ↑ a b Manuel de Cerveira Pinto. «"O moderno esquecido" – A Casa do Ameal do arquiteto Celestino de Castro (1948)» (PDF). Universidade Fernando Pessoa. Consultado em 12 de março de 2017
- ↑ Catálogo da 10ª Exposição Geral de Artes Plásticas, SNBA, junho de 1956
- ↑ «Fundação Casa Museu Maurício Penha». Câmara Municipal de Alijó. Turismo.cm-alijo.pt
- ↑ a b c «Celestino Castro». Infopédia. Consultado em 25 de Novembro de 2011
Bibliografia
- DIAS, Francisco da Silva. «Memória» in Arquitectos, ano XV, n.º 176, Setembro de 2007, pg. 8.
- SARAIVA, Tiago Mota. «Celestino de Castro (1920-2007)» in Arquitectos, ano XV, n.º 176, Setembro de 2007, pg. 8.
- NUNES, Pedro Noronha. Depoimento do Arquitecto Celestino de Castro in A obra nasce: revista de Arquitectura da Universidade Fernando Pessoa. Porto. ISSN 1645-8729. 5 (Out. 2007) (pp. 9-20)
