Catarina de Nevers
| Catarina | |||||
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| Duquesa de Guise Condessa d'Eu | |||||
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| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 1548 | ||||
| Morte | 11 de maio de 1633 (85 anos) Castelo d'Eu, Eu, França | ||||
| Maridos | Antônio de Croy, Príncipe de Porcien Henrique I, Duque de Guise | ||||
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| Casa | La Marck (por nascimento) Guise (por casamento) | ||||
| Pai | Francisco I, Duque de Nevers | ||||
| Mãe | Margarida de Bourbon | ||||
| Religião | Catolicismo (anteriormente Calvinismo) | ||||
Catarina de Nevers ou Catarina de Cleves (1548 – 11 de maio de 1633) foi esposa de Henrique I da Lorena, duque de Guise, e matriarca da poderosa e influente Casa de Guise. Por casamento, foi duquesa de Guise de 1570 a 1588 e, posteriormente, duquesa viúva de Guise. Também foi condessa d'Eu em seu próprio direito a partir de 1564.
Biografia
Catarina foi a segunda filha de Francisco de Cleves, duque de Nevers, e de Margarida de Bourbon, irmã mais velha de Antônio de Bourbon.[1] Era prima em primeiro grau de Henrique III de Navarra, cunhada de Henrique I de Bourbon, príncipe de Condé e tia-avó de Maria Luísa Gonzaga, rainha consorte da Polônia.
Aos doze anos de idade, Catarina casou-se com Antônio III de Croy, príncipe de Porcien (ou Porcean), que morreu sete anos depois, deixando-a viúva aos dezenove anos.[1] Por causa de seu casamento com Catarina de Clèves, membro da Casa de Nevers, começou uma disputa sobre Beaufort e Coulommiers entre as famílias Croy e Nevers.[a][2] Antônio III de Croy era calvinista e exigiu que sua esposa adotasse a mesma fé.[carece de fontes] O casal teve quatro filhos, todos falecidos na infância.
Após os convencionais três anos de luto, em 4 de outubro de 1570, Catarina casou-se com Henrique da Lorena, duque de Guise, dois anos mais jovem que ela.[1] O casal teve catorze filhos, incluindo Carlos, Duque de Guise e Luís III, Cardeal de Guise. Catarina teve um notório caso amoroso com um jovem nobre, Saint-Mégrin, que foi morto por seu marido. O episódio foi dramatizado na peça de Alexandre Dumas Henri III et sa cour (1829).
Henrique de Guise foi o líder da facção fortemente católica durante as Guerras Religiosas Francesas. A partir de 1584, o conflito entre as facções lideradas por Henrique de Guise, Henrique de Navarra e Henrique III da França ficou conhecido como a Guerra dos Três Henriques (1584–1598). Em 1588, Henrique de Guise foi assassinado por ordem do rei Henrique III.
Catarina jamais perdoou Henrique III da França (que a provocava chamando-a de "a amante de Saint-Mégrin") por sua participação no assassinato de seu marido. Envolveu-se profundamente nas intrigas da Liga Católica e incentivou o assassinato de Henrique III em 1589. Ao final da Guerra dos Três Henriques, manteve-se atenta aos interesses de sua numerosa família e apoiou seu filho Carlos como candidato ao trono francês.
A reconciliação de Catarina com seu primo Henrique IV da França só ocorreu após a conversão deste ao catolicismo. Ela mudou-se imediatamente para Paris e obteve uma posição de destaque no séquito da esposa do rei, Maria de Médici. Em 1613, Catarina intercedeu em favor de seu filho, Francisco Alexandre, que havia matado o Barão de Luz em um duelo, pedindo o exílio em vez da execução por homicídio.[3]
Os Guise continuaram a apoiar a rainha durante a regência, e Catarina acompanhou Maria no exílio em Blois após Luís XIII assumir o governo em 1619. De volta ao Louvre, a duquesa viúva — ansiosa por promover os interesses da Casa de Guise — retomou as conspirações contra o Cardeal Richelieu.
A morte de sua filha mais nova, a princesa de Conti (que havia sido implicada na conspiração do Dia dos Tolos), abalou profundamente seu ânimo. Retirou-se para o castelo de Eu, onde morreu aos 85 anos de idade. Foi sepultada no castelo, ao lado do suntuoso túmulo de seu marido.
Descendência
Em 4 de outubro de 1560, aos doze anos de idade, Catarina casou-se com Antônio de Croy, príncipe de Porcien, que faleceu em 1567.
Catarina casou-se novamente em 4 de outubro de 1570, em Paris, com Henrique I, Duque de Guise, com quem teve catorze filhos, metade dos quais morreu na infância:
- Carlos, Duque de Guise (1571–1640)
- Henrique (30 de junho de 1572, Paris – 13 de agosto de 1574), morreu na infância
- Catarina (3 de novembro de 1573), morreu ao nascer
- Luís III, Cardeal de Guise (1575–1621), Arcebispo de Reims[4]
- Carlos (1. de janeiro de 1576, Paris), morreu ao nascer
- Maria (1.º de junho de 1577 – 1582), morreu na infância
- Cláudio, Duque de Chevreuse (1578–1657), casou-se com Maria de Rohan, filha de Hercule de Rohan, Duque de Montbazon
- Catarina (n. 29 de maio de 1579), morreu na infância
- Cristina (21 de janeiro de 1580), morreu ao nascer
- Francisco (14 de maio de 1581 – 29 de setembro de 1582), morreu na infância
- Renata (1585 – 13 de junho de 1626, Reims), abadessa de Saint-Pierre
- Joana (31 de julho de 1586 – 8 de outubro de 1638, Jouarre), abadessa de Jouarre
- Luísa Margarida (1588 – 30 de abril de 1631, Castelo d'Eu), casou-se no Castelo de Meudon em 24 de julho de 1605 com Francisco, Príncipe de Conti
- Francisco Alexandre (7 de fevereiro de 1589 – 1. de junho de 1614, Castelo dos Baux-de-Provence),[3] Cavaleiro da Ordem de Malta
Referências
- ↑ a b c Boltanski 2006, p. 501.
- ↑ a b Soen 2016, p. 101.
- ↑ a b McIlvenna 2016, p. 180.
- ↑ Bergin 1996, p. 661–662.
Bibliografia
- Bergin, Joseph (1996). The Making of the French Episcopate, 1589–1661
. [S.l.]: Yale University Press. ISBN 9780300067514 - Boltanski, Ariane (2006). Les ducs de Nevers et l'État royal: genèse d'un compromis (ca 1550 – ca 1600) (em francês). [S.l.]: Librairie Droz
- McIlvenna, Una (2016). Scandal and Reputation at the Court of Catherine de Medici. [S.l.]: Routledge
- Soen, Violet (2016). «The Chièvres Legacy, the Croÿ Family and Litigation in Paris. Dynastic Identities between the Low Countries and France (1519–1559)». In: Geevers, Liesbeth; Marini, Mirella. Dynastic Identity in Early Modern Europe: Rulers, Aristocrats and the Formation of Identities. [S.l.]: Routledge
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