Castelo de San Felipe de Lara

Castelo de San Felipe de Lara
Informações gerais
Início da construção1644
Fim da construção1743
Restauro1995
Função inicialFortaleza
Proprietário atualInstituto Guatemalteco de Turismo (INGUAT)
Função atualTurismo
Aberto ao públicoSim
Geografia
PaísGuatemala
CidadeLivingston (Guatemala)
Coordenadas🌍
Localização em mapa dinâmico

O castelo de San Felipe de Lara é uma fortaleza de origem novohispana fundada no século XVII no município de Livingston, na Guatemala.

Encontra-se na embocadura do Lago de Izabal com o rio Dulce. Este castelo exercicia três funções principais, sendo um forte militar, uma prisão e ademais um centro aduaneiro. Além de ditas funções, o castelo conta com múltiplas adegas que serviam como centro de intercâmbio comercial entre Guatemala e Espanha. O principal elemento da construção é a Torre de Bustamante. Contém dezenove canhões, sendo dezessete de ferro e dois de bronze.[1]

História

Durante a época da colonização, as embarcações responsáveis pelo comércio entre a América e a Espanha, assim como pelo abastecimento das populações novohispanas, eram alvo de bucaneiros e piratas que atacavam os navios espanhóis que saíam de Rio Dulce, a principal rota de saída da Guatemala.[2]

Portanto, visando resolver essa questão, o rei Felipe II da Espanha ordenou a construção de uma fortaleza que estaria protegida por doze soldados e doze peças de artilharia. No entanto, piratas da Inglaterra, das Províncias Unidas e de Portugal adentraram no Rio Dulce e destruíram a torre em 1604, que foi reconstruída pelo capitão Pedro de Bustamante e nomeada em sua homenagem.[3]

O atual castelo foi construído em 1651 na desembocadura do Lago de Izabal por ordem do ouvidor da Guatemala, Antonio De Lara y Mogrovejo, que lhe deu seu nome atual, em honra ao rei.

No século XVIII, outros portos centroamericanos se tornaram mais importantes e isso, somado a queda das exportações do anil, fez com que o Golfo Dulce perdesse importância econômica e o castelo fosse abandonado em 1817.

No século XIX, uma colônia belga desenvolveu Santo Tomás de Castilla durante o governo do general Rafael Carreira, que entregou-lhes perpetuamente a concessão do área. No final do século, os governos liberais de finais construíram Puerto Barrios, fazendo com o que o comércio marítimo se instalasse na costa do Mar do Caribe e o castelo perdeu sua importância estratégica, ficando em ruínas.

História moderna

Em 1955, quando as ruínas eram já eram uma atração turística, o castelo foi reconstruído pelo arquiteto Francisco Ferrús Roig, que pesquisou a fundo os acontecimentos da história da estrutura no Arquivo Geral das Índias, na Espanha, onde localizou planos e documentos relacionados com o castelo.

Devido a sua atratividade turística, o Castelo de San Felipe é gerenciado pelo Instituto Guatemalteco de Turismo.[4] A estrutura sofreu vários danos pelas visitas constantes de turistas, pelo que o Instituto de Antropologia e História participou num projeto de restauração em 2001.[4] Em 2002 foi inscrito na lista tentativa do Património da Humanidade de UNESCO.[5]

Castelo de San Felipe, Rio Dulce, Guatemala

Na ficção

  • É mencionado como cárcere no final do século siglo XVIII na novela Memórias de um Advogado do escritor guatemalteco José Milha e Vidaurre.[6][7]
  • Aparece no filme guatemalteca O Capitão Orellana e a aldeia endemoniada, filmado em 2011.

Referências

  1. «Castillo de San Felipe». Wikiguate. Consultado em 21 de agosto de 2014 
  2. Chajón, Anibal. «Historia del Castillo de San Felipe de Lara». Viaje a Guatemala. Consultado em 21 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2014 
  3. «Historia del Castillo de San Felipe en Izabal». Guatemala bella. 28 de abril de 2009. Consultado em 21 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2014. Información recogida de entrevistas a los guías turísticos autorizados en el lugar 
  4. a b Chajón 2014.
  5. UNESCO 2002, p. 1.