Casa de Santiago (Castelões)

Casa de Santiago
Apresentação
Tipo
Parte de
Casa de Santiago e Aqueduto (d)
Fundação
século XVII
Estatuto patrimonial
Monumento de Interesse Público (d)
Localização
Localização
Coordenadas

A Casa de Santiago é um edifício barroco seiscentista[1][nota 1] localizado na freguesia de Castelões, em Vila Nova de Famalicão, próximo ao aqueduto e à igreja.

História

Pertence à Quinta de Santiago, que terá tido origem na Idade Média. Em finais do século XVII estava na posse da mesma família: Domingos de Araújo, que aqui residia com a sua mulher D. Teresa Francisca e seus filhos. Várias foram as gerações que foram sucedendo e o último desta família, que teve posse da Casa foi o Padre Dr. José Guilherme da Fonseca e Castro, Reitor de Santiago de Castelões, que morreu em 1957[5] e que deixou a Casa e Quinta como herança ao seu sobrinho e afilhado, Sr. José Guilherme Correia Machado e a sua família. A Quinta pertence, atualmente, à empresa Riopele.[6]

Em 2022, em conjunto com o aqueduto, foi finalmente classificada como monumento de interesse público.[7][8]

Caraterísticas

Detentora de uma planta em forma de U, ao nível da fachada principal destaca-se o portal nobre possuidor de pilastras e empena recortada, decorado com três pináculos. Ao contrário da restante casa, que se distribui por dois pisos, a fachada principal possui um só piso, devido ao caminho público ser mais alto neste local em relação ao resto do terreno. No interior destaca-se o pátio central, totalmente fechado, com varanda alpendrada no andar nobre, suportada por 10 colunas toscanas, cujo acesso se faz por uma escadaria de um lanço. Merecem ainda relevância a cozinha, típica minhota, com uma enorme lareira e dois fornos, o teto de madeira em forma de masseira, do século XVIII, decorado com caixotões e um pequeno sótão com algumas cavidades um pouco oblíquas e no pavimento, destinadas à colocação de canos de espingardas e as janelas fortemente protegidas com grades de ferro.[2] Terá sido usado como reduto defensivo e de ataque durante as revoluções da primeira metade do século XIX.[4][nota 2]

Ver também

Notas

  1. Embora com acrescentos e melhoramentos realizados no século XVIII[1][2], crê-se que na mesma época em que foi construído o aqueduto.[3][4]
  2. Cf. Revolução Liberal do Porto, Guerra Civil Portuguesa, Revolução da Maria da Fonte etc.

Referências

  1. a b «Casa de Santiago». Famalicão ID. Consultado em 8 de março de 2025 
  2. a b ARAÚJO 2005, p. 44.
  3. «Aqueduto de Santiago». Famalicão ID. Consultado em 8 de março de 2025 
  4. a b «Casa de Santiago». SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. Consultado em 8 de março de 2025 
  5. ARAÚJO 2005, p. 56.
  6. ARAÚJO 2005, p. 57.
  7. Soares, Carla (7 de julho de 2022). «Casa de Santiago e Aqueduto de Castelões classificados como monumento de interesse público». Opinião Pública. Consultado em 28 de fevereiro de 2025 
  8. «Portaria n.º 576/2022, de 7 de julho». Diário da República n.º 130/2022, Série II de 2022-07-07. Cultura - Gabinete da Secretária de Estado da Cultura. Consultado em 28 de fevereiro de 2025 

Bibliografia

  • ARAÚJO, José Carlos Mendes (junho de 2005). São Tiago de Castelões: Apontamentos para a sua História. Col: Biblioteca Oito Séculos. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições. ISBN 989-552-129-4