Carmine Crocco

Carmine Crocco
Nascimento
Morte
Nacionalidade Itália

Carmine Crocco, dito Donatelli (Rionero in Vulture, 5 de junho de 1830 - Portoferraio, 18 de junho de 1905) foi um brigante italiano.

Vida

Carmine nasceu numa família de cinco crianças. O seu pai era um pastor e a sua mãe era uma camponesa. Um dia, um cão entrou na sua propriedade e matou um coelho. Donato Crocco, irmão de Carmine, matou o cão, que pertencia a um rico cavalheiro chamado Don Vincenzo. Don Vincenzo chicoteou Donato e a mãe de Crocco, grávida de cinco meses, tentou pôr-se entre o nobre agressor e o filho. Levou um pontapé na barriga, que a obrigou a ficar de cama três anos e a abortar para poder sobreviver.

Poucos dias depois, o pai de Crocco foi preso, acusado de ter tentado matar Don Vincenzo. Isto tudo pôs a família na miséria, e a mãe teve que vender as suas míseras posses e entregar os filhos a parentes seus, para ter dinheiro para comer. Carmine, juntamente com o seu irmão Donato, partiram para a Apúlia, onde passaram a trabalhar como pastores. Carmine, por vezes, voltava ao Rionero, apenas para encontrar a sua mãe, que entretanto tinha sido internada num manicómio e já não era capaz de o reconhecer.

Em 1851, Carmine matou um soldado durante o serviço militar e foi forçado a fugir. O brigante fugiu para as matas de Monticchio, onde conheceu outros que tiveram problemas com a lei. Para receber a graça, em 17 de agosto de 1860 juntou-se à Expedição dos Mil de Garibaldi, lutando em Nápoles e Salerno. Mas, traído a seu ver por Garibaldi e pela unificação, e ao ver a miséria que esta trouxera à população do Reino das Duas Sicílias.

Libertado da prisão, Crocco aderiu ao movimento fiel aos Bourbons (antiga casa real das Duas Sicílias), passando a chefiar um exército de cerca de 2 000 homens e mulheres. Estes eram sobretudo e conquistou 10 dias em Vulture. Em 22 de Outubro de 1861, o general espanhol Jose Borjes chegado de Roma a cumprir Crocco, para organizar a insurreição contra piemontesi. Crocco conquistou quase todos os Basilicata, em 1862, mas não conseguiram chegar a Potenza, porque havia muitos soldados piemontesi.

Retornando a Monticchio, Crocco rompeu sua relação com o general Borjes, devido à insegurança deste e ao fato de não querer submeter-se a ele. Sem apoio econômico, o bandoleiro passou a ameaçar os grandes proprietários, estendendo suas ações de extorsão até as áreas de Foggia, Bari, Lecce, Ginosa e Castellaneta. Giuseppe Caruso, bandoleiro fiel a Carmine, entregou-se aos piemonteses em 14 de setembro de 1863 e colaborou com a prisão de inúmeros outros brigantes. Crocco foi detido em Roma e encarcerado em Portoferraio, onde morreu em 18 de junho de 1905.

Ver também

Referências

  1. «Recensione Il brigante di Tacca del Lupo (1952)» (em italiano). filmscoop.it. Consultado em 16 de Novembro 2014 

Bibliografia

  • Tommaso Pedio, Mario Proto (1995). Come divenni brigante: autobiografia di Carmine Crocco. Piero Lacaita Editore.
  • Tommaso Pedio (1994). Storia della Basilicata raccontata ai ragazzi. Congedo Editore.

Ligações externas