Carlota de Lorena
| Ana Carlota | |||||
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| Princesa de Lorena Abadessa de Remiremont | |||||
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| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 11 de novembro de 1755 | ||||
| Morte | 24 de maio de 1786 (30 anos) Paris, França | ||||
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| Casa | Lorena | ||||
| Pai | Luís, Príncipe de Brionne | ||||
| Mãe | Luísa de Rohan | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
Ana Carlota de Lorena-Brionne (em francês: Anne Charlotte de Lorraine-Brionne; 11 de novembro de 1755 – Paris, 24 de maio de 1786) foi uma aristocrata, conhecida na corte francesa como Mademoiselle de Brionne. Ela também foi abadessa de Remiremont, entre 1782 e 1786.[1]
Biografia
Ana Carlota de Lorena nasceu em 11 de novembro de 1755, filha de Luís, Príncipe de Brionne, e de Luísa de Rohan, sua terceira esposa.
Em 1770, quando o então Delfim, o futuro Luís XVI, desposou Maria Antonieta, oriunda da Casa de Habsburgo-Lorena, um ramo cadete da Casa de Lorena, Carlota viu no casamento uma oportunidade para ascender na corte francesa.[2] Por suas maquinações, ela obteve permissão para receber tratamento especial no baile comemorativo das núpcias principescas. Tal distinção consistia em dançar o primeiro minueto logo após os príncipes de sangue e, em seguida, os príncipes estrangeiros, avançando, assim, à frente das duquesas pares do reino. [3][4] Era evidente violação do cerimonial, o que provocou viva oposição entre as altas linhagens cortesãs. As duquesas protestaram retardando de maneira notável sua aparição no baile[5] e, posteriormente, um memorial de queixa dos pares do reino foi apresentado ao soberano.[6][7]
Malogradas, portanto, as intrigas de Carlota na corte,[3] esta continuou, contudo, a recorrer ao favor da Imperatriz Maria Teresa, mãe de Maria Antonieta, a fim de obter um consorte digno.[8] Carlota voltou seus desígnios para o príncipe Maximiliano José do Palatinado-Deux Ponts, então em serviço no exército francês; mas essa negociação matrimonial fracassou.[9]
Prebendária na Abadia de Remiremont em 6 de dezembro de 1775, foi eleita coadjutora da abadessa Cristina da Saxônia em 7 de dezembro do mesmo ano. Ascendeu ao ofício abacial por ocasião do falecimento desta, em 1782. Realizou sua entrada solene como abadessa em Remiremont em 19 de agosto de 1784, onde permaneceu até meados de setembro. Havendo-se-lhe agravado a saúde, não parece ter ali retornado, vindo a falecer em Paris em 24 de maio de 1786, aos 30 anos.[1]
Referências
- ↑ a b Georges Poull (1991). La Maison ducale de Lorraine (em francês). Nancy: Presses Universitaires de Nancy. p. 452. ISBN 2-86480-517-0
- ↑ Fraser, 2006, p. 192
- ↑ a b Fraser, 2006, p. 194
- ↑ Castro, 1972, p. 40
- ↑ Fraser, 2006, p. 193
- ↑ Petitfils, 2008, p. 84
- ↑ A hierarquia da corte, na qual os príncipes de sangue eram seguidos por pares, teve origem no Édito de Blois, emitido pelo rei Henrique III em 1576, e foi estabelecida no início do século XVII. Ver Shimanaka Hiroaki, "My Name is Louis de Bourbon: Prince du Sang of the Blood of France during the Absolute Monarchy", Shisen, nº 106, pp. 53-70, 2007. NAID 110006555980
- ↑ Carta de Maria Antonieta para Maria Teresa, datada de 17 de março de 1775. P. Christophe (ed.), Maria Antonieta e Maria Teresa: Correspondência Secreta, Iwanami Shoten, 2002, p. 176.
- ↑ Christophe, p. 177
Bibliografia
- Maria Antonieta (1), de Andre Castro, traduzido por Mitsuhiko Murakami, Misuzu Shobo, 1972
- Jean-Christian Petitfils, supervisionado por Ogura Takamasa , Luís XVI (Vol. 1), Chuokoron-Shinsha, 2008
- Antonia Fraser , traduzido por Nonaka Kuniko, Maria Antonieta (Vol. 1), Editora Hayakawa, 2006

