Carlos Sussekind
| Carlos Sussekind | |
|---|---|
| Nascimento | 17 de setembro de 1933 Rio de Janeiro |
| Morte | 25 de maio de 2021 Rio de Janeiro |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | escritor |
| Distinções | |
Carlos Sussekind de Mendonça Filho, conhecido como Carlos Sussekind (Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1933 — Rio de Janeiro, 25 de maio de 2021), foi um escritor , lexicógrafo, artista plástico e tradutor brasileiro.[1]
Carlos Sussekind de Mendonça Filho foi filho do procurador geral do Estado da Guanabara e escritor, Carlos Sussekind de Mendonça e de Gilda de Almeida Rego Sussekind de Mendonça, filha do desembargador Edmundo Rego. Foi neto de Lúcio de Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal e escritor, idealizador e fundador da Academia Brasileira de Letras. Nos anos 1960, entra para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, trabalhando como redator de atas até os anos 1990, quando se aposenta. Paralelamente, foi lexicógrafo participando da criação de vários dicionários com o filólogo Antônio Houaiss. Carlos Sussekind também foi artista plástico trabalhando com guache sobre papel, lápis e nanquim. Fez diversas exposições artísticas, destacando-se na Casa de Cultura Laura Alvim e na Casa Rui Barbosa. Casou-se em 1962 com Alba Cermesoni com a qual teve suas únicas filhas, Adriana Sussekind de Mendonça e Simone Sussekind de Mendonça. [2]
Carreira
Neto de Lúcio de Mendonça, estudou na Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas abandonou o curso depois de apenas dois anos.[3]
Estreou na literatura em 1960, com o romance Os Ombros Altos. Sua obra questiona os limites entre a ficção e autobiografia. Em Armadilha para Lamartine, seu livro mais conhecido, usa diários de seu pai, e por isso assina o romance como "Carlos & Carlos Sussekind".[4]
Morreu em casa, no Rio de Janeiro, aos 87 anos, em decorrência de problemas cardíacos. [5]
Obras
- 1960 - Os Ombros Altos
- 1975 - Armadilha para Lamartine
- 1994 - Que Pensam Vocês que Ele Fez
- 2001 - O Autor Mente Muito - com Francisco Daudt
Referências
- ↑ As loucuras de Carlos Susekind. Cult, março de 2014
- ↑ Fonte familiar: palavras da filha primogênita do escritor em questão.
- ↑ Carlos Sussekind. Enciclopédia Itaú Cultural
- ↑ A máquina do tempo. Folha de S.Paulo, 20 de junho de 2010
- ↑ Morre o escritor Carlos Sussekind, aos 87 anos. O Globo, 04 de junho de 2021
Ligações externas
- PINTO, Fabio Bortolazzo. A ficção não é o que parece: autobiografia, cinematographia e escrita diarística em três romances de Carlos Sussekind. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/8576
- PINTO, Fabio Bortolazzo. Autoritarismo e patrulhamento: sobre a recepção de Armadilha para Lamartine, de Carlos & Carlos Sussekind pela censura e pela crítica literária nos anos 70. Nau - Revista eletrônica de crítica e teoria de literaturas. Dossiê: a literatura em tempos de repressão. PPG-LET-UFRGS – Porto Alegre – Vol. 01 N. 01 – jul/dez 2005
- SOUSA, Luciano Neves de. Os rastros do silêncio: o diálogo entre literatura e loucura em Armadilha para Lamartine, de Carlos & Carlos Sussekind. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras (Estudos Literários) da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Letras - Teoria da Literatura. Belo Horizonte, 2007.