Carlos Manuel de Oliveira Ramos
| Carlos Manuel de Oliveira Ramos | |
|---|---|
| Nome completo | Carlos Manuel Ventura de Oliveira Ramos |
| Nascimento | 22 de agosto de 1922 |
| Morte | 23 de junho de 2012 (89 anos) |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | arquitecto |
| Prémios | Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura 1958 |
Carlos Manuel Ventura de Oliveira Ramos (Oeiras e São Julião da Barra, Oeiras, 22 de Agosto de 1922 – Sobral de Monte Agraço, 23 de Junho de 2012) foi um arquiteto português. Era filho do arquiteto Carlos João Chambers Ramos, com quem colaborou em alguns projetos, e de sua mulher Clarisse Cândida Garrocho Ventura.[1]
Biografia
Formou-se na Escola de Belas Artes de Lisboa em 1947; pertence à geração dos pioneiros da arquitetura Moderna em Portugal.[2]
Foi assistente do mestre Luís Cristino da Silva na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
A 10 de junho de 1946, casou na Basílica da Estrela, em Lisboa, com Josefa Henriqueta Teresa Maria de Lourdes Duff Portugal e Castro (São Sebastião da Pedreira, Lisboa, c. 1926), filha dos proprietários João de Macedo Portugal, natural de Santarém, e Maria Luísa de Amorim Duff Portugal, natural de Lisboa (freguesia de Santa Maria de Belém). O seu pai, Carlos João Chambers Ramos, foi padrinho de casamento.[1]
Trabalhou com Francisco Keil do Amaral e Manuel Tainha nos projetos (não construídos) do Palácio da Cidade de Lisboa, Parque Eduardo VII, e também com Manuel Alzina de Meneses em projetos para Ílhavo. Em 1958 recebeu o Prémio Valmor pelo Edifício do Laboratório Pasteur nos Olivais. Foi autor, com António Teixeira Guerra, do edifício para a sede da Diamang (actual RTP), Olivais, Lisboa (1960). Desenhou, em coautoria com Jorge Viana, o Estádio do Restelo (1952-56), Lisboa, onde está sediado o Clube de Futebol Os Belenenses, sendo esta uma das suas obras mais relevantes devido à apurada conceção estrutural associada a uma inserção paisagística exemplar, aberta para o rio Tejo[3].
Na Associação Portuguesa das Casas Antigas, foi presidente do Conselho Científico[4]
Morreu a 23 de junho de 2012, aos 89 anos, em Sobral de Monte Agraço.[1]
Projectos e obras
Destacam-se entre os seus projetos arquitetónicos, os seguintes:
- Edifício dos Laboratórios Pasteur - Prémio Valmor, 1958.[5]
- Conjunto de moradias em banda, para o Sindicato de Jornalistas em Alfragide (Rua da Imprensa)
- Estádio do Restelo
Bibliografia
- RAMOS, Carlos Manuel; ALMEIDA, Pedro Vieira de; FILGUEIRAS, Octávio Lixa – Carlos Ramos: exposição retrospectiva da sua obra. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1986.
Referências
- ↑ a b c «Livro de registo de casamentos da 5.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1946-06-02 - 1946-06-30)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 40 e 40v, assento 440
- ↑ «Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura (1950/1959)». Câmara Municipal de Lisboa. Consultado em 25 de março de 2011
- ↑ Ordem dos Arquitetos – Notícias da AO, Carlos Manuel Ramos (1922-2012). Página visitada em 24-12-2012
- ↑ «Conselho Científico / Presidente». Associação Portuguesa das Casas Antigas. Consultado em 19 de Dezembro de 2011
- ↑ «Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura / 1958 – Prémio Valmor». Câmara Municipal de Lisboa. Consultado em 25 de março de 2011