Caribe Meridional

Caribe Meridional (português brasileiro) ou Caraíbas Meridionais (português europeu) é um grupo de ilhas que faz fronteira com a América do Sul continental, localizado nas Índias Ocidentais. Santa Lúcia situa-se ao norte da região, Barbados a leste, Trinidad e Tobago no extremo sul e Aruba no extremo oeste.

Geografia física da região

O Caribe Meridional é limitado pelo mar do Caribe ao norte e oeste, pelo oceano Atlântico a leste e pelo golfo de Paria ao sul.[1] A maioria das ilhas integra as Ilhas de Barlavento e nas Antilhas de Sotavento.

Do ponto de vista geológico, as ilhas são consideradas um subcontinente da América do Norte, embora a maior parte delas esteja situada sobre a placa continental sul-americana. Todas as ilhas do Caribe Meridional são de pequena dimensão e de origem vulcânica ou compostas de recifes de coral calcário, formadas ao longo da crista entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul.[2]

Grande parte das ilhas é coberta por florestas tropicais e áreas pantanosas; as mais densas estão encontram-se em Granada, Santa Lúcia e Tobago. Em várias várias outras ilhas, entretanto, as florestas tropicais reduziram-se significativamente no último século devido ao desmatamento.[3]

Por sua proximidade com o Equador, o Caribe Meridional possui clima tropical durante todo o ano. Ilhas como Aruba e Barbados sofrem ocasionalmente com secas, enquanto Granada apresenta alta pluviosidade. A estação seca em Aruba e Barbados pode ocorrer mesmo quando há chuvas regulares em Granada.[4]

Países

País Capital População
Aruba Oranjestad 103 484
Barbados Bridgetown 294 210[5]
Bonaire Kralendijk 25 133
Curaçau Willemstad 183 000
Granada São Jorge 103 000[6]
Santa Lúcia Castries 170 000
São Vicente e Granadinas Kingstown 125 000
Trindade e Tobago Porto de Espanha 1 328 019[7]

Associados:

História

A região foi habitada por cerca de 7 mil anos pelos Aruaques, Caribes, Taínos e seus ancestrais, que chegaram ao Caribe Meridional em canoas oriundas da América do Sul (sobretudo da atual Venezuela).[8] No final do século XV e início do século XVI, exploradores e colonizadores europeus chegaram às ilhas. A população indígena foi praticamente exterminada por diversos fatores: doenças trazidas pelos europeus, às quais não possuíam imunidade; guerras; escravidão; e a exaustão dos recursos naturais dos quais dependiam.[8] Posteriormente, os países europeus incorporaram as ilhas caribenhas a seus impérios, com disputas frequentes entre Grã-Bretanha, França, Holanda, Portugal e Espanha:

Com o tempo, todas as ilhas da região — exceto as colônias holandesas de Aruba e das Antilhas Neerlandesas — foram ocupadas pelos britânicos, que consolidaram seu domínio a partir do século XVIII. A maioria das ilhas declarou independência na década de 1960.[9] As ilhas do Caribe Neerlandês permanecem integradas ao Reino dos Países Baixos e nenhuma delas alcançou independência plena.[9] Trinidad e Tobago foi o primeiro país do Caribe Meridional a tornar-se independente, em 1962, seguido por Barbados em 1966. Entre 1958 e 1962, todas as ilhas da região, com exceção das Antilhas Neerlandesas, fizeram parte da Federação das Índias Ocidentais.[10]

Ver também

Referências

  1. Flinch, J. F.; Rambaran, V.; Ali, W.; Lisa, V. De; Hernández, G.; Rodrigues, K.; Sams, R. (1 de janeiro de 1999), Mann, P., ed., «Chapter 17 Structure of the Gulf of paria pull-apart basin (Eastern Venezuela-Trinidad)», ISBN 978-0-444-82649-7, Elsevier, Sedimentary Basins of the World, Caribbean Basins, 4: 477–494, Bibcode:1999SedBW...477487F, doi:10.1016/S1874-5997(99)80051-3, consultado em 30 de novembro de 2024 
  2. Cambers, Gillian (2005), Schwartz, Maurice L., ed., «Caribbean Islands, Coastal Ecology and Geomorphology», ISBN 978-1-4020-3880-8, Dordrecht: Springer Netherlands, Encyclopedia of Coastal Science: 221–226, doi:10.1007/1-4020-3880-1_61, consultado em 28 de janeiro de 2025 
  3. Rull, Valentí (10 de agosto de 2023). «Rise and fall of Caribbean mangroves». Science of the Total Environment. 885. 163851 páginas. Bibcode:2023ScTEn.88563851R. ISSN 0048-9697. PMID 37146816. doi:10.1016/j.scitotenv.2023.163851 
  4. Taylor, Michael A.; Alfaro, Eric J. (2005), Oliver, John E., ed., «Central America and the Caribbean, Climate of», ISBN 978-1-4020-3266-0, Dordrecht: Springer Netherlands, Encyclopedia of World Climatology (em inglês): 183–189, doi:10.1007/1-4020-3266-8_37, consultado em 28 de janeiro de 2025 
  5. «2010 Population and Housing Census» (PDF). Barbados Statistical Service. Consultado em 28 de janeiro de 2025 
  6. «Grenada National Population and Housing Census Report 2011» (PDF). Central Statistical Office Grenada. Consultado em 28 de janeiro de 2025 
  7. Trinidad and Tobago 2011 Population and Housing Census Demographic Report Arquivado em maio 2, 2013, no Wayback Machine
  8. a b Reid, Basil A. (2009). Myths and Realities of Caribbean History. Tuscaloosa: University of Alabama Press 
  9. a b «Netherlands Antilles». Consultado em 26 de janeiro de 2023 
  10. Roitman, Jessica Vance; Veenendaal, Wouter P. (1 de novembro de 2023). «Worlds Apart: Island Identities and Colonial Configurations in the Dutch Caribbean». Island Studies Journal (em inglês). 18 (2): 1–27. doi:10.24043/isj.401