Capela de Santa Luzia (Vitória)
Capela de Santa Luzia
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| Tipo | igreja |
| Inauguração | 1537 (489 anos) |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
| Localização | Vitória - Brasil |
| Patrimônio | Património de Influência Portuguesa (base de dados), bem tombado pelo IPHAN, bem tombado pela SEMC |
A Capela de Santa Luzia é um templo católico construído em 1537, localizado no centro histórico da cidade de Vitória, capital do Espírito Santo.
História
A capela de Santa Luzia é considerada a construção mais antiga da cidade de Vitória e foi construída no século XVI sobre uma pedra como capela particular da fazenda de Duarte de Lemos, primeiro morador da ilha de Santo Antônio – atual cidade de Vitória – que recebeu as terras como sesmaria doara pelo primeiro donatário da capitania do Espírito Santo Vasco Fernandes Coutinho.
Ela possui traços arquitetônicos simples, uma nave retangular e capela-mor, característica comum das igrejas barrocas do estado, o que possivelmente mostra alterações em seus traços, já que foi construída antes do período barroco, que se destacou nos séculos XVIII e XIX.[1]
Edificada em pedra e cal de ostra, com cobertura de telhas de barro, a construção expressa com fidelidade o estilo colonial brasileiro. Sua porta principal única, encimada por um pequeno frontão do século XVIII e acompanhada pela torre sineira lateral, confere ao conjunto arquitetônico um caráter singular e distintivo.[2]
A pequena igreja está "erguida sobre uma pedra, com fundações e alicerces em alvenaria de pedra argamassada apoiados diretamente e visíveis nas fachadas lateral e frontal".[3] É o único monumento da cidade alta que preserva as características da arquitetura colonial brasileira.[4]
A igreja sofreu algumas reformas ao longo do tempo, a primeira ocorreu em 1812, quando provavelmente ganhou os atuais traços barrocos, para que o local funcionasse como templo religioso nos anos seguintes até 1928, quando foi desocupada.[5]
Durante o período de 1950 a 1970 sediou o Museu de Arte Sacra do Espírito Santo que foi transferido para o Museu Solar Monjardim, entre 1976 a 1994 funcionou como Galeria de Arte e Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo.[6] Anos depois, quando o Iphan voltou a assumir a gestão da capela, retornando para lá a coleção de arte sacra até a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).[6]
Com a conclusão das obras de 2019, a Arquidiocese de Vitória reassumirá a gestão da capela e retomará as celebrações religiosas, suspensas desde 1938. Desde então, o templo passou a ser o local designado para a celebração das Missas Tridentinas, conduzidas pelos padres da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, de Campos dos Goytacazes. Essas celebrações ocorrem no âmbito territorial da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, à qual está vinculada a Catedral Metropolitana.[7]
Tombamento e reformas
A Capela de Santa Luzia foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1946.[8] Após o tombamento, ela passou por uma série de restauros, reformas e funções:
- Uma reforma foi feita logo após o tombamento, em 1947, devido ao fato de que se encontrava em ruínas;
- outra aconteceu em 1970 para que fossem recuperados o telhado, forro e pisos;
- uma restauração ocorreu durante o período de 1994 – 1996;
- mais uma em 1998 para o restauro do altar mor e púlpito;
- outra em 2005 que resultou na descoberta de pinturas do forro em madeira e nas paredes da capela mor, provavelmente executadas no século XIX;
- uma em 2012 para o restauro da fachada.
- Por fim, a capela foi fechada ao público para obras de restauro em 2016, com reabertura em 2019.
Considerada a edificação mais antiga da cidade de Vitória, foi reaberta após um longo período de fechamento iniciado em junho de 2016. As obras de restauração, iniciadas em maio de 2019 e financiadas pela Secretaria de Estado da Cultura, culminaram em sua reinauguração no dia 2 de dezembro do mesmo ano.[9]
Durante o processo de recuperação, foram preservados elementos originais, como o púlpito, as esquadrias e os forros, enquanto o telhado, a Capela-Mor e o revestimento interno e externo receberam cuidadosos trabalhos de restauro. Também houve modernização das instalações hidráulicas, elétricas e de iluminação, garantindo a conservação e a segurança do templo.[10]
O assoalho de madeira da nave, danificado por infiltrações de chuva ocorridas em 2013, foi inteiramente refeito, devolvendo ao espaço sua integridade estrutural e estética.[10]
Referências
- ↑ portobello (26 de julho de 2019). «Arquitetura barroca e influências brasileiras: entenda mais sobre o movimento». Archtrends Portobello Blog. Consultado em 5 de julho de 2022
- ↑ «Capela Santa Luzia». Prefeitura de Vitória. 29 de maio de 2024. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ PRODEST; APEES. «Governo do Estado entrega restauro da Capela de Santa Luzia na próxima segunda-feira (02)». APEES. Consultado em 5 de julho de 2022
- ↑ «Igreja de Santa Luzia (Vitória, ES). IPHAN». Consultado em 21 de dezembro de 2016
- ↑ «Capela de Santa Luzia é reaberta após obras de restauro». Prefeitura de Vitória. Consultado em 5 de julho de 2022
- ↑ a b Fabio (20 de abril de 2021). «07/11/2014: Entrevista da Sra. Carolina Abreu, ex-diretora da Superintendência do Iphan no Espírito Santo, realizada no dia 07 de novembro de 2014, por email». História Capixaba. Consultado em 5 de julho de 2022
- ↑ «"Missas tridentinas" em novo local - Arquidiocese de Vitória». 27 de agosto de 2020. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ «Página - IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional». portal.iphan.gov.br. Consultado em 5 de julho de 2022
- ↑ «Capela de Santa Luzia é reaberta após obras de restauro». Prefeitura de Vitória. 2 de dezembro de 2019. Consultado em 3 de novembro de 2025
- ↑ a b PRODEST; APEES. «Governo do Estado entrega restauro da Capela de Santa Luzia na próxima segunda-feira (02)». APEES. Consultado em 3 de novembro de 2025