Capacidades estatais
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O conceito de capacidades estatais busca definir e quantificar as características que um ente estatal possui para perseguir os seus próprios fins[1]. Também diz respeito ao poder de ação do Estado de produção de políticas públicas pelas burocracias[2], mesmo diante de potenciais oposições de grupos sociais ou situações socioeconômicas adversas.[3] É um conceito amplamente utilizado nos estudos de ciência política, economia política e administração pública.
As capacidades estatais envolvem diversos aspectos administrativos e políticos e buscam explicar por que certos Estados conseguem gerar crescimento econômico, inclusão social e estabilidade política, enquanto outros enfrentam fragilidade institucional e baixo desempenho governamental.[4][5]
Origem e definições
A ideia de capacidades estatais ganhou força a partir da década de 1980, especialmente após a publicação da obra ''Bringing the State Back In'' (1985), organizada por Peter Evans, Dietrich Rueschemeyer e Theda Skocpol[6]. A coletânea teve grande impacto nas ciências sociais ao propor uma reorientação teórica que recolocou o Estado como ator autônomo e central na análise do funcionamento das instituições democráticas, da implementação de políticas públicas e da consolidação de processos de desenvolvimento. Essa corrente pretendeu superar abordagens que tratavam o Estado apenas como arena ou reflexo de interesses sociais, observando-o como um ator autônomo com capacidades próprias.[6]
Centeno, Kohli e Yashar se voltam mais aos aspectos políticos da capacidade estatal[7]. Para eles, o termo se refere à habilidade organizacional e burocrática para implementar projetos de governo.[8]
A contribuição de Centeno, Kohli e Yashar em States in the developing world[8] enfatiza a complexidade da capacidade estatal em países em desenvolvimento, destacando sua natureza organizacional e burocrática e a influência crucial da política em sua mobilização. Os autores também exploram os desafios de compreender a variação das capacidades estatais e seus impactos no "desempenho" estatal em diferentes domínios. Estes autores preferem, portanto, o termo "desempenho estatal" por ser mais amplo e analiticamente neutro do que "eficácia", o que permite avaliar o que o Estado realiza, seja isso positivo ou negativo. Para estes autores, o papel da política é crucial na mediação da relação entre a capacidade estatal e o desempenho estatal, com seus líderes e coalizões que moldam e utilizam o Estado.
Ao utilizar a expressão "desempacotando Estados" no título do primeiro capítulo de States in the developing world, [8] Centeno, Kohli e Yashar optam por uma metáfora com o objetivo de analisar e decompor a complexidade dos Estados. Sua intenção foi ir além de uma visão monolítica ou simplificada do Estado, como o que consideram ocorrer em abordagens correntes dadas por boa parte dos estudos de capacidade estatal. "Desempacotar" se refere tanto à uma divisão explícita entre as estruturas organizacionais que definem a capacidade estatal e os resultados ou desempenho que ela produz, quanto aos componentes internos do Estado, as forças que os moldam e como eles se traduzem em diferentes formas de desempenho. Desempacotar significa observar que o desempenho estatal pode ser desagregado em seus principais objetivos (ordem, gestão econômica e inclusão) e que há uma enorme variação na capacidade e desempenho entre regiões, dentro de países e entre diferentes áreas de políticas.
Há também estudos que analisam as capacidades estatais dando ênfase à variável "inclusão social". Segundo Matthias vom Hau, Estados capazes se definem por sua habilidade de alcançar territórios periféricos e populações marginalizadas de forma inclusiva.[9]
Como visto, ainda que o conceito que tenha evoluído ao longo dos anos, seu uso sofre problemas. Um deles diz respeito à sua circularidade argumentativa. Por exemplo, há muitas insurreições violentas porque a capacidade estatal é baixa, e sabemos que a capacidade estatal é baixa porque há muitas insurreições violentas.[10] Segundo Gomide, Pereira e Machado (2018) essa circularidade pode ser explicada porque há um tratamento genérico à ideia de capacidades, faltando uma definição mais clara dos atributos necessários para alcançar os efeitos específicos desejados.[11] A solução proposta por Kocher[10] envolve fragmentar o conceito em seus aspectos constitutivos, identificando claramente os fatores causais relacionados ao fenômeno estudado.
Outro problema é sua abrangência. A ideia de capacidades estatais é também referida como capacidade do Estado[12], capacidades governamentais[13], governança[14] ou policy capacities[15] (algo como capacidades em políticas públicas). Todas elas englobam um conjunto de competências, recursos, instituições e processos que permitem ao Estado exercer suas funções de maneira efetiva.[5][16][15] Isso inclui desde a arrecadação de tributos e a manutenção da ordem pública até a provisão de bens e serviços e a promoção do desenvolvimento socioeconômico.[5][4]
Dimensões das Capacidades Estatais
Capacidades estatais é um conceito multidimensional, com diferentes autores e abordagens. A seguir, apresenta-se um esquema explicativo das principais dimensões identificadas no conjunto de fontes consultado. É importante notar que essas dimensões não são mutuamente exclusivas e frequentemente se interrelacionam e se complementam. A relevância de cada dimensão pode variar dependendo do contexto e dos objetivos da análise.
- Dimensão Técnico-Administrativa: Enfatiza a qualidade e a eficiência da burocracia estatal e a disponibilidade de recursos necessários para a ação governamental. Inspirada na tradição weberiana, valoriza a profissionalização, a competência técnica e a organização interna do Estado. Inclui a capacidade de planejar, coordenar e executar políticas de forma eficaz.[5][16]
- Dimensão Político-Relacional: Destaca a importância das interações do Estado com diversos atores sociais, econômicos e políticos. Envolve a capacidade de incluir esses atores nos processos de políticas públicas, buscando a construção de consensos, coalizões de apoio e legitimidade para as ações governamentais. A participação da sociedade civil e a articulação com o sistema político-representativo são elementos centrais.[5][16]
- Outras Dimensões: Englobam capacidades mais específicas relacionadas a funções estatais particulares. A capacidade coercitiva/militar refere-se ao monopólio da violência legítima e à defesa do território. A capacidade fiscal é a habilidade de arrecadar recursos financeiros de forma eficiente. A capacidade transformativa/industrial diz respeito à intervenção estatal na economia para promover o desenvolvimento. A capacidade legal envolve a garantia do cumprimento de leis e contratos. A capacidade de coordenação é crucial em sistemas federativos complexos como o brasileiro. Capacidades infraestrutural e informacional também são importantes para a implementação de políticas.[5][16]
Wu, Ramesh e Howlett (2015)[15], para quem capacidade estatal se refere à policy capacities, organizam suas dimensões de forma matricial, distinguindo-as segundo:
- Tipo de capacidade: analítica, operacional e política;
- Nível de aplicação: individual, organizacional e sistêmico.
Esse esquema permite entender como diferentes dimensões se inter-relacionam e contribuem para o desempenho de políticas públicas em contextos diversos.
| Capacidade analítica | Capacidade operacional | Capacidade política | |
|---|---|---|---|
| Nível individual | Habilidades cognitivas e analíticas de atores-chave (ex: conhecimento técnico, uso de evidências) | Competência técnica e gerencial individual (ex: execução de tarefas, liderança prática) | Habilidades interpessoais e de negociação política (ex: comunicação, construção de coalizões) |
| Nível organizacional | Existência de unidades de pesquisa, think tanks, produção interna de conhecimento | Procedimentos, rotinas e recursos organizacionais para implementar programas | Capacidade institucional de coordenação interdepartamental e relações externas |
| Nível sistêmico | Sistema nacional de informação e avaliação de políticas públicas | Infraestrutura pública, recursos orçamentários e regulatórios disponíveis | Legitimidade e confiança nas instituições, capacidade de gerar consenso político |
Fonte: Adaptado de Wu, Ramesh e Howlett (2015)[15].
Explicação esquemática dos componentes
1. Tipos de capacidade
- Capacidade analítica: está relacionada ao uso de informações, conhecimento técnico e evidências para formular políticas eficazes. É essencial para diagnosticar problemas, desenhar alternativas e avaliar resultados.
- Capacidade operacional: diz respeito à habilidade prática de implementar políticas públicas, gerir recursos, monitorar ações e garantir que decisões se traduzam em resultados concretos.
- Capacidade política: refere-se à habilidade de lidar com atores políticos, construir legitimidade e manter apoio para a execução de políticas. Envolve negociação, comunicação e gestão de coalizões.
2. Níveis de aplicação
- Individual: refere-se às competências dos servidores públicos e formuladores de políticas enquanto profissionais. Envolve suas habilidades técnicas, gerenciais e interpessoais.
- Organizacional: envolve os recursos e estruturas disponíveis dentro de uma instituição pública (como ministérios, agências ou departamentos) para cumprir suas funções políticas.
- Sistêmico: diz respeito à capacidade do conjunto do Estado em criar e manter estruturas e ambientes que sustentem a formulação e implementação de políticas públicas em todo o país.
Capacidade Estatal e Desenvolvimento
Considera-se que Estados com maiores capacidades são mais propensos a promover o desenvolvimento econômico e social.[17] Historicamente, entre as décadas de 1930 e 1970, sobretudo após as duas Guerras Mundiais. A visão predominante era que o Estado deveria liderar a superação do subdesenvolvimento, especialmente nas nações mais pobres.[16] Sua intervenção era considerada essencial para impulsionar o progresso através da industrialização, modernização agrícola e desenvolvimento da infraestrutura urbana.[16]
Cientistas sociais como Peter Evans, Theda Skocpol e Michael Mann transformaram o debate sobre desenvolvimento ao mostrar que as características estatais são necessárias mas não suficientes para fornecer serviços públicos.[16][18] Percebeu-se a importância de criar mecanismos que permitam ao Estado exercer poder e alcançar diferentes grupos sociais e regiões.[18] Consequentemente, o conceito de capacidade estatal tornou-se fundamental nas discussões acadêmicas e administrativas, sendo hoje central nas análises sobre efetividade governamental e "boa governança".[16][19]
Assim, seguem algumas dimensões da capacidade estatal citadas como relevantes para o desenvolvimento:
- Burocracias competentes e autônomas podem formular e implementar políticas de desenvolvimento mais eficazes, protegidas de interesses particulares de curto prazo.[4]
- A capacidade de extrair recursos fiscais de forma eficiente é fundamental para financiar investimentos em infraestrutura, educação, saúde e outros setores cruciais para o desenvolvimento.[16]
- A capacidade relacional permite ao Estado construir parcerias com o setor privado e a sociedade civil, mobilizando recursos e conhecimentos para alcançar objetivos de desenvolvimento compartilhados.[1]
- A capacidade transformativa ou de industrialização possibilita ao Estado intervir estrategicamente na economia, fomentando setores produtivos e inovação.[19]
- A capacidade política, ou seja, é necessário algum nível de poder acumulado pelos líderes eleitos para induzir as prioridades políticas entre os diferentes atores institucionais.[16]
No entanto, a relação não é linear e a presença de certas capacidades não garante automaticamente o desenvolvimento. A forma como essas capacidades são mobilizadas e utilizadas, bem como o contexto político e social em que o Estado atua, são fatores importantes. A capacidade estatal, portanto, deve ser compreendida em suas diversas dimensões e em sua interação com o ambiente político e social para uma análise mais completa de sua relação com o desenvolvimento.
Capacidade estatal na pesquisa brasileira
A vasta literatura internacional inspirou diversos estudos no Brasil, com foco em áreas de políticas como desenvolvimento, burocracia, inovação e industrial.[16]
Inicialmente, até a década de 1980, o conceito foi associado a atributos weberianos da burocracia, acionados para explicar o processo de state building (construção do Estado) durante a era desenvolvimentista (1930-1980).[11] O sucesso de algumas políticas desenvolvimentistas era associado à presença de burocracias especializadas e insuladas do jogo político.
Conforme Gomide, Pereira e Machado:
"a capacidade estatal foi associada à existência de burocracias no aparelho administrativo do Estado, com as características do tipo ideal weberiano, ou seja, fundamentada nos pressupostos da especialização das funções, da meritocracia, do formalismo, da hierarquia e da impessoalidade" (2021, p. 86).[2]
No período pós-Constituição de 1988, o tema da burocracia perdeu centralidade na agenda de estudos, abrindo espaço para outros como federalismo, participação social (inclusão e interação entre múltiplos atores nos processos de políticas públicas) e relações Executivo-Legislativo.[5]
Estudos recentes exploram a relação entre capacidade estatal e a implementação de políticas em diferentes níveis de governo, incluindo o municipal, e em diversas áreas como assistência social[11][4][20] A influência da literatura internacional foi crucial nessa retomada, com a incorporação do conceito de capacidade estatal difundido por autores como Tilly (1975)[21], Skocpol (1985)[3] e Evans (1995)[1].
Operacionalização empírica do conceito de capacidade estatal
A pesquisa brasileira também se dedicou a discutir a operacionalização e a mensuração do conceito de capacidade estatal, a construir maior clareza conceitual e a identificar indicadores empíricos.
Renata Bichir e Sergio Simoni Jr. (2021)[22] operacionalizam empiricamente o conceito de capacidade estatal na política de assistência social através da utilização de um amplo conjunto de variáveis que buscam aferir diferentes dimensões. O uso destes indicadores incorpora tanto aspectos relacionados à burocracia quanto aos recursos financeiros disponíveis:
- Capacidade Burocrática: Esta dimensão visa medir a qualidade da burocracia local e é operacionalizada através dos seguintes indicadores:
- Escolaridade do gestor da área de assistência social.
- Porcentagem de trabalhadores da área com ensino superior.
- Existência de plano de capacitação permanente para os trabalhadores da área de assistência social.
- Existência de plano de cargos, carreiras e salários específico na área de assistência social.
- Capacidade Orçamentária: Esta dimensão busca mensurar a disponibilidade e a priorização de recursos financeiros para a política de assistência social, sendo operacionalizada por:
- Recebimento de recursos estaduais via fundo a fundo†, convênio ou forma mista. Este indicador busca capturar a capacidade de acessar e mobilizar recursos de outros níveis de governo.
- Peso do gasto com assistência no orçamento municipal. Este indicador reflete a prioridade dada à assistência social nas alocações orçamentárias municipais.
† "Via fundo a fundo" refere-se a um mecanismo de transferência de recursos financeiros entre níveis de governo, de um fundo para outro, sem a necessidade de convênios. No contexto da política de assistência social e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), esse mecanismo envolve repasses regulares e automáticos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os respectivos fundos estaduais e municipais.
Contudo, os autores ressaltam que indicadores de capacidades não permitem inferir diretamente sobre os resultados das políticas analisadas, que demandam investigações sistemáticas adicionais.
Por exemplo, estudos empíricos realizados no Brasil demonstram como a presença de burocracias profissionais está relacionada a melhores índices de desempenho estatal, enquanto a politização excessiva de cargos e a corrupção afetam negativamente a capacidade institucional.[23]
Marta Arretche, Daniel Vazquez e Edgard Fusaro (2007)[24] realizam uma avaliação empírica da capacidade administrativa municipal brasileira na oferta de serviços habitacionais. Sua metodologia analisa três dimensões: existência, densidade e estabilidade dessas capacidades. O estudo foca em identificar como os municípios mobilizam três elementos fundamentais para desenvolver políticas e programas habitacionais: burocracias, informações e órgãos especializados.
Os autores construíram indicadores que captam os seguintes atributos institucionais para cada município da amostra:
- Existência de capacidades administrativas: Refere-se à presença ou ausência de instrumentos administrativos relacionados à política habitacional. Isso inclui:
- Órgão específico para a implementação da política habitacional.
- Cadastro ou levantamento de famílias interessadas em programas habitacionais.
- Conselho municipal de habitação (um instrumento de participação social).
- Fundo municipal para habitação.
- Instrumentos para viabilizar a cooperação com outros municípios na área habitacional, como consórcios.
- Densidade de capacidades administrativas: Avalia os efeitos associados à combinação dos instrumentos acima em cada município. A capacidade de ação dos governos territoriais se altera qualitativamente à medida que essas variáveis estão combinadas. Por exemplo, a existência de um órgão associada a um cadastro tem efeitos distintos da existência de um órgão sem cadastro.
- Estabilidade de capacidades administrativas: Refere-se à resiliência no tempo desses atributos institucionais, ou seja, em que medida os municípios mantêm suas capacidades administrativas uma vez que elas tenham sido instaladas.
Através da análise da presença, combinação e estabilidade desses instrumentos, os autores construíram uma tipologia de municípios segundo suas capacidades administrativas. Essa tipologia foi então relacionada ao déficit habitacional (para municípios com mais de 20 mil habitantes) e à efetividade da política habitacional, medida pela oferta de programas habitacionais e pelo gasto municipal na função habitação. Os autores verificaram, por exemplo, que maior capacidade administrativa está diretamente relacionada a uma maior oferta de programas habitacionais e a um maior gasto na função habitação.
Ver também
- Administração pública
- Governança
- Política pública
- Estado
- Sociologia política
- Burocracia
- Autonomia do Estado
Referências
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- ↑ a b c d e f g Pires, Roberto; Lotta, Gabriela e de Oliveira, Vanessa Elias de, ed. (2021). Burocracia e políticas públicas no Brasil: interseções analíticas. Brasília: IPEA | ENAP. ISBN 978-85-7811-331-5
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