Campeonato Mundial de Handebol Feminino
Campeonato Mundial de Handebol Feminino
| |
|---|---|
| Andebol | |
| Dados Gerais | |
| Organização | IHF |
| Edições | 27 |
| Dados Históricos | |
| Primeiro vencedor | |
| Último vencedor | |
| Maior vencedor | |
O Campeonato Mundial de Handebol Feminino(pt-BR) ou Campeonato Mundial de Andebol Feminino(pt-PT?) é uma competição internacional disputada entre as seleções nacionais deste esporte.
O Campeonato Mundial de Handebol Feminino da IHF é organizado pela Federação Internacional de Handebol desde 1938. Nas vinte e seis edições dos torneios realizados, catorze seleções conquistaram o título. A Noruega e a Rússia são as equipes mais bem-sucedida com quatro títulos, seguida pela França e as extintas União Soviética e Alemanha Oriental com três títulos cada.
História
O Campeonato Mundial de Handebol Feminino é o principal torneio da modalidade entre seleções, organizado pela Federação Internacional de Handebol (IHF). Desde sua primeira edição em 1957, o campeonato testemunhou o surgimento de potências, a consagração de lendas e uma disputa acirrada que moldou a história do handebol. A cada dois anos, as melhores equipes do planeta se reúnem para lutar pelo cobiçado troféu.
A edição inaugural do campeonato foi sediada pela Iugoslávia e contou com apenas nove equipes. A Tchecoslováquia emergiu como a primeira campeã, superando a Hungria na final. Nos anos que se seguiram, o domínio do Leste Europeu se tornou inquestionável. Seleções como a União Soviética, a Alemanha Oriental, a Tchecoslováquia e a Hungria se revezavam no pódio, refletindo a força do handebol nesses países.
A vitória da Romênia no Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 1962 foi um momento histórico para o país e para o esporte. O torneio demonstrou que o handebol feminino estava crescendo, com mais equipes competitivas surgindo no cenário internacional. O campeonato foi fundamental para consolidar o handebol como um esporte popular em diversos países, abrindo caminho para o crescimento contínuo e a profissionalização do esporte nas décadas seguintes.
Em 1965, o mundo do handebol feminino se reuniu para um torneio que, de certa forma, marcaria o fim de uma era e o início de outra. Realizado na Alemanha Ocidental, não foi apenas uma competição de alto nível, mas também o último grande evento internacional a apresentar o formato de 11 jogadores, antes que a modalidade com 7 atletas dominasse completamente o esporte. Até hoje, o título de 1965 é motivo de orgulho para a Hungria, um lembrete de sua rica história e de como uma equipe talentosa e determinada pode marcar seu nome para sempre no panteão do esporte.
A Federação Internacional de Handebol (IHF) não realizou o Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 1968 naquele ano. A União Soviética sediaria o torneio, mas, após a invasão ao território da Tchecoslováquia foi cancelado, retornando somente em 1971.
A União Soviética se destacou como uma das maiores potências do período, conquistando o título em 1982, 1986 e 1990. Em 1982, a equipe se sagrou campeã de forma invicta, demonstrando sua supremacia. A URSS foi a primeira a conquistar a chamada "tríplice coroa", vencendo três edições consecutivas. Suas equipes eram conhecidas pela disciplina tática, preparo físico impecável e talento individual. A rivalidade entre as equipes do bloco socialista era intensa e elevou o nível do jogo, tornando o campeonato ainda mais emocionante.
A Alemanha Oriental foi uma das grandes potências do handebol feminino nas décadas de 70 e 80. As alemãs conquistaram o título três vezes (1971, 1975 e 1978). O triunfo em 1978 marcou o segundo título consecutivo da equipe, o que a consolidou como uma das mais fortes do mundo.
Em dezembro de 1973, as atenções do mundo do handebol se voltaram para a Iugoslávia, que sediou a 5ª edição. A seleção iugoslava, jogando com o apoio de sua torcida, demonstrou sua força e conquistou seu primeiro título, sendo um marco no handebol iugoslavo e é lembrado até hoje como um dos momentos mais importantes da história do esporte no país.
Com a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética e da Iugoslávia no início da década de 1990, o cenário do handebol mundial mudou. Novas nações, como a Rússia, a Noruega e a França, surgiram no mapa. Essa transição permitiu que outras equipes, de diferentes partes do mundo, começassem a brigar por um lugar entre as potências.
A Noruega, um país com forte tradição no handebol, começou a construir sua dinastia nessa época. Embora já fosse uma força no esporte, foi a partir da década de 1990 que as norueguesas se tornaram uma presença constante nas finais, conquistando seu primeiro título em 1999. Sua abordagem inovadora, combinando velocidade e força, revolucionou o handebol feminino.
Desde 1993, tem sido realizado a cada dois anos. Entre 1978 e 1990 foi realizado a cada quatro alternando com o torneio olímpico (introduzido para o handebol feminino em 1976). Os primeiros cinco torneios foram realizados no verão ou início do outono, enquanto os demais foram realizados em novembro ou dezembro.[1] A Alemanha conquistou o título em 1993, um marco para a unificação do país. O triunfo marcou a primeira vez que a equipe, já unificada, subiu ao pódio. A vitória ressaltou a força alemã como uma nação de handebol.
Em 1995, a Coreia do Sul fez história ao se tornar a primeira seleção não europeia a conquistar o título. A vitória na competição, realizada na Áustria e Hungria, foi um marco para o handebol mundial, demonstrando a força do esporte em outros continentes.
A Dinamarca é outra força escandinava que tem um lugar de destaque na história do Campeonato Mundial. O país conquistou o título uma vez em 1997. A vitória marcou um momento histórico para o handebol dinamarquês, que se consolidou como uma das potências do esporte.
O século XXI trouxe uma nova dinâmica ao Campeonato Mundial. A Rússia seguiu os passos da União Soviética, se estabelecendo como uma das maiores vencedoras do torneio, com títulos em 2001, 2005, 2007 e 2009. A equipe russa, conhecida por seu estilo agressivo e passes rápidos, dominou o início da década.
No entanto, a hegemonia russa foi desafiada por equipes como a Noruega e a França. A Noruega, com sua consistência impressionante, continuou a empilhar medalhas. A França, por sua vez, emergiu como uma potência duradoura, conquistando o título em 2003 e, mais recentemente, em 2017 e 2023. As francesas se destacam por sua defesa sólida e contra-ataques letais.
Em 2013, o Brasil surpreendeu o mundo do handebol. Jogando em casa na Sérvia, a seleção brasileira, liderada pela goleira Babi Arenhart e pela artilheira Alexandra Nascimento, realizou uma campanha espetacular, superando adversários tradicionais. A vitória sobre a Sérvia na final deu ao Brasil o seu primeiro título na história do torneio. Essa conquista foi um marco histórico para o esporte no país e quebrou a hegemonia europeia na competição. Conheça as seleções que já ergueram a taça e deixaram sua marca na história do torneio.
Em 2019, a Holanda conquistou o seu primeiro título mundial, depois de ter ficado com o vice-campeonato em 2015. A vitória foi o coroamento de um trabalho de longo prazo, consolidando a equipe como uma das principais forças do cenário mundial.
Em 2025, A Noruega confirmou sua hegemonia na modalidade ao conquistar seu quinto título mundial, vencendo a anfitriã Alemanha na grande final. Com essa vitória, a Noruega se tornou a primeira seleção a conquistar a "tríplice coroa" (Olimpíadas, Europeu e Mundial) pela segunda vez em sua história.
Edições
| CAMPEONATO MUNDIAL DE HANDEBOL FEMININO | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ano | País sede | Disputa do ouro | Disputa do bronze | ||||
| Ouro | Placar | Prata | Bronze | Placar | Quarto lugar | ||
| 1957 Detalhes |
Iugoslávia |
Checoslováquia |
7-1 | Hungria |
Iugoslávia |
9-6 | Alemanha Ocidental |
| 1962 Detalhes |
Romênia |
Romênia |
8-5 | Dinamarca |
Checoslováquia |
6-5 | Iugoslávia |
| 1965 Detalhes |
Alemanha Ocidental |
Hungria |
5-3 | Iugoslávia |
Alemanha Ocidental |
11-10 | Checoslováquia |
| 1971 Detalhes |
Países Baixos |
Alemanha Oriental |
11-8 prorrogação |
Iugoslávia |
Hungria |
12-11 | Romênia |
| 1973 Detalhes |
Iugoslávia |
Iugoslávia |
16-11 | Romênia |
União Soviética |
20-12 | Hungria |
| 1975 Detalhes |
União Soviética |
Alemanha Oriental |
sem final | União Soviética |
Hungria |
sem disputa de 3º lugar | Romênia |
| 1978 Detalhes |
Tchecoslováquia |
Alemanha Oriental |
sem final | União Soviética |
Hungria |
sem disputa de 3º lugar | Checoslováquia |
| 1982 Detalhes |
União Soviética |
sem final | Hungria |
Iugoslávia |
sem disputa de 3º lugar | Alemanha Oriental | |
| 1986 Detalhes |
Países Baixos |
União Soviética |
30-22 | Checoslováquia |
Noruega |
23-19 | Alemanha Oriental |
| 1990 Detalhes |
Coreia do Sul |
União Soviética |
24-22 | Iugoslávia |
Alemanha Oriental |
25-19 | Alemanha Ocidental |
| 1993 Detalhes |
Noruega |
Alemanha |
22-21 prorrogação |
Dinamarca |
Noruega |
20-19 | Romênia |
| 1995 Detalhes |
Áustria e Hungria |
Coreia do Sul |
25-20 | Hungria |
Dinamarca |
25-24 | Noruega |
| 1997 Detalhes |
Alemanha |
Dinamarca |
33-20 | Noruega |
Alemanha |
27-25 | Rússia |
| 1999 Detalhes |
Noruega e Dinamarca |
Noruega |
25-24 segunda prorrogação |
França |
Áustria |
31-28 prorrogação |
Romênia |
| 2001 Detalhes |
Itália |
Rússia |
30-25 | Noruega |
Iugoslávia |
42-40 | Dinamarca |
| 2003 Detalhes |
Croácia |
França |
32-29 prorrogação |
Hungria |
Coreia do Sul |
31-29 | Ucrânia |
| 2005 Detalhes |
Rússia |
Rússia |
28-23 prorrogação |
Romênia |
Hungria |
27-24 | Dinamarca |
| 2007 Detalhes |
França |
Rússia |
29-24 | Noruega |
Alemanha |
36-35 | Romênia |
| 2009 Detalhes |
China |
Rússia |
25-22 | França |
Noruega |
31-26 | Espanha |
| 2011 Detalhes |
Brasil |
Noruega |
32-24 | França |
Espanha |
24-18 | Dinamarca |
| 2013 Detalhes |
Sérvia |
Brasil |
22-20 | Sérvia |
Dinamarca |
30-26 | Polônia |
| 2015 Detalhes |
Dinamarca |
Noruega |
31-23 | Países Baixos |
Romênia |
31-22 | Polônia |
| 2017 Detalhes |
Alemanha |
França |
23-21 | Noruega |
Países Baixos |
24-21 | Suécia |
| 2019 Detalhes |
Japão[2] |
Países Baixos |
30-29 | Espanha |
Rússia |
33-28 | Noruega |
| 2021 Detalhes |
Espanha[3] |
Noruega |
29-22 | França |
Dinamarca |
35-28 | Espanha |
| 2023 Detalhes |
Dinamarca, Noruega e Suécia[3] |
França |
31-28 | Noruega |
Dinamarca |
28-27 | Suécia |
| 2025 Detalhes |
Alemanha e Países Baixos[4] |
Noruega |
20-23 | Alemanha |
França |
33-31 prorrogação |
Países Baixos |
| 2027 Detalhes |
Hungria[4] |
||||||
| 2029 Detalhes |
Espanha |
||||||
| 2031 Detalhes |
República Checa e Polônia |
||||||
Conquistas por país
| Ordem | País | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 5 | 5 | 3 | 13 | |
| 2 | 4 | 0 | 1 | 5 | |
| 3 | 3 | 4 | 1 | 8 | |
| 4 | 3 | 2 | 1 | 6 | |
| 5 | |
3 | 0 | 1 | 4 |
| 6 | 1 | 4 | 4 | 9 | |
| 7 | 1 | 3 | 3 | 7 | |
| 8 | 1 | 2 | 4 | 7 | |
| 9 | 1 | 2 | 1 | 4 | |
| 10 | 1 | 1 | 3 | 5 | |
| 11 | 1 | 1 | 1 | 3 | |
| 1 | 1 | 1 | 3 | ||
| 13 | 1 | 0 | 1 | 2 | |
| 14 | 1 | 0 | 0 | 1 | |
| 15 | 0 | 1 | 1 | 2 | |
| 16 | 0 | 1 | 0 | 1 | |
| 17 | 0 | 0 | 1 | 1 |
Estreia das equipes
As equipes entre parênteses são consideradas equipes sucessoras pela IHF.
| Ano | Estreantes | Total |
|---|---|---|
| 1957 | 9 | |
| 1962 | 2 | |
| 1965 | 0 | |
| 1971 | 3 | |
| 1973 | 0 | |
| 1975 | 2 | |
| 1978 | 3 | |
| 1982 | 2 | |
| 1986 | 2 | |
| 1990 | 1 | |
| 1993 | ( |
4 |
| 1995 | 6 | |
| 1997 | 5 | |
| 1999 | 3 | |
| 2001 | 3 | |
| 2003 | 0 | |
| 2005 | 1 | |
| 2007 | 3 | |
| 2009 | 2 | |
| 2011 | 2 | |
| 2013 | 2 | |
| 2015 | 1 | |
| 2017 | 0 | |
| 2019 | 1 | |
| 2021 | 1 | |
| 2023 | 0 | |
| 2025 | 3 |
Melhores pontuadoras por edição
A detentora do recorde de gols marcados em uma única edição deste evento é Bojana Radulović, após ter marcado 97 gols para a Hungria no Campeonato Mundial de Handebol Feminino de 2003.[5]
| Ano | Jogadora | Gols |
|---|---|---|
| 1957 | 11 | |
| 1962 | 14 | |
| 1965 | 11 | |
| 1971 | 22 | |
| 1973 | 25 | |
| 1975 | 35 | |
| 1978 | 41 | |
| 1982 | 52 | |
| 1986 | 61 | |
| 1990 | 50 | |
| 1993 | 58 | |
| 1995 | 61 | |
| 1997 | 71 | |
| 1999 | 67 | |
| 2001 | 87 | |
| 2003 | 97 | |
| 2005 | 60 | |
| 2007 | 85 | |
| 2009 | 67 | |
| 2011 | 57 | |
| 2013 | 62 | |
| 2015 | 63 | |
| 2017 | 66 | |
| 2019 | 71 | |
| 2021 | 71 | |
| 2023 | 63 | |
| 2025 | 55 |
Maior margem de vitória
| Margem | Equipe vencedora | Pontos | Oponente | Edição |
|---|---|---|---|---|
| 48 | Hungria |
57–9 | 2005 | |
| 46 | Países Baixos |
61–15 | 2021 | |
| 45 | Suécia |
66–21 | 2009 | |
| 41 | Países Baixos |
58–17 | 2021 | |
| 41 | Angola |
52–11 | 2021 | |
| 41 | Áustria |
52–11 | 2009 | |
| 40 | Países Baixos |
55–15 | 2021 | |
| 40 | Rússia |
48–8 | 2009 | |
| 39 | Angola |
47–8 | 2005 | |
| 39 | França |
46–7 | 2019 | |
| 38 | Países Baixos |
53–15 | 2011 | |
| 38 | Coreia do Sul |
50–12 | 2007 | |
| 38 | Suécia |
48–10 | 2021 | |
| 38 | Iugoslávia |
41–3 | 1975 | |
| 37 | Noruega |
48–11 | 2001 | |
| 37 | Noruega |
47–10 | 2005 | |
| 37 | Rússia |
45–8 | 2011 | |
| 37 | Rússia |
45–8 | 2009 | |
| 37 | Dinamarca |
42–5 | 1999 | |
| 36 | Noruega |
43–7 | 2021 |
Fonte: TV2Sporten.no
Ver também
Notas
- ↑ Computamos a Rússia em separado da União Soviética.
- ↑ a b Após a reunificação alemã, a Alemanha Ocidental foi renomeada Alemanha. A Alemanha Oriental mantém seu histórico em separado.
- ↑ Computamos a Iugoslávia em separado da Sérvia.
- ↑ Computamos a Checoslováquia em separado da República Tcheca.
Referências
- ↑ «Women's World Championships». IHF. Consultado em 5 de Dezembro de 2013
- ↑ «Japan and Denmark/Germany are the hosts of the 2019 World Championships» (em inglês). IHF - International Handball Federation. 28 de outubro de 2013. Consultado em 1 de novembro de 2018
- ↑ a b «2021 and 2023 IHF Women's World Championships awarded» (em inglês). IHF - International Handball Federation. 28 de janeiro de 2017. Consultado em 1 de novembro de 2018
- ↑ a b Gahan, Courtney (28 de fevereiro de 2020). «2025 and 2027 World Championships awarded in Cairo» (em inglês). EHF - Euro Handball. Consultado em 22 de dezembro de 2021
- ↑ «IHF World Women's Handball Championship - Croatia 2003» (PDF). IHF Archive (em inglês). 15 de dezembro de 2003. p. 3. Consultado em 22 de dezembro de 2021