Campainha de Oxford


A Campainha de Oxford Electric Bell, ou Pilha-de-Volta de Clarendon é uma campainha experimental posta em funcionamento em 1840 e que tem permanecido funcionando quase continuamente desde então. Foi uma das primeiras peças compradas para uma coleção de aparatos do clérigo e físico Robert Walker.[1][2] Está localizada em um corredor adjacente à sala do Laboratório Clarendon, na Universidade de Oxford (Inglaterra), e ainda está tocando, apesar de quê inaudivelmente, por estar atrás de duas camadas de vidro.
Design
O experimento consiste de dois sinos de latão, cada um posicionado sob uma Pilha de Volta, com o par de pilhas conectado em série. O badalo é uma esfera de metal de aproximadamente 4mm de diâmetro, suspensa entre as pilhas, que toca os sinos alternadamente devido a força eletrostática. Quando o badalo toca o sino, ele é carregado por uma pilha, e então eletrostaticamente repelido, sendo atraído pelo outro sino. Ao acertar o outro sino, o processo se repete.
O uso de força eletrostática significa que, ao passo que alta tensão é requerida para criar o movimento, apenas uma pequena quantia de carga é levada de um sino a outro, sendo este o motivo das pilhas estarem sendo capaz de durar desde que o aparato foi feito. A frequência de oscilação é de 2 hertz.[3]
Em certo momento, este dispositivo desempenhou um papel importante na distinção entre duas teorias diferentes de ação elétrica: a teoria da tensão de contato (uma teoria científica obsoleta baseada nos então prevalecentes princípios eletrostáticos) e a teoria da ação química.
A Campainha de Oxford, porém, não demonstra características moto-perpétuas! Eventualmente ela parará de tocar, quando as pilhas-de-Volta tiverem distribuído suas cargas igualmente - se o badalo não exaurir-se antes disto.[4][5] A Campainha já produziu, aproximadamente, 10 bilhões de toques desde 1840, e detém o Guinness World Record de "a bateria mais durável do mundo provendo tintinabulação ininterrupta".[2]
Operação
Fora curtas interrupções ocasionais causadas por alta umidade, a campainha tem tocado continuamente desde 1840.[6] Ela pode ter sido construída em 1825.[2]
Ver também
- Long-term experiment
- Franklin bells
- Beverly Clock (1864)
- Pitch drop experiment (1927)
Referências
- ↑ "Walker, Robert"
- ↑ a b c «Exhibit 1 – The Clarendon Dry Pile». Department of Physics. Oxford University. Consultado em 30 de janeiro de 2021
- ↑ Oxford Electric Bell, Atlas Obscura.
- ↑ The World's Longest Experiment, The Longest List of the Longest Stuff at the Longest Domain Name at Long Last.
- ↑ The Latest on Long-Running Experiments, Improbable Research.
- ↑ Ord-Hume, Arthur W. J. G. (1977). Perpetual Motion: The History of an Obsession. [S.l.]: George Allen & Unwin. p. 172
Leitura adicional
- Willem Hackmann, "The Enigma of Volta's "Contact Tension" and the Development of the "Dry Pile"", appearing in Nuova Voltiana: Studies on Volta and His Times, nb Volume 3 (Fabio Bevilacqua; Lucio Frenonese (Editors)), 2000, pp. 103–119.
- «Exhibit 1 - The Clarendon Dry Pile». Oxford Physics Teaching, History Archive. Consultado em 14 de junho de 2021
- Croft, A. J. (1984). «The Oxford electric bell». European Journal of Physics. 5 (4): 193–194. Bibcode:1984EJPh....5..193C. doi:10.1088/0143-0807/5/4/001
- Croft, A. J. (1985). «The Oxford electric bell». European Journal of Physics. 6 (2). 128 páginas. Bibcode:1985EJPh....6..128C. doi:10.1088/0143-0807/6/2/511
