Débito
Débito (ou dívida) é o que se deve; geralmente se refere ao ativo, mas o termo pode cobrir outras obrigações. Em se tratando de ativos, dívida é a maneira de se usar um futuro poder de aquisição no presente antes de que uma soma tenha sido ganha. Ou seja, quando forma uma conta a ordem em qualquer banco, de acordo com o dinheiro que deposita poderá realizar levantamentos a débito, no saldo que tem de acordo com o dinheiro que deposita na conta. Outro ponto, poderá se o levantamento a crédito, de acordo com o montante de crédito - limite de crédito (plafond) após ter analisado o seu perfil, rendimentos, ativos e passivos.
A dívida pode ser dividida em: Dívida Interna-Quando o estado contrai dentro do país. Chama se Dívida Externa-Quando o estado contrai no exterior do país.Dívida Flutuante-É a dívida contraída para fazer face a desequilíbrios momentâneo de tesouraria e é amortizada até ao fim do exercício do mesmo ano. Dívida Fundada-Quando é contrada para fazer face ao excesso de dispesas correntes não abertas pelas receitas correntes de um ano, e só serão amortizadas no orçamento dos anos seguintes. Para Karl Marx, a dívida pública é um mecanismo de acumulação primitiva de capital.[1] Segundo Molian, a dívida inibe a troca de emprego ou a greve radical pela necessidade de pagar as dívidas pelo trabalho.[2] No século XXI só 20 clubes brasileiros tem mais de 1 milhão de reais em dívidas.[3] Há ainda o fenômeno do superendividamento, quando indivíduos comprometem a maior parte de sua renda com dívidas.
Leitura especializada
- Graeber, David. "Debt: The first 5,000 years" (em inglês) Melville House Publishing 2011. ISBN 9781933633862
- Howse, Robert. "The Concept of Odious Debt in Public International Law" (em inglês) Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Nr. 185, Julho de 2007.
Consequências
No nível dos domicílios, as dívidas também podem ter consequências prejudiciais — especialmente quando as famílias tomam decisões de gastos supondo que a renda aumentará ou permanecerá estável nos próximos anos.[4] Quando os domicílios contraem crédito com base nessa suposição, eventos da vida podem facilmente transformar a dívida em endividamento excessivo.[5] Tais eventos incluem desemprego inesperado, término de relacionamentos, saída da casa dos pais, falência empresarial, doença ou reparos na casa. O endividamento excessivo tem sérias consequências sociais, como dificuldades financeiras, saúde física e mental debilitada, estresse familiar, estigmatização, dificuldades de emprego, exclusão dos principais serviços financeiros (Comissão Europeia, 2009), acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, tensão nas relações sociais (Carpentier e Van den Bosch, 2008), faltas no trabalho e falta de comprometimento organizacional (Kim et al., 2003), sensação de insegurança e tensão nos relacionamentos.
A carga da dívida frequentemente se torna um fator que desencadeia o vício em jogos de azar. A ideia de enriquecimento rápido através de ganhos casuais parece atraente, especialmente para pessoas que enfrentam privações materiais. Os primeiros sucessos reforçam a ilusão de ganho fácil, mas na prática não é possível ganhar regularmente. A pessoa continua jogando tentando recuperar o que perdeu, entrando assim em um círculo vicioso.[6]
As pessoas provavelmente gastarão mais e se endividarão ao usar cartões de crédito em vez de dinheiro para comprar bens e serviços.[7][8][9][10] Isso está principalmente relacionado ao efeito de transparência e às “dores do pagamento” para o consumidor.
Religiões como o judaísmo e o cristianismo, por exemplo, exigem o perdão regular de dívidas[11] para evitar desigualdades sistêmicas entre grupos na sociedade ou para impedir que alguém se torne um especialista em retenção de dívidas e coerção para seu pagamento. Um exemplo é o ano do jubileu bíblico, descrito no livro de Levítico.[12][13][14] Isso ocorre porque na Bíblia a dívida é vista como responsabilidade tanto do credor quanto do devedor.
Ver também
Referências
- ↑ Chapter Thirty-One: Genesis of the Industrial Capitalist
- ↑ T. Moulián, Chile actual, anatomía de un mito , Ed. Arcis / LOM, Stgo de Chile, p.105.
- ↑ Qual clube tem maior faturamento? E a maior dívida? Consultoria analisa dados financeiros
- ↑ «An empirical study on the impact of household debt level on consumption behavior: Based on the mechanism of the housing provident fund system and risk preference». www.sciencedirect.com. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Root causes of household over-indebtedness» (PDF). www.finance-watch.org. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Dependența de jocuri de noroc: cauze, semne și metode de prevenire». www.deluxecasinobonus.ro. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Do Payment Mechanisms Change the Way Consumers Perceive Products?» (PDF). kuscholarworks.ku.edu. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Why Customers Spend More With Credit Cards». www.sumup.com. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Outsmarting the Psychology Behind Credit Card Spending: Plastic vs Cash». www.deem.io. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «How to Use a Credit Card Without Ending Up in Debt». nomoredebts.org. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «The Long Tradition of Debt Cancellation in Mesopotamia and Egypt from 3000 to 1000 BC». www.cadtm.org. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Is Forgiving Debt a Biblical Mandate?». tifwe.org. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Jubilee USA: Debt Cancellation: A Biblical Norm». www.jubileeusa.org. Consultado em 28 de novembro de 2025
- ↑ «Enduring Word Bible Commentary Leviticus Chapter 25». enduringword.com. Consultado em 28 de novembro de 2025