Caculo Cabaça
Caculo Cabaça
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| Província | Cuanza Norte |
![]() Caculo Cabaça |
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Caculo Cabaça é uma cidade e município angolano que se localiza na província do Cuanza Norte.[1]
Caculo Cabaça é o nome que se dá a uma localidade com dois polos urbanos, ligados por um estrada e a 3 quilômetros de distancia entre eles.
O município é constituído apenas pela comuna-sede.[1]
Etimologia
O nome de "Caculo Cabaça" tem origem na lenda dos gémeos Caculo e Cabaça que, segundo a tradição oral, no dia em que nasceram perderam o pai, que foi sequestrado por uma pássaro-bruxa, que o leva para uma terra muito distante fazendo dele cego e pai de duas pássaros-mulher. A lenda faz parte das tradições mitológicas do reino do Dongo.
História
Caculo Cabaça foi a histórica capital do antigo reino do Dongo.[2] Era uma cidade grande, com cerca de 50.000 habitantes, e densamente povoada. Após a derrocada do Dongo, a localidade caiu em um período de obscuridade que levou ao seu abandono.
Muitos anos após a conquista pelos portugueses, o polo urbano mais antigo de Caculo Cabaça, que também chamava-se Banza (ou Mabanza), foi retormado por ser o local onde vivia a autoridade tradicional. Porém, os portugueses passaram a empregar esforços para construir o polo urbano mais novo como um posto militar avançado, que mais tarde foi transformado em posto comercial.
Durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002) a localidade mais nova foi abandonada pelos seus habitantes e autoridades, ficando praticamente destruídas as suas habitações e estruturas do período colonial. Antes do estourar do conflito, em 1974, possuía um posto administrativo, um posto sanitário, uma escola primária, água canalizada proveniente das represas e accionada por bombas hidráulicas, electricidade proveniente dum gerador a diesel, indústrias de descasques de café, bares, restaurantes, pensões e casas comerciais. Ocorria ainda, anualmente, durante o mês de agosto, a realização, sob coordenação da autoridade administrativa colonial, a grande feira do café, onde comerciantes e agricultores faziam as suas transacções.
Geografia
Insere-se, a sua vegetação na zona de savana húmida com florestas ao longo dos inúmeros rios.
A população local é de origem ambunda, falantes primariamente da língua portuguesa e da língua quimbundo.
Economia
Os camponeses e agricultores locais conservam principalmente lavouras temporárias de mandioca, amendoim (ginguba), cana de açúcar, hortículas e milho; já como lavoura permanente há o cultivo de banana, manga, maboque, nêspera, laranja, mamão, etc. O principal sustentáculo econômico da região é a lavoura permanente do café.
Referências
- ↑ a b «Lei n.° 14/24 de 5 de Setembro» (PDF). Imprensa Nacional de Angola. Diário da República (171): 9800–10505. 5 de setembro de 2024. Consultado em 29 de dezembro de 2024
- ↑ «Reino do Dongo». Mais Geografia. 27 de janeiro de 2025

