Cacício I Arzerúnio
| Cacício II Arzerúnio | |||||
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| nacarar | |||||
| Antecessor(a) | Vaanes | ||||
| Sucessor(a) | Amazaspes I | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Morte | 772 | ||||
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| Casa | Arzerúnio | ||||
| Pai | Vaanes | ||||
| Religião | Cristianismo | ||||
Cacício I Arzerúnio (em armênio/arménio: Գագիկ Ա Արծրունի; romaniz.: Gagik A Artsruni; 772) foi um nacarar armênio do século VIII que possivelmente atuou como chefe da família Arzerúnio. Era pai dos também nobres Amazaspes I, Isaque I e Meruzanes II, o primeiro deles tendo atuado como chefe da família e príncipe de Vaspuracânia, no sul da Armênia.
Nome
Cacício (Cacicius; Κακίκιος, Kakíkios) é a forma latina e grega do armênio Gaguique (Գագիկ, Gagik), cuja origem é desconhecida. Foi registrado em árabe como Jajique (em árabe: جاجيك; romaniz.: Jajiq).[1][2]
Vida e descendência
Cacício I aparece pela primeira vez em 763, quando massacrou uma tropa de saqueadores muçulmanos comandadas pelo osticano Solimão que havia matado seus irmãos Isaque e Amazaspes. Refugiado na fortaleza de Nicã, devastou os arredores, mas acabou capturado junto de seus filhos Amazaspes I e Isaque I em 770. Apesar das ofertas de resgate, Cacício morreu na prisão em 772, enquanto seus filhos foram posteriormente libertos.[3] Devido as poucas informações sobreviventes acerca de sua vida, os historiadores não chegaram a um consenso para a numeração de seus descendentes.[4][5]
Cacício teve ao todo três filhos chamados Amazaspes, Isaque e Meruzanes II. Os primeiros dois seriam executados pelos árabes em 785 ao negarem-se a apostasiar, enquanto Meruzanes II viveria por mais alguns anos e exerceria a função de príncipe de Vaspuracânia. Sabe-se que teve um neto também chamado Cacício que continuaria sua linhagem.[3] O historiador Christian Settipani considerou Cacício I como chefe da família Arzerúnio, dai que nomeou seu neto como Cacício II,[4] ao contrário de Cyril Toumanoff que considera-o como um simples nobre e enumera seu descendente como Cacício I.[5]
Referências
- ↑ Justi 1895, p. 107-108.
- ↑ Ačaṙyan 1942–1962, p. 429.
- ↑ a b Settipani 2006, p. 320-321.
- ↑ a b Settipani 2006, p. 322.
- ↑ a b Toumanoff 1990, p. 101.
Bibliografia
- Ačaṙyan, Hračʻya (1942–1962). «Գագիկ». Hayocʻ anjnanunneri baṙaran [Dictionary of Personal Names of Armenians]. Erevã: Imprensa da Universidade de Erevã
- Justi, Ferdinand (1895). Iranisches Namenbuch. Marburgo: N. G. Elwertsche Verlagsbuchhandlung
- Settipani, Christian (2006). Continuité des élites à Byzance durant les siècles obscurs. Les princes caucasiens et l'Empire du vie au ixe siècle. Paris: de Boccard. ISBN 978-2-7018-0226-8
- Toumanoff, Cyril (1990). Les dynasties de la Caucasie chrétienne de l'Antiquité jusqu'au xixe siècle : Tables généalogiques et chronologiques. Roma: Edizioni Aquila