Ca-Ju
| Informações gerais | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Caxias | 93 vitória(s), 373 gol(s) | ||||||||||
| Juventude | 98 vitória(s), 397 gol(s) | ||||||||||
| Empates | 99 | ||||||||||
| Total de jogos | 290 | ||||||||||
| Total de gols | 770 | ||||||||||
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Ca-Ju é o maior clássico de futebol de Caxias do Sul e o segundo maior do estado do Rio Grande do Sul, já que é o confronto que reúne as agremiações com mais títulos relevantes do interior gaúcho. Foram 93 vitórias do Caxias, 98 vitórias do Juventude e 99 empates.
História

O clássico envolve as equipes da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, campeã gaúcha de 2000 e o Esporte Clube Juventude, campeão brasileiro da Série B de 1994, campeão gaúcho de 1998 e da Copa do Brasil de 1999, entre muitos outros títulos citadinos e estaduais conquistados por estes dois clubes gaúchos.

O Nascimento da Rivalidade (1913 - 1935)
O Juventude foi o pioneiro, fundado em 29 de junho de 1913. Durante seus primeiros 20 anos, o clube dominou o cenário local, mas faltava um rival à altura na cidade que gerasse uma polarização real.
Essa lacuna foi preenchida em 10 de abril de 1935, quando foi fundado o Grêmio Esportivo Flamengo (que mais tarde viria a ser o Caxias). O Flamengo nasceu da união de dois outros clubes (Ruy Barbosa e Juvenil), com o objetivo explícito de enfrentar a hegemonia do Juventude.
O Primeiro Confronto
O primeiro clássico da história aconteceu em 4 de agosto de 1935, pelo Campeonato da 2ª Região do Rio Grande do Sul. O GE Flamengo venceu por 3 a 1.
A "Era da Fusão": O Período da Associação Caxias (1971 - 1975)
Um dos capítulos mais curiosos e controversos da história do Ca-Ju ocorreu na década de 70. Por questões financeiras e a busca por uma vaga fixa no Campeonato Brasileiro, as diretorias dos dois clubes decidiram unir forças.
Em 1971, Juventude e Flamengo se uniram para formar a Associação Caxias de Futebol. O time jogava de preto e branco (para não privilegiar o verde do Juventude nem o grená do Flamengo). Embora o time tenha tido bons momentos em campo, a torcida nunca aceitou a união. O "amor" pelo clube de origem era mais forte que a conveniência política.
Em 1975, a fusão foi desfeita pelo Juventude, que retomou suas atividades de forma independente, e o Flamengo mudou oficialmente seu nome para Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias, adotando as cores grená, azul e branco.
Discordância entre números
As estatísticas dos clássicos Ca-Ju são motivo de polêmica, pois considerando-se o período em que o Caxias se chamava Flamengo, é do Juventude a vantagem no clássico. Após a sua mudança de nome, a vantagem é do Caxias.[1]
Vale ressaltar, no entanto, que o Juventude discorda desses números, adotando as estatísticas elaboradas pelo historiador Francisco Michielin, que desconsidera algumas partidas de copas da FGF nas quais o clube utilizou jogadores da base, contabilizando outros não constantes nas estatísticas mais divulgadas.
Estatísticas
Números
O jogo mais recente aconteceu em 21 de janeiro de 2026, pelo Campeonato Gaúcho, com mando do Juventude, terminando em 1x0 para o Juventude.
- Anos sem Ca-Ju
Não aconteceram Ca-Jus em 1944, 1945, 1946, 1960, 1967, 1972, 1973, 1974, 1998, 2002, 2006 e 2007.[2]
- Tabu
No ano de 2025, o Juventude quebrou o jejum de 22 anos sem vencer, pelo Campeonato Gaúcho, na casa do rival. [3]
Pelo lado do Caxias, no entanto, a estatística é contrária. No ano de 2026 o grená completou 7 anos sem vencer o seu maior rival. [4]
- Invencibilidade
O recorde de invencibilidade pertence ao Caxias: 12 Ca-Jus, entre 1981 e 1984, com 7 vitórias e 5 empates.
- Maiores goleadas no Ca-Ju.

Caxias 5 a 0 Juventude*, em 27 de agosto de 2016, pela Super Copa Gaúcha.
*O Juventude não utilizou a equipe profissional na competição.¹³
Juventude 6 a 0 Caxias**, em 07 de agosto de 1949, pelo Campeonato Citadino de Caxias do Sul.¹⁴
*Atuando como Grêmio Esportivo Flamengo.
- Clássico com mais gols
Flamengo 5 a 5 Juventude, 12 de março de 1950, Chacrinha (campo neutro), Torneio Festa da Uva.
- Goleador
Remo Boscatto marcou quatro gols na vitória do Juventude por 5 a 2 em 31 de agosto de 1941, sendo o maior artilheiro em um único Ca-Ju.[2]
- Gol relâmpago
O gol mais rápido foi marcado por Mário Lopes, do Juventude, aos 14 segundos do 1º/T, em 8 de julho de 1956.[2]
Artilheiro do clássico
Lory Tonietto anotou 19 gols pelo Juventude entre 1948 e 1962 e é, ainda, o recordista de participações no clássico Ca-Ju. Ao todo, disputou 60 partidas, sendo 54 com a camisa alviverde e seis pelo rival Flamengo, primeiro nome do Caxias.
Artilheiros
O maior artilheiro da história do Juventude é Mário Martini, com 217 gols. Já o maior artilheiro grená é Delmer, autor de 85 tentos.
Mais atuações
O jogador que mais atuou pelo Juventude é Lauro, volante e ídolo do clube, com 572 partidas pelo alviverde, sendo campeão dos principais títulos do Jaconero. Já o atleta com mais jogos na história da S.E.R. Caxias é o ex-zagueiro Caçapava (Renato Ubirajara Formoso Pires), que defendeu o clube nas décadas de 1980 e início dos anos 1990, somando 286 partidas com a camisa grená.
- Jogadores
Aproximadamente 1.400 é o número de jogadores que já disputaram o Ca-Ju. Não se sabe o total exato, por conta de informações incompletas, notadamente na década de 1940.
- Palcos
Quando o mando de campo é do Caxias, as partidas são disputadas no Estádio Francisco Stédile, o Centenário, com capacidade atual para 22.132 espectadores, assim como quando o mando é do Juventude as partidas são disputadas no Estádio Alfredo Jaconi, com capacidade para 19.824.[5] Ambos os estádios já comportaram capacidades maiores, mas como os demais estádios do Brasil, tiveram as suas capacidades reduzidas para atenderem medidas de segurança e de conforto dos torcedores.
- Laranja versus branco
A vitória por 1 a 0 do Juventude em 19 de fevereiro de 2015 marcou a primeira vez em que o Ca-Ju se realizou com as equipes jogando com os seus terceiros uniformes, o Juventude de laranja e o Caxias de branco.[6]
- Ca-Ju dos 80 anos
O empate por 0 a 0 no dia 9 de agosto de 2015, partida válida pelo Campeonato Brasileiro Série C, foi o primeiro após o clássico comemorar 80 anos, 5 dias antes.[7]
- Centésimo Ca-Ju pelo Campeonato Gaúcho
Considerando também o período anterior a 1962, pelo antigo Campeonato Metropolitano, a vitória do Caxias por 1 a 0 no Alfredo Jaconi em 18 de março de 2017 foi a 100ª partida pelo Gauchão. Com esse resultado foram 33 vitórias do Caxias, 29 do Juventude e 38 empates, com 95 gols do Juventude e 93 do Caxias, em partidas válidas pelo estadual, até então.[8][9]
Ca-Ju dos 90 anos
O Ca-Ju 289 foi marcante por celebrar os 90 anos desde o primeiro embate entre as equipes, inclusive com a utilização de um patch nas camisetas com a frase “O maior clássico do interior”. O Juventude levou a melhor e sagrou-se vencedor diante do maior rival.
A vitória por 2 a 0 no Estádio Centenário colocou fim a uma sequência negativa do Ju como visitante, no clássico, pelo Campeonato Gaúcho, já que o alviverde não vencia na casa do Caxias, pelo estadual, desde 2003.
O apito final foi marcado por uma festa gigantesca da torcida jaconera, até hoje lembrada como provocação ao rival.
Lista de árbitros que mais apitaram o clássico Ca-Ju na história do confronto[10]
Os árbitros que mais apitaram o clássico Ca-Ju ao longo da história do confronto são Agomar Martins, com 12 partidas, seguido por Carlos Martins, com 11 jogos. Na sequência aparecem Ruy Cañedo, com 9 atuações, e Silvio Luiz de Oliveira, que comandou 8 clássicos. Logo atrás vêm Jean Pierre Gonçalves Lima, Luiz Cunha Martins e Fortunato Tonelli, todos com 7 partidas apitadas.
Rivalidade
Ca-Ju do Porco
Assim ficou conhecido o Ca-Ju 153. Era o primeiro do que seriam 12 confrontos entre Caxias e Juventude naquele ano. Minutos antes de iniciar a partida, a TOSCA (Torcida Organizada S.E.R. Caxias), principal torcida do Grená, acabou soltando um porco fardado com as cores do Juventude no gramado.[11]
Um dos presentes naquele momento era Germano Rigotto. Na época diretor do Departamento de Relações Públicas do Caxias, Rigotto acabou levando a fama pelo episódio, mesmo não estando envolvido na brincadeira. Ele conta como foi a reação da torcida quando o porco entrou no gramado:
“Neste Ca-Ju, surgiu dentro da TOSCA a ideia de levar um porquinho para o estádio com a camiseta do Juventude. Eles organizaram isso e levaram ele dentro de um tambor, cheio de papel picado. Um dos membros da torcida cavou um buraco embaixo do muro do alambrado, onde seria a passagem do porco. Cerca de 10 minutos antes de começar o jogo, quando os times estavam para entrar em campo, tiraram ele de dentro do tambor e colocaram embaixo do alambrado.”
O porquinho desfilou pelo gramado, driblou seguranças e gandulas até ser capturado. Após isso, até voltou com uma camiseta com as cores do Caxias, mas a Brigada Militar acabou tirando o animal.
O gesto da galinha
O clássico ocorreu em 9 de agosto de 2015, no Estádio Centenário. Ao deixar o campo, o atacante Maílson, do Juventude, que havia atuado pelo Caxias em 2014, passou em frente à torcida grená e fez gestos provocativos, imitando uma galinha ao bater os braços contra o corpo.
Na semana seguinte, Maílson e Jô, ambos jogadores do Juventude, saíam de um restaurante durante a noite quando foram surpreendidos por um disparo de arma de fogo que atingiu o veículo de Maílson. Nenhum dos dois ficou ferido. Ao registrar boletim de ocorrência, o atacante afirmou que vinha recebendo ameaças por meio de redes sociais e mensagens de celular nos dias anteriores.
No dia seguinte, Maílson e Jô manifestaram o desejo de deixar o clube, pedido que foi atendido pela diretoria do Juventude.[12]
Bandeira cravada no Alfredo Jaconi
Após o clássico no dia 16 de março de 2017, no Alfredo Jaconi, casa do Juventude, vencido pelo Caxias por 1 a 0, o meia Wagner, jogador grená, pegou uma bandeira do clube, levou-a até o centro do gramado e cravou-a no campo do rival, como sinal de conquista. O acontecimento irritou a torcida juventudista. O meia Wagner ainda é motivo de lembrança e provocação entre as torcidas.
Os sinalizadores verdes na torcida do Caxias
Em 2021, época da Covid, torcedores grenás que estavam na cobertura de um prédio, fizeram uma vaquinha para comprar fogos para recepcionar o time, mas o vendedor entregou sinalizadores verdes (cor do rival Juventude), em vez dos vermelhos e azuis solicitados, causando grande confusão e revolta, com a história viralizando na internet como um exemplo do folclore do futebol gaúcho.
Campeonato Brasileiro Série A
Pelo Campeonato Brasileiro Série A até hoje foram 3 jogos, com 3 empates:[13]
- Caxias 0–0 Juventude, 7.688, Estádio Centenário, 6 de novembro de 1977
- Juventude 1–1 Caxias, 10.448, Estádio Alfredo Jaconi, 11 de dezembro de 1977
- Caxias 0–0 Juventude, 10.008, Estádio Centenário, 23 de abril de 1978
Pela Seletiva do Campeonato Brasileiro de 1977, foram realizados 2 jogos, com 2 vitórias do Caxias:
- Caxias 2–1 Juventude, 2.000, Estádio Centenário, 25 de setembro de 1977
- Juventude 0–2 Caxias, N.D., Estádio Alfredo Jaconi, 2 de outubro de 1977
Campeonato Brasileiro Série B
O Ca-Ju foi disputado em 6 ocasiões pelo Campeonato Brasileiro Série B, com 4 vitórias do Caxias e 2 do Juventude, 10 gols pró Caxias e 6 gols pró Juventude:[14]
- Juventude 1–0 Caxias, 1.868, Estádio Alfredo Jaconi, 15 de outubro de 1988
- Caxias 2–1 Juventude, 2.224, Estádio Centenário, 29 de outubro de 1988
- Caxias 4–1 Juventude, 647, Estádio Centenário, 12 de novembro de 1988
- Juventude 0–1 Caxias, 425, Estádio Alfredo Jaconi, 26 de novembro de 1988
- Juventude 1–2 Caxias, 3.012, Estádio Alfredo Jaconi, 18 de fevereiro de 1991
- Caxias 1–2 Juventude, 1.368, Estádio Centenário, 7 de abril de 1991
Campeonato Brasileiro Série C
O Ca-Ju foi disputado em 10 ocasiões pelo Campeonato Brasileiro Série C, com 2 vitórias do Juventude e 8 empates, 7 gols pró Juventude e 5 gols pró Caxias, considerados os jogos pelo Módulo Azul da Copa União 1987:[15]
- Caxias 1–1 Juventude, 934, Estádio Centenário, 13 de outubro de 1987
- Juventude 1–0 Caxias, 1.041, Estádio Alfredo Jaconi, 1 de novembro de 1987
- Juventude 1–0 Caxias, 2.583, Estádio Alfredo Jaconi, 25 de novembro de 1987
- Caxias 1–1 Juventude, 2.770, Estádio Centenário, 28 de novembro de 1987
- Juventude 0–0 Caxias, 9.938, Estádio Alfredo Jaconi, 31 de julho de 2010
- Caxias 2–2 Juventude, 9.209, Estádio Centenário, 29 de agosto de 2010
- Caxias 0–0 Juventude, 5.980, Estádio Centenário, 26 de abril de 2014
- Juventude 1–1 Caxias, 3.252, Estádio Alfredo Jaconi, 7 de agosto de 2014
- Juventude 0–0 Caxias, 3.741, Estádio Alfredo Jaconi, 24 de maio de 2015
- Caxias 0–0 Juventude, 2.551, Estádio Centenário, 8 de agosto de 2015
Maiores públicos
- Públicos pagantes.
- Caxias 0–0 Juventude, 16.249, Estádio Centenário, 1 de setembro de 1979
- Juventude 0–1 Caxias, 15.795, Estádio Alfredo Jaconi, 9 de abril de 2000
- Caxias 3–0 Juventude, 14.450, Estádio Centenário, 14 de maio de 2000
- Juventude 1–0 Caxias, 13.826, Estádio Alfredo Jaconi, 12 de maio de 2001
- Caxias 1–3 Juventude, 13.059, Estádio Centenário, 14 de agosto de 1977
Torcidas
Identidades e Apelidos
A cidade historicamente se dividiu entre juventudistas, tradicionalmente ligados à colônia italiana, às classes médias e ao comércio local, e flamenguistas, também conhecidos como grenás, que em diversos períodos tiveram maior apelo popular e operário. Fato que acentuou ainda mais a rivalidade entre as agremiações.
A rivalidade também é marcada por apelidos que definem as personalidades das torcidas:
Papo (Juventude): O apelido surgiu porque, nos primeiros anos, os jogadores e dirigentes do Juventude eram conhecidos por serem bons de lábia, ou "bons de papo", para atrair novos sócios e jogadores.
Grená (Caxias): Refere-se à cor principal da camisa do clube, uma homenagem à bandeira da cidade de Caxias do Sul e também às cores do antigo Flamengo local.
Pesquisa de Torcida
O Caxias teria 93.000 torcedores e o Juventude 78.000, segundo pesquisa da Pluri Consultoria divulgada em 2 de janeiro de 2014.[16] No entanto, essa pesquisa é contestada por ter contado com uma amostragem muito pequena de entrevistados, além de ter sido realizada apenas na cidade de Caxias do Sul, sem considerar outras regiões. Por isso, é considerada estatisticamente frágil demais para cravar qualquer hierarquia real.
Médias de público em competições nacionais
| Ano | Juventude (Série / Público) | Caxias (Série / Público) |
| 2025 | Série A: 8.060 | Série C: 3.417 |
| 2024 | Série A: 8.670 | Série C: 2.726 |
| 2023 | Série B: 5.808 | Série D: 4.071 |
| 2022 | Série A: 3.823 | Série D: 3.548 |
| 2021* | Série A: 8.067 | Série D: 690 |
| 2019 | Série C: 5.926 | Série D: 1.899 |
| 2018 | Série B: 2.703 | Série D: 1.929 |
| 2017 | Série B: 4.454 | (Não listado) |
| 2016 | Série C: 3.777 | Série D: 1.259 |
| 2015 | Série C: 3.431 | Série C: 1.288 |
| 2014 | Série C: 2.297 | Série C: 1.966 |
| 2013 | Série D: 3.247 | Série C: 2.731 |
| 2012 | Série D: 2.861 | Série C: 2.893 |
*Observação 2021: Os dados referem-se ao período de retorno aos estádios após as restrições da pandemia.[17]
Ranking
No ranking da CBF em 2025, o Juventude ocupa atualmente a 17ª posição, com 8.426 pontos, enquanto o Caxias encontra-se na 58ª colocação, com 2.051 pontos.[18]
Já no ranking da Conmebol, o Juventude aparece na 215ª posição, com 20 pontos. O Caxias não consta nesse ranking por nunca ter disputado competições continentais.
Ações sociais e comunitárias
Ca-Ju Sangue Bom
Juventude e Caxias, como as principais agremiações esportivas da cidade e da região, realizam diversas ações solidárias para ajudar a comunidade. Dentre elas, destaca-se o “CaJu Sangue Bom”, no qual os clubes se unem à Secretaria Municipal da Saúde e promovem uma campanha de doação de sangue para reforçar os estoques e salvar vidas.[19]
Episódios curiosos
Treinador Tite
Outro fato que chama atenção envolve o treinador Tite, natural de Caxias do Sul e assumidamente torcedor do Juventude na infância. Ele também foi o comandante do rival em seu maior título da história, ao dirigir o Caxias na conquista do Campeonato Gaúcho, tornando-se ídolo da instituição grená.
José Mourinho no Jaconi
Em 12 de maio de 2001, no Estádio Alfredo Jaconi, o clássico Ca-Ju 246 contou com a presença de um torcedor que, pouco tempo depois, se tornaria um dos principais técnicos do mundo: José Mourinho, então treinador do União de Leiria, de Portugal.
Ele foi levado ao estádio pelo amigo e empresário Jorge Baidek e assistiu à vitória do Juventude por 1 a 0 sobre o Caxias, em partida válida pelo Campeonato Gaúcho.[20]
Referências
- ↑ Jornal O Pioneiro de 31/07/2010 - Aquecimento histórico para o Ca-Ju dos 75 anos, página disponível em 27 de setembro de 2014
- ↑ a b c Site oficial do Juventude - Juventude B está pronto para o CaJU 259, artigo disponível em 20 de fevereiro de 2015
- ↑ «Juventude quebra tabu no Estádio Centenário e vence o Caxias no clássico 289»
- ↑ https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/esportes/noticia/2026/01/com-direito-a-trofeu-relembre-como-foi-a-ultima-vitoria-do-caxias-sobre-o-juventude-no-jaconi-cmko2nr7300wz013glwxzmrft.html Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ CBF (24 de outubro de 2014). «www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/diretoria-de-competicoes-publica-revisao-5-do-cadastro-nacional-de-estadios-de-futebol#.VLGDknuNh14». CBF Website. Consultado em 16 de fevereiro de 2015
- ↑ Guilherme Pulita -Site leouve.com.br - Começa o clássico CaJu 276 no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias, matéria editada em 19 de fevereiro de 2015 e disponível em 20 de fevereiro de 2015
- ↑ Site do jornal O Pioneiro, página editada em 3 de agosto de 2015 e disponível em 10 de agosto de 2015
- ↑ Jornal O PIONEIRO - Clássico Ca-Ju deste sábado será o 100º válido pelo Campeonato Gaúcho, página editada em 16 de março de 2017 e disponível em 20 de março de 2017.
- ↑ Jornal O PIONEIRO - Com gol de Gilmar, Caxias vence o clássico contra o Juventude por 1 a 0 no Estádio Alfredo Jaconi, página editada em 16 de março de 2017 e disponível em 20 de março de 2017.
- ↑ Forini, Bernardo (31 de janeiro de 2025). «Confira os números do clássico Ca-Ju na história | Radio Caxias 93.5 FM». Consultado em 18 de janeiro de 2026
- ↑ Rech, Maicon (1 de maio de 2020). «Clássicos Históricos: o dia que a torcida do Caxias soltou um porco no Alfredo Jaconi». Leouve - Leia. Ouça. Veja. Consultado em 18 de janeiro de 2026
- ↑ Sul, Por GloboEsporte comCaxias do; RS (21 de agosto de 2015). «Provocação em clássico local pode ter motivado tiros contra jogadores; veja». globoesporte.com. Consultado em 18 de janeiro de 2026
- ↑ FUTPÉDIA - Juventude x Caxias - Brasileiro Unificado - Página disponível em 27 de setembro de 2014
- ↑ CÔRTES, Gustavo. Livro Clássico Ca-Ju – Paixão e rivalidade, páginas 128, 129 e 132
- ↑ Site Série C, página disponível em 27 de setembro de 2014
- ↑ «Ranking de torcidas: Confira qual rival tem a maior torcida em todo Brasil». Tribuna da Bahia. 2 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 3 de março de 2016
- ↑ «Média Público Pagante | Competições Oficiais | Atualizado». Ranking da CBF. Consultado em 19 de janeiro de 2026
- ↑ «Projeção do Ranking da CBF 2026». Ranking da CBF. Consultado em 19 de janeiro de 2026
- ↑ Brogliatto, Filipe (15 de janeiro de 2026). «Ação "Ca-Ju Sangue Bom" mobiliza torcidas antes do clássico e reforça estoques de sangue | Rádio Solaris». Consultado em 19 de janeiro de 2026
- ↑ Alegre, Por André RocaPorto (18 de março de 2017). «De Mourinho a ídolo no rival: Ca-Ju volta ao Gauchão após dois anos». globoesporte.com. Consultado em 19 de janeiro de 2026
Bibliografia
- CÔRTES, Gustavo. Clássico Ca-Ju – Paixão e rivalidade. Caxias do Sul: Editora Maneco, 2008, 208 p. ISBN 978-85-7705-087-1


