Caça à Raposa (álbum)
| João Bosco | ||||
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| Álbum de estúdio de João Bosco | ||||
| Lançamento | 1975 | |||
| Gênero(s) | MPB | |||
| Cronologia de João Bosco | ||||
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| Críticas profissionais | |
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| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| AllMusic | |
Caça à Raposa é o segundo álbum do músico João Bosco, lançado em 1975.[2][3][4][5] Todas as letras do álbum foram escritas por Aldir Blanc. Nesse álbum estão registradas diversas das composições que fizeram o músico conhecido: O Mestre Sala dos Mares; De Frente pro Crime; Dois Pra Lá, Dois Pra Cá; Escadas da Penha; Bodas de Prata; Caça à Raposa e Kid Cavaquinho. O álbum teve boa parte de suas faixas regravadas por Elis Regina.
Legado
O álbum foi laçado em CD em 1989.[6] Em uma enquete de 162 especialistas musicais conduzida pelo podcast Discoteca Básica, o álbum classificou em 92º.[7]
Faixas
- O Mestre Sala dos Mares (João Bosco / Aldir Blanc)
- De Frente Pro Crime (João Bosco / Aldir Blanc)
- Dois Pra lá, Dois Pra Cá (João Bosco / Aldir Blanc)
- Jardins da Infância (João Bosco / Aldir Blanc)
- Jandira da Gandaia (João Bosco / Aldir Blanc)
- Escadas da Penha (João Bosco / Aldir Blanc)
- Casa de Marimbondo (João Bosco / Aldir Blanc)
- Nessa Data (João Bosco / Aldir Blanc)
- Bodas de Prata (João Bosco / Aldir Blanc)
- Caça à Raposa (João Bosco / Aldir Blanc)
- Kid Cavaquinho (João Bosco / Aldir Blanc)
- Violeta de Belfort Roxo (João Bosco / Aldir Blanc)
Informações sobre as faixas
As letras de Aldir Blanc são crônicas que traçam um cenário da cultura brasileira em fatos que intercalam uma tentativa de fixar a realidade do subúrbio brasileiro:
- O Mestre Sala dos Mares faz uma homenagem ao marinheiro João Cândido, conhecido como Almirante Negro (na canção, referido como "navegante negro"), lider da Revolta da Chibata, em 1910. Mesmo com a mudança de alguns dos versos em função da censura, a letra denuncia o esquecimento e a falta de reconhecimento da figura pública de revolução de marinheiro;
- De Frente Pro Crime retrata um acontecimento cada vez mais comum nas grandes cidades: a violência urbana e a exploração subsequente dessa violência;
- O bolero Dois Pra Lá, Dois Pra Cá mostra um quadro de nostalgia amorosa, o eu-lírico narra as sensações evocadas pelas lembranças de uma antiga companheira de dança-de-salão;
- Em Jardins da Infância a enumeração de brincadeiras infantis é ressignificada por meio de sua contextualização no ambiente de repressão e tortura vivido no Brasil durante a Ditadura Militar;
- Um crime passional embebido em elementos religiosos, oráculos e crenças populares encontra lugar em Escadas da Penha;
- Nessa Data traz uma relação de elementos relacionados a elementos políticos, culturais e sociais do brasil, expondo os contrastes presentes em e entre esses elementos;
- Bodas de Prata evoca a frustração de uma mulher, em meio à traição do marido e simpatias ineficazes;
- A caça desportiva serve de analogia simbolista à paixão em Caça à Raposa;
- Kid Cavaquinho e Casa de Marimbondo tratam do samba como ferramenta de resistência e provocação socio-cultural;
- Violeta de Belford Roxo narra uma história envolta em mistério e crenças populares sem poupar, nos versos finais, os militares.
Referências
- ↑ «Caça à Raposa - João Bosco». AllMusic. Consultado em 18 de setembro de 2025
- ↑ «Álbum que deu voz a João Bosco faz 50 anos como crônica afiada da violência social e política do Brasil dos anos 1970». G1. 21 de agosto de 2025. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ Santos, Robson (16 de setembro de 2021). «Música e Poesia em Caça à Raposa». CBN Campinas 99,1 FM. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ link, Gerar; Facebook; X; Pinterest; aplicativos, Outros (25 de outubro de 2019). «Discoteca Básica Bizz #203: João Bosco - Caça à Raposa (1975)». Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ Fan, Rede (21 de agosto de 2025). «Caça à Raposa faz 50 anos: álbum que projetou João Bosco permanece retrato das tensões sociais dos anos 1970». Rede Fan FM. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ «CAÇA À RAPOSA - Discos do Brasil». discografia.discosdobrasil.com.br. Consultado em 25 de outubro de 2025
- ↑ Alexandre, Ricardo; et al. (2022). Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos. Porto Alegre: Jambô. ISBN 9786588634332
Predefinição:João Bosco (músico)

