CETME (fuzil)
| CETME | |
|---|---|
![]() CETME C exposto na Colección Museográfica de la Legión en Almería.[1] | |
| Tipo | Fuzil de batalha |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Em serviço | 1961–presente[2] |
| Utilizadores | Ver Operadores |
| Guerras | Guerra de Ifni Conflito basco Guerra de Independência Argelina Crise do Congo Guerra Civil da Nigéria Intifada de Zemla Insurgência saarauí de 1973–1976 Guerra do Saara Ocidental Guerra Civil Libanesa |
| Histórico de produção | |
| Criador | Ludwig Vorgrimler |
| Data de criação | 1948–1950 |
| Fabricante | Centro de Estudios Técnicos de Materiales Especiales (CETME) |
| Período de produção | 1950–1983 |
| Variantes | A, A1, B, C, E, L e LC |
| Especificações | |
| Peso | 4,49 kg[3] |
| Comprimento | 1.016 mm[3] |
| Comprimento do cano | 450 mm[3] |
| Cartucho | 7,92×41mm CETME (Modelo A) 7,62×51mm CETME (Modelo B inicial) 7,62×51mm NATO (outros modelos) |
| Ação | Blowback atrasado por roletes[3] |
| Velocidade de saída | 786 m/s[3] |
| Sistema de suprimento | Carregador tipo cofre destacável de 20 munições |
| Mira | Olhal e alça de mira |
O CETME Modelo 58 é um fuzil de batalha de aço estampado, de fogo seletivo, produzido pelo fabricante espanhol de armamentos Centro de Estudios Técnicos de Materiales Especiales (CETME).[3] O Modelo 58 utilizava um carregador com capacidade para 20 cartuchos e possuía câmara para o cartucho 7,62×51mm NATO (embora originalmente projetado para o cartucho 7,92×41mm CETME[4] e posteriormente para o cartucho espanhol 7,62×51mm de potência reduzida).[3] O CETME 58 se tornaria a base para o amplamente utilizado fuzil de batalha alemão Heckler & Koch G3.[3]
História
O Centro de Estudios Técnicos de Materiales Especiales (CETME) sigla que serviu para baptizar o fuzil, foi criado em 1949, para reagir ao isolamento internacional da Espanha durante da ditadura de Francisco Franco.[5] Destinava-se a criar projectos militares, com ênfase nas armas de assalto para substituírem os obsoletas espingardas de repetição que equipavam as Forças Armadas Espanholas.
O fuzil CETME deriva mecanicamente da StG45(M), um protótipo de espingarda de assalto alemão desenvolvido pela Mauser no final da Segunda Guerra Mundial. O final da guerra ditou a interrupção do projecto e a fuga para Espanha de alguns dos seus técnicos responsáveis. Um deles, Ludwig Vorgrimler foi o responsável pelo desenvolvimento do CETME.
O CETME foi criado por ordem do Ministério da Guerra espanhol. A sua primeira versão viu a luz do dia em 1952 e foi adoptado pelas Forças Armadas Espanholas em 1957. Sucessivas versões foram vendo as suas características melhoradas, como o alcance, a precisão e o tipo de munição. O CETME L foi o fuzil padrão das Forças Armadas Espanholas até 1999, altura em que adoptaram o G36. Por curiosidade o G36 foi desenvolvido a partir da G3, a qual se baseia no CETME B desenvolvido pela Heckler & Koch entre 1957 e 1961.
O CETME foi considerado um dos melhores fuzis de assalto do seu tempo pela sua elevada precisão, potência e, sobretudo, resistência.[6]
Variantes
O fuzil CETME foi desenvolvido nas versões A1, A2, B, C, D, E, L, LC, LV e AMELI.[7]
- CETME A: primeira versão do fuzil foi desenvolvida pela empresa C. G. Haenel Waffen und Fahrradfabrik pelo engenheiro Hugo Schmeisser mesmo engenheiro que desenvolveu o fuzil StG 44 posteriormente foi vendida para o governo espanhol, sendo que seu primeiro lote de fabricação está datado de 1948.
- CETME A/A1: Segunda versão, desenvolvida em 1949, usando a munição 7,92 x 40 mm CETME, capaz de incapacitar um alvo humano a 1.000 metros. Esta munição era, contudo, proibida pela Convenção de Genebra e por isso, iniciou-se o desenvolvimento da munição 7,62 mm NATO;
- CETME B: modelo capaz de disparar tanto as munições 7,62 mm CETME como o 7,62 mm NATO, através da troca da mola recuperadora e do ferrolho. Incorpora um tapa chamas na boca para lançamento de granadas, coronha mais ergonómica, e bipé. Em 1957, este modelo passou a ser o fuzil padrão das Forças Armadas Espanholas e passou a ser desenvolvido pela H&K, dando origem à G3 em 1961;
- CETME C:[8] modelo adoptado pelas Forças Armadas Espanholas em 1964, caracterizando-se pelo fuste e coronha de madeira, câmara estriada, alça de mira do tipo régua regulada para distâncias de 100, 200, 300 e 400 m e carril adaptável a mira telescópica;
- CETME E: modelo experimental com alça modificada e carregador e outros componentes de plástico;
- CETME L: modelo desenvolvido em 1984, adaptado à munição 5,56 mm NATO, coronha e fuste de material plástico, alça de mira regulável para apenas 200 e 400 m e botão retentor da janela de ejecção aberta, permitindo maior facilidade de inspecção da câmara e de desencravamento da arma;
- CETME LC: modelo semelhante ao L, mas mais curto e de coronha retrátil, adaptado ao uso por tropas páraquedistas, guarnições de blindados, etc.
|
|
|
| |
| CETME A-2b (protótipo). | Peças do CETME B. |
Vista de perfil do CETME L. | Componentes básicos do CETME L. |
Detalhe do selector de tiro na posição de segurança. |
Operadores
Serviço de linha de frente
Biafra - Forças Armadas de Biafra[9]
Bolívia: 1.500 fuzis Modelo C adquiridos para a reserva do exército em 2003. Em uso pelo Grupo Delta da Polícia Nacional.[10]
Chade[11]
República do Congo[12]
República Popular do Congo[13]
República Democrática do Congo[14]
Djibuti[15]
República Dominicana[16]
França - Os Comandos da Marinha usaram fuzis CETME-B apreendidos a bordo de um barco de contrabando durante a Guerra da Argélia e os mantiveram em serviço limitado até a década de 1990.[17]
Guiné Equatorial[18]
Guatemala - A maioria dos fuzis foi descartada em 1981.[19]
Líbano - Forças Armadas do Líbano[20]
Mauritânia[21]
Nigéria[22][19]
Espanha
- Forças Armadas da Espanha[23]
- Os fuzis Cetme Modelo C armazenados pela Guarda Civil foram reintroduzidos para substituir os fuzis Cetme Modelo LC desgastados.[24]
Zaire[25]
Apenas para testes
Alemanha Ocidental: CETME Modelo A[26]
Operadores não estatais
Ver também
Notas e referências
- ↑ «Colección Museográfica de la Legión en Almería». patrimoniocultural.defensa.gob.es (em castelhano). Consultado em 16 de julho de 2021
- ↑ https://www.thefirearmblog.com/blog/2019/04/22/spanish-guardia-civil-issued-with-obsolete-rifles/
- ↑ a b c d e f g h i Hogg, Ian V.; Weeks, John (2000). Military Small Arms of the 20th Century 7 ed. Iola, Wisconsin: Krause Publication. p. 275–276. ISBN 978-0873418249
- ↑ Johnston, Gary Paul, and Thomas B. Nelson. The World's Assault Rifles. Ironside International Publishers, Inc., 2016.
- ↑ Juan Martínez (26 de abril de 2021). «Quién las escribió, qué tipo de balas... Lo que se sabe de las amenazas a Iglesias, Marlaska y la directora de la Guardia Civil». 20 minutos (em castelhano). Consultado em 16 de julho de 2021
- ↑ Redacción (27 de junho de 2021). «UN FUSIL DE ASALTO DE LEYENDA: EL C.E.T.M.E». benemeritaaldia.org (em castelhano). Consultado em 16 de julho de 2021
- ↑ Alejandro Maisanaba (23 de abril de 2021). «¿Qué es un Cetme, el fusil español que carga las balas que recibieron Iglesias y Marlaska?». LARAZÓN (em castelhano). Consultado em 16 de julho de 2021
- ↑ drzero.org - Manual do CETME C, (em inglês) Consultado em 16 de julho de 2021
- ↑ Jowett, Philip (2016). Modern African Wars (5): The Nigerian-Biafran War 1967-70. Oxford: Osprey Publishing Press. p. 46. ISBN 978-1472816092
- ↑ «wiw_sa_bolivia - worldinventory». 24 de novembro de 2016. Cópia arquivada em 24 de novembro de 2016
- ↑ Hogg, Ian V. (1988). «National inventories». Jane's Infantry Weapons 1988-1989. Jane's Information Group. p. 767
- ↑ Gander, Terry J. (22 de novembro de 2000). «National inventories, Congo». Jane's Infantry Weapons 2001-2002. p. 1440
- ↑ Ezell, Edward (1988). Small Arms Today. 2nd. [S.l.]: Stackpole Books. p. 113. ISBN 0811722805
- ↑ Gander, Terry J. (22 de novembro de 2000). «National inventories, Congo, Democratic Republic». Jane's Infantry Weapons 2001-2002. p. 1441
- ↑ Gander, Terry J. (22 de novembro de 2000). «National inventories, Djibouti». Jane's Infantry Weapons 2001-2002. p. 1600
- ↑ Gander, Terry J. (22 de novembro de 2000). «National inventories, Dominican Republic». Jane's Infantry Weapons 2001-2002. p. 1601
- ↑ Thompson 2019, p. 30.
- ↑ Gander, Terry J. (22 de novembro de 2000). «National inventories, Equatorial Guinea». Jane's Infantry Weapons 2001-2002. p. 1644
- ↑ a b Ezell, Edward (1988). Small Arms Today. 2nd. [S.l.]: Stackpole Books. p. 186. ISBN 0811722805
- ↑ Scarlata, Paul (julho de 2009). «Military rifle cartridges of Lebanon Part 2: from independence to Hezbollah.». Shotgun News
- ↑ Ezell, Edward (1988). Small Arms Today. 2nd. [S.l.]: Stackpole Books. p. 263. ISBN 0811722805
- ↑ Nigeria National Intelligence Survey Armed Forces (PDF) (Relatório). Central Intelligence Agency. Fevereiro de 1973
- ↑ Gander, Terry J. (22 de novembro de 2000). «National inventories, Spain». Jane's Infantry Weapons 2001-2002. p. 4230
- ↑ Moss, Matthew (22 de abril de 2019). «Spanish Guardia Civil Issued with Obsolete Rifles». The Firearm Blog. The Firearm Blod
- ↑ Hogg, Ian V. (1988). «National Inventories». Jane's Infantry Weapons 1988-1989. Jane's Information Group. p. 775
- ↑ Thompson 2019, p. 17.
- ↑ Ezell, Edward (1988). Small Arms Today. 2nd. [S.l.]: Stackpole Books. p. 242. ISBN 0811722805
- ↑ Fuente Cobo, Ignacio; Fernando M. Mariño Menéndez (2006). El conflicto del Sahara occidental (PDF). [S.l.]: Ministerio de Defensa de España & Universidad Carlos III de Madrid. p. 69. ISBN 84-9781-253-0. Fuente & Mariño
Bibliografia
- Thompson, Leroy (30 de maio de 2019). The G3 Battle Rifle. Col: Weapon 68. [S.l.]: Osprey Publishing. ISBN 9781472828620

.jpg)


