Cândido Inácio da Silva
| Cândido Inácio da Silva | |
|---|---|
| Nome completo | Cândido Inácio da Silva |
| Nascimento | 1800 |
| Origem | Rio de Janeiro, RJ |
| País | |
| Morte | 1838 (38 anos) |
| Gênero(s) | modinha |
| Instrumento(s) | violino |
Cândido Ignácio da Silva (Rio de Janeiro, 1800 — , 1838) foi um violinista, cantor, poeta e compositor brasileiro, considerado o maior modinheiro de sua geração, e apelidado de "Schubert brasileiro" por Mário de Andrade.[1] Também compôs obras de cunho religioso e óperas.[2]
O musicólogo Luiz Heitor Corrêa de Azevedo afirmou sobre a relevância do compositor:
Este músico, totalmente ignorado por nós, me parece estar entre as figuras mais dignas de pesquisa da composição nacional.
[3]É o patrono da cadeira de número 10 da Academia Brasileira de Música.[4]
Foi aluno de José Maurício Nunes Garcia, com quem aprendeu teoria e canto[4]. Em 1833, ao lado de Francisco Manuel da Silva, funda a Sociedade de Beneficência Musical; nos futuros concertos da sociedade, que promovia os repertórios dos compositores brasileiros, foram executadas obras de sua autoria como o "Novas variações para corneta de chaves" e "Variações para corne inglês, flauta e clarinete, com orquestra", demonstrando sua versatilidade em compor tanto música popular como música de concerto[5].

Em 1837, Cândido Inácio teve suas 12 Valsas para piano publicadas pela editora de Pierre Laforge. No mesmo ano, em récita de gala no Teatro Fluminense, o Hino das Artes, de sua autoria, é executado em comemoração pelo aniversário de D. Pedro II.[5]
Contexto Acadêmico e Popularidade
Cândido Inácio da Silva foi um dos mais proeminentes discípulos do Padre José Maurício Nunes Garcia, estudando teoria e canto na escola mantida pelo mestre na Rua das Marrecas, no Rio de Janeiro, onde foi contemporâneo de Francisco Manuel da Silva. Essa formação erudita o dispensava do serviço militar e lhe garantia frequente participação nas solenidades da Capela Real.[6]
O musicólogo Mário de Andrade referiu-se a ele como o "Schubert brasileiro", dada a importância de suas modinhas para o desenvolvimento do repertório vocal no país. Suas composições eram populares a ponto de terem várias edições impressas na época.
Modinhas, Lundus e Crítica Social
Cândido Inácio da Silva se destacou como o maior "modinheiro" de sua geração. Sua obra mais popular, o Lundu Lá no Largo da Sé Velha (com letra de Manuel de Araújo Porto-Alegre), é notória por tecer uma crítica social e política contundente. A canção satirizava a corrupção, a especulação financeira e a subserviência cultural brasileira à época do Primeiro Reinado, especialmente em relação aos costumes franceses e portugueses que predominavam na capital.
Outras obras que atestam sua popularidade incluem a modinha Quando as Glórias que Gozei, citada na literatura por Manuel Antônio de Almeida em sua obra Memórias de um Sargento de Milícias, e Busco a Campina Serena, ambas consideradas clássicos da música de salão do século XIX.[7]
«Cândido Inácio da Silva». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 26 de outubro de 2025
Referências
- ↑ «Modinha». CliqueMusic. Consultado em 12 de outubro de 2010
- ↑ «Breve História da MPB». Literatura&Leitura. Consultado em 12 de outubro de 2010
- ↑ «Cândido Inácio da Silva». Academia Brasileira de Música. Consultado em 26 de outubro de 2025
- ↑ a b Site da Academia Brasileira de Música - patronos - Cândido Ignácio da Silva Acessado em 26 de março de 20016
- ↑ a b Silva, Cândido Inácio. «Portal Musica Brasilis». Consultado em 24 de maio de 2021
- ↑ «Candido Inácio da Silva - Lá no largo da Sé velha». YouTube (Descrição do Áudio Oficial - Vox Brasiliensis). Consultado em 26 de outubro de 2025
- ↑ «Cândido Inácio da Silva». Musica Brasilis. Consultado em 26 de outubro de 2025
Ver também
Ligações externas
- «Partituras e áudio no Portal Musica Brasilis» 🔗