Buritirana
Buritirana | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
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![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Lema | Um novo tempo para todos |
| Gentílico | buritiranense |
| Localização | |
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![]() Buritirana |
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| Mapa de Buritirana | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Maranhão |
| Região metropolitana | Sudoeste Maranhense |
| Municípios limítrofes | Senador La Rocque, Amarante do Maranhão, Montes Altos e Davinópolis |
| Distância até a capital | 733 km |
| História | |
| Fundação | 10 de novembro de 1996 (29 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Tony Brandão (MDB, 2025–2028) |
| Características geográficas | |
| Área total [1] | 818,416 km² |
| População total (IBGE/2010[2]) | 14 770 hab. |
| Densidade | 18 hab./km² |
| Clima | Pré-Amazônico, Semitropical (brt) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2000) | 0,547 — baixo |
| PIB (IBGE/2008[3]) | R$ 40 013,168 mil |
| PIB per capita (IBGE/2008[3]) | R$ 2 662,75 |
Buritirana é um município brasileiro do estado do Maranhão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população no ano de 2019 era de 15 430 habitantes, com uma área de 818 424 km². O município de Butirana foi criado pela lei n.º 6.189, de 10 de novembro de 1994, desmembrado do município de João Lisboa. É conhecido por uma agropecuária de micro e pequeno porte de alta qualidade, é uma das maiores produtoras de leite da região Tocantina.
Etimologia
Buritirana vem do tupi antigo meriti + ran + -a, significando "falsos miritis".[4]
História
Buritirana já teve pista de avião, onde hoje é a Rua Domingos Pereira de Castro. Era uma pista de pouso e decolagem, de onde partiam aviões de pequeno porte que, uma vez ou outra, transportavam mercadorias e alguns poucos afortunados, pois, nessa época, a estrada praticamente não existia. Era apenas “veredas” e demorava até cinco dias para chegar a Imperatriz.
A antiga Rua da Pista, onde pousava avião, mudou de nome e, como homenagem a um de seus primeiros moradores, recebeu o nome de Domingos Pereira de Castro in memoriam, na época o conhecidíssimo Domingo Filó. Domingo Filó teve seu corpo sepultado no terreno de sua propriedade, logo no início da avenida, e até os dias de hoje alguns familiares, tais como filhos e netos, ainda visitam e cuidam do local, como seus filhos Lenir de Castro Karan, Filó Castro e José Iram Castro.
Dentre outras lideranças da época, podemos destacar alguns nomes que ficaram marcados na história, como, por exemplo, o líder político e primeiro vereador de Buritirana, identificado como o comerciante Zé Lopes, que morreu prematuramente em um acidente aéreo que, na época, chocou a todos. Como o Pedrão, dono da Casa São Pedro, que existiu em frente ao mercado. Antônio Serrador, que tinha uma mercearia na Rua do Comércio, hoje Avenida Senador La Rocque, e Zé Maria da Diner.
Buritirana também já foi um dos maiores produtores de arroz da região Tocantina. Parte da produção abastecia as antigas usinas de beneficiamento que existiam nas proximidades da antiga Farra Velha, na cidade de Imperatriz-MA. Os principais compradores e vendedores eram: Zé Barros, Canuto Aquino, Bento Xandim, Zé Firme, Zé Novato, Aroldo e Santo da Jesus.
Santo da Jesus, que tempos depois foi eleito vereador, veio a falecer dentro de um avião, a caminho da capital, onde iria tentar tratamento contra malária. Em seguida, Antônio Aroldo de Oliveira foi eleito vereador do povoado e, depois, foi eleito vereador o senhor Múndico Leôncio.
Foi durante o mandato do vereador Aroldo que a prefeita Nita Menezes, atendendo a seu pedido, mandou instalar um grupo gerador que iluminava as principais ruas e casas do povoado de Buritirana. O mesmo era ligado todos os dias às 18 horas, quando tinha óleo diesel, e desligado às 22 horas. Nessa época, a prefeita enviou para trabalhar com o grupo gerador o senhor Claudionor, hoje casado com a Jesus, filha do senhor Vitorino e dona Elisa.
Tanto Zé Barros como Canuto Aquino foram proprietários de usinas de beneficiamento de arroz no antigo povoado de Buritirana. Canuto foi também vereador por três mandatos, representante do povoado Buritirana e Centro Novo, suas duas bases eleitorais. Nessa época havia também produções de subsistência, como a produção de farinha de mandioca, especialmente a casa de farinha do Chico Bel, ou o engenho do seu Antônio Grande, que era puxado por boi e produzia mel e rapadura.
Grandes homens e mulheres fizeram parte da história do hoje município de Buritirana. Dentre eles, destacamos Antônio Grande, Sebastião Paulino e Antônio Marchante, primeiros açougueiros vendedores de carne do mercado. Veja um resumo de homens e mulheres que contribuíram para o crescimento de Buritirana: Supercílio, Nonato Gino, Sérgio Neves, Maria Padeira, Elisa do Hotel, Cícera Miguel, dona Graça da Farmácia e seu esposo Antônio, Dr. Assis, Domingos Elias Ferreira, Vitorino, Camilão, Antônio Canjaré, dona Lousa, dona Maria da Lousa, Edivaldo da Lousa, primeiro subdelegado Lisbôa, professor e pastor João Ívio Filho, Manoel Senhor, Manoel Professor, Raimundo Lima, Raimundo Túnico, Dico do Hotel, Bia, seu Caxias, João Martins, Manoel Senhor, Manelão, Paulo Vapor, dona Soledade, Francisco Lustosa, Zezinho Aquino, Chico Lopes, Téta, Zé do Miguel, Pedro Zacarias, Antônio do Leque, Agenor, Zé Lotérico, seu Nelson, Zé Dimar, João Soldado, Getúlio, Ivan Lustosa, Chico Cipriano, Caquim, Raimundo Chicuta, João Chicuta, Raimundo Pondor, Zé da Mocinha, Mocinha, Firme, Zé Bel, Antônio Zacarias, Casquinha, Zé do Canuto, Zé Firme, Bento Firme, dona Pequena do Restaurante, Múndico Leôncio, Carlos Mendes, Milton da Lousa, Expedito da Lousa, Luiz Queiroz, Antônio Serrador, Eduardo, Eduardo Sertanejo, Chico Paraibano e a família Paraibana (Amâncio, Sales e Magalhães), Raimundo Cocalim, Saraiva, Antônio Francisco, Raimundo Soldado, Maria Soldado, seu Nóga, Helena do Nóga, Bebê Soldado, Toizinho do Sindicato, Zé do Pedro, Nonato Gino, Cimar do Nonato Gino in memoriam, Cícero do Canuto in memoriam, dentre outros.
Política
Após a emancipação política, em 10 de novembro de 1994, em 1996 o pecuarista e empresário Antônio Lopes de Sousa, conhecido como Antônio do Leque, foi eleito o primeiro prefeito do município, obtendo 2.437 votos e derrotando José Wiliam de Almeida, conhecido como Zé do Múndico, que obteve 2.394 votos. A diferença foi de apenas 43 votos.
Já no ano 2000, Antônio do Leque foi reeleito com 3.695 votos, derrotando novamente José Wiliam de Almeida, que obteve 3.336 votos. Dessa vez, a diferença aumentou para 359 votos. Antônio do Leque fez uma administração considerada dentro do razoável. Por ter sido o primeiro prefeito, teve a missão de organizar a máquina administrativa. Faltando pouco mais de três meses para o final do mandato, e apenas onze dias para as eleições municipais de 2004, o mesmo teve o mandato cassado em um processo político duvidoso, tendo como principais protagonistas o governo do Estado do Maranhão em parceria com alguns políticos locais. Assumiu, assim, como segundo prefeito, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Ireno Pereira dos Santos, tornando-se o segundo prefeito do município.
Já em 2004, José Wiliam de Almeida, o Zé do Múndico, que já havia perdido duas eleições para o mesmo candidato, Antônio do Leque, enfim foi eleito prefeito de Buritirana, com 5.946 votos. Seu oponente, o ex-vereador Canuto Aquino Ribeiro, obteve 1.269 votos.
Quatro anos mais tarde, em 2008, Zé do Múndico foi reeleito prefeito, obtendo 5.265 votos. Dessa vez, a disputa foi com a candidata Sandra Alves de Sousa, que obteve 2.655 votos. Sandra Alves é filha do ex-prefeito Antônio do Leque e foi candidata de última hora, tendo em vista que quem deveria concorrer ao pleito era seu pai. Contudo, o mesmo teve a candidatura negada, visto que ainda respondia por processos de improbidade administrativa.
O que causou surpresa a toda a população foi que, faltando apenas dezesseis dias para concluir seu segundo mandato, em 2012, e amargando um alto índice de impopularidade, Zé do Múndico desapareceu da cidade, escondendo-se do povo. Inclusive deixou servidores e fornecedores com pagamentos atrasados em até quatro meses, além de prédios públicos com energia elétrica cortada por falta de pagamento. O então prefeito José Wiliam de Almeida, o Zé do Múndico, renunciou ao cargo, assumindo em seu lugar, para um mandato tampão, o vereador e presidente da Câmara, Zezinho Chicuta, que foi prefeito por apenas quatro dias. O segundo mandato do ex-prefeito Zé do Múndico ficou marcado como um fracasso, um desastre político para o município.
Em 2012, foi eleito prefeito de Buritirana o empresário da banda Baetz, Vagtônio Brandão, obtendo 4.191 votos. O mesmo disputou a eleição com os candidatos James Alves de Oliveira, que obteve 3.177 votos; Ricardo de Sousa Nascimento, que obteve 90 votos; e Armando Alencar da Silva, que obteve 47 votos. Vagtônio é filho do senhor Antônio Marchante e da dona de casa Felisbela.
Em 2016, Vagtônio Brandão foi reeleito prefeito, obtendo 5.694 votos. Seu concorrente dessa vez foi o médico André Leôncio, que obteve 3.156 votos. Dr. André é filho de Buritirana, neto do ex-vereador Múndico Leôncio e sobrinho do ex-prefeito Zé do Múndico. Vagtônio fez uma administração de muitas realizações, resgatando a credibilidade do município e a confiança da população, fazendo até então a melhor gestão que Buritirana já tivera.
Entre seus méritos, foi o único prefeito eleito de Buritirana em segundo mandato que conseguiu concluí-lo, organizar a administração pública municipal, investir e ampliar a infraestrutura e a educação do município e regularizar a contabilidade financeira do mesmo, que sofria deficiências desde o primeiro mandato de Antônio do Leque e do governo de Zé do Múndico, verdadeiro desastre da fazenda pública.
A popularidade de Vagtônio Brandão foi tanta que atingiu o patamar de aprovação de mais de 70% da população de Buritirana. Em 2020, o mesmo conseguiu eleger seu sobrinho Tonisley dos Santos Sousa, conhecido como Tony Brandão, contra o candidato e empresário local Neto do Supermercado. Tony Brandão, que no mandato de seu tio assumiu as secretarias de Finanças e de Administração, adquiriu bastante experiência na gestão pública e faz um mandato considerado o melhor da história do município.
Geografia
Limites territoriais
- O município limita-se ao Norte com o município de Senador La Rocque; a Leste com o município de Amarante do Maranhão; a Oeste com o município de Senador La Rocque e ao Sul com os municípios de Montes Altos e Davinópolis.
- Os principais distritos são Cajá, Cajá Branca, Centro Novo, Centro do Zé Neo, Olho D'Água, Genipapo, Saramandáia, Santa Luzia, Serrinha, Tanque e Varjão dos Crentes.
Esporte:
Em Buritirana o futebol é o principal esporte, times como Palmeiras, Internacional, Ajax, Cruz Azul, Milionário, Flamengo do Cartão, são os principais times da cidade
Transporte
O município de Buritirana é servido pela Rodovia Estadual MA-122 que corta todo município, e serve como rota rodoviária ligando a BR 010 (Belém/Brasília) na altura da cidade de Imperatriz (a maior cidade do Sul do Maranhão e segunda maior do estado) à rodoviária MA 06 na altura de Sítio Novo do Maranhão, fornecendo assim uma via expressa que liga a BR 010 até o nordeste do país.
Além desta importante rota, Buritirana é cortada por várias estradas vicinais que a ligam a municípios vizinhos, tais como a "estrada da Lagoa Nova" que liga Buritirana à Montes Altos, e a "estrada do Cajá" que funciona como rota alternativa ligando o município ao município de Senador La Roque.
A empresa de transporte Alvorada Rainha do Sertão, de propriedades dos Irmãos Ivo e Gaúcho foi a primeira a operar em Buritirana com dois caminhão Mercedes mixto (Pau de Arara) na década de 70, fazendo a linha Imperatriz/Sítio Novo, via municípios de Montes Altos, Sítio Novo, Amarante, em uma época onde praticamente não existia estrada empiçarrada. Cabe ressaltar aqui que, nesta época não existia estrada que ligava diretamente o então povoado de Buritirana até a cede do município de João Lisboa.
Foi só no ano de 1987 que a então prefeita de João Lisboa Nita Menezes a pedido do então vereador Antonio Aroldo de Oliveira conseguiu construir a estrada ligando a antiga Mucuíba, hoje Senador La Rocque a Buritirana, surgindo assim a MA 122, ligando os municípios de Imperatriz a Sítio Novo, tendo como rota os municípios de João Lisboa e Amarante do Maranhão.
Depois da estrada empiçarrada feita, a empresa de ônibus Lira de Ouro de propriedade de Isaura começa fazer a linha Imperatriz Buritirana, sendo sucedida por diversas outras empresas.
Contudo a partir do ano de 16 com a liberação de tráfego de transportes alternativos, não existe empresa que tenha concessão de rodagem para a MA 122, desta forma sendo o transporte alternativo (Vans e ônibus esporádicos ou clandestinos) o principal meio de transporte público regional.
Referências
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2004
- ↑ «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 2 de dezembro de 2010
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2010
- ↑ Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. p. 549. ISBN 978-85-260-1933-1





