Claude-Remy Barrete de Verrières

Claude-Remy Barrete de Verrières
Portrait présumé de Buirette de Verrière, en uniforme de commandant de la garde nationale.
Nascimento22 de março de 1749
Verrières
Morte9 de janeiro de 1793
Cidade de Bruxelas
CidadaniaFrança
Ocupaçãojornalista, advogado

Claude-Remy Buirette de Verrières (Verrières (Marne), 22 de março de 1749 - Bruxelas, 9 de janeiro de 1793) foi um advogado francês.

Foi em Verrières, próximo de Sainte-Menehould, que nasceu em 22 de março de 1749 Claude Rémy Buirette de Verrières. É citado sob estes dois nomes, algumas vezes Buirette e outras Verrières. Faz seus estudos no colégio de Sainte-Ménehould e depois Direito em Paris. Instala-se em Châlons-en-Champagne como advogado. Acrescenta a seu nome o « De Verrières » depois de ter adquirido, em 1774, a senhoria de Verrières sur Aisne.

Letrado e historiador, devem-se a ele "Ode sur les embellissements de Châlons-sur-Marne, suivi d’un Eloge historique de cette ville" de 1783, "Annales historiques de la ville et comté-pairie de Châlons-sur-Marne" publicado em Châlons pelo editor Seneuze em 1788, "Les Etats de Champagne : A la ville de Châlons" em 1788 e "Prospectus d’un Dictionnaire généalogique et historique de la noblesse et de l’Histoire générale de la Champagne" em 1788.

Associa-se a seus colegas advogados de Châlons, como Louis Joseph Charlier e Pierre-Louis Prieur (futuros convencionais) [1]. No princípio de 1789, troca Châlons por Paris e envolve-se na Revolução Francesa. Entra para o Clube dos Cordeliers, passa a escrever para o jornal "L’Ami du Peuple" ("O Amigo do Povo") e cria o periódico "L’Ami de la Loi" ("O Amigo da Lei") em 1791. É um dos lideres da Manifestação de 5 de Outubro de 1789, quando as mulheres de Paris vão até o Palácio de Versailles para trazer a Família Real para Paris. Participa também da redação da petição do Campo de Marte, em 17 de Julho de 1791, e fica aprisionado durante muitos meses.

Encarregado da organização da "Gendarmerie Nationale" (Polícia Militar Nacional), redige em 1790 um « Plano de organização do exército parisiense » e cria, em julho de 1792, um corpo de 4.000 voluntários que será integrado por decreto de Julho de 1792 à nova Gendarmerie Nationale a pé. Com a morte do coronel em chefe da Gendarmerie, Buirette é nomeado comandante da Guarda de Paris e coronel, comandando o corpo da Gendarmerie Nationale. Participa da Batalha de Jemmapes, em 22 de novembro de 1792. A Bélgica é ocupada e a cidade de Antuérpia é tomada no dia 26. É imediatamente nomeado governador militar de Antuérpia. A população da cidade o apelida de « O Corcunda » , devido a sua enfermidade : Buirette de Verrières tinha duas corcundas e falava delas muitas vezes com humor, chegando a declarar, em 1792, « ... j’en réponds sur mes deux bosses » (respondo sobre minhas duas corcundas).

Fachada ocidental da Catedral de Notre-Dame de Antuérpia

Buirette de Verrières pretendia promover os ideais revolucionários mas morre subitamente em Bruxelas, em 9 de Janeiro de 1793, ao sair de uma recepção. O boato que teria sido envenenado que correu na época parece ter fundamento. Seu corpo é imediatamente transferido para Antuérpia onde é sepultado no dia 13 com grande pompa na catedral da cidade, apesar dele não desejar uma cerimônia religiosa. A lenda diz que seu corpo foi exumado pelos habitantes da cidade e jogado no Escault.

Seu coração foi transportado para Paris e permaneceu muitos meses na sala dos Cordeliers, ao lado do de Jean-Paul Marat [2].

Existe um retrato seu no Museu Carnavalet, em Paris.

Referências e notas

  1. Prieur tomará depois o nome de Prieur de la Marne
  2. Jean-Paul Barbier Des Châlonnais célèbres illustres et mémorables, 2000