Buccinum undatum

Buccinum undatum
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Neogastropoda
Família: Buccinidae
Gênero: Buccinum
Espécies:
B. undatum
Nome binomial
Buccinum undatum
Linnaeus, 1758
Sinónimos
  • Buccinum acuminatum Broderip, 1830 (dubious synonym)
  • Buccinum amaliae Verkrüzen, 1878
  • Buccinum donovani Sars G.O., 1878
  • Buccinum meridionale Verkrüzen, 1884
  • Buccinum pictum Verkrüzen, 1881 (dubious synonym)
  • Buccinum undatum var. caerulea Sars G.O., 1878
  • Buccinum undatum var. flexuosa Jeffreys, 1867
  • Buccinum undatum var. lactea Jeffreys, 1867
  • Buccinum undatum var. paupercula Jeffreys, 1867
  • Neptunea soluta (Hermann, 1781)

Buccinum undatum (denominada, em inglês, edible European whelk,[1][2] buckie, buckie whelk, common whelk,[1][3][4] common northern whelk,[1][5] common northern Buccinum[6] ou waved whelk;[1] em português, búzio ou bucino;[7] em castelhano, bocina; em francês, comteux, bulot, buccin ondé, buccin commun e buccin; em italiano, buccino comune; em alemão, wellhornschnecke; em neerlandês, wulk ou kinkhoorn;[1][4] em finlandês, kuningaskotilo; em norueguês bokmål, kongsnegl; em norueguês nynorsk, kongsnigel; em sueco, valthornssnäcka; em turco, salyangoz)[1] é uma espécie de molusco gastrópode marinho-litorâneo do norte do oceano Atlântico,[8] pertencente à família Buccinidae da ordem Neogastropoda; sendo classificada por Carolus Linnaeus em 1758, na obra Systema Naturae; considerada a espécie-tipo do gênero Buccinum.[9][10][11] Trata-se de uma espécie utilizada na alimentação humana desde a pré-história,[2][5] colhida na Europa e no Canadá, costa leste da América do Norte, para isca e consumo humano por décadas; posteriormente também pescada nos Estados Unidos.[12] Está presente no território português, incluindo a zona económica exclusiva.[6][13]

Descrição da concha e hábitos

Concha oval espessa com espiral alta e volta corporal inchada, ocupando 70% de seu comprimento, variável em formato e ornamentação; com voltas bem visíveis e com até 10 centímetros, quando desenvolvida.[2][5][12] Geralmente ela tem estrias espiraladas baixas e cruzadas por cristas de crescimento onduladas e verticais, por vezes com grossas dobras oblíquas; com interior e columela lisos e brancos, de abertura larga e amplamente oval, possuindo lábio externo um pouco engrossado. Canal sifonal curto. Coloração creme, castanho-amarelada ou acinzentada, às vezes com faixas mais escuras nas fronteiras de sua espiral (sutura) e no meio de sua volta corporal; coberta por um perióstraco esverdeado quando recém coletada. Alguns raros espécimes são dotados de espiral sinistrogira, cuja abertura se encontra voltada para a esquerda quando avistada. Opérculo córneo, plano e estriado; auxiliando o molusco a reter água durante os períodos de estiagem.[3][5][12]

É encontrada em águas rasas da zona entremarés e principalmente zona nerítica, até os 1200 metros de profundidade, em costas de habitats arenosos, lamacentos ou rochosos; também presente em ambientes de água salobra.[12] Sua concha pode ser coberta por epibiontes como esponjas, hidrozoários ou anêmonas, além de poder conter caranguejos-ermitão em seu interior. Suas massas de ovos, grandes, arredondados e esponjosos, são frequentemente levadas para as praias, cada célula oca sendo um invólucro individual;[3] no passado os marinheiros as usavam como sabão e as chamavam de "o sabão marinho".[14] Os animais da família Buccinidae são carnívoros-detritívoros.[15]

Distribuição geográfica

Buccinum undatum ocorre na Europa Ocidental e leste da América do Norte; comum no canal da Mancha, Ilhas Britânicas, mar do Norte, mar de Wadden, mar Báltico Ocidental e golfo de São Lourenço até o nordeste dos Estados Unidos.[8][3]

Ligações externas

Referências

  1. a b c d e f «Buccinum undatum Linnaeus, 1758 vernaculars» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  2. a b c WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 103. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  3. a b c d CAMPBELL, Andrew C.; NICHOLLS, James (1980). The Hamlyn Guide to the Seashore and Shallow Seas of Britain and Europe (em inglês). England: The Hamlyn Publishing Group. p. 160. 320 páginas. ISBN 0-600-34019-8 
  4. a b LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 176. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3 
  5. a b c d e DANCE, S. Peter (2002). Smithsonian Handbooks: Shells. The Photographic Recognition Guide to Seashells of the World (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 128. 256 páginas. ISBN 0-7894-8987-2 
  6. a b ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 174. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  7. «bucino». Dicionário Online de Português: Dicio. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021. Gênero (Buccinum) típico da família dos Bucinídeos, que compreende os búzios. 
  8. a b «Buccinum undatum Linnaeus, 1758 distribution» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  9. «Buccinum undatum Linnaeus, 1758» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  10. «Buccinum Linnaeus, 1758» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  11. «Common whelk (Buccinum undatum (em inglês). MarLIN - The Marine Life Information Network. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  12. a b c d Borsetti, Sarah; Munroe, Daphne; Rudders, David; Chang, Jui-Han (2 de março de 2020). «Timing of the reproductive cycle of waved whelk, Buccinum undatum, on the U.S. Mid-Atlantic Bight» (em inglês). Helgoland Marine Research volume 74, Article number: 5 (Helgoland Marine Research). 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  13. Ferreira, Vasco (3 de junho de 2019). «Buccinum undatum Linnaeus, 1758». OMARE. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2021 
  14. COX, James A. (1979). Les Coquillages dans la Nature et dans l'Art (em francês). Paris: Librairie Larousse. p. 96. 256 páginas. ISBN 2-03-517101-6 
  15. LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 69. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3