Bruno Fialho
Bruno Fialho | |
|---|---|
![]() Fialho em 2024 | |
| Presidente do Alternativa Democrática Nacional | |
| Período | 18 de janeiro de 2020 à atualidade |
| Antecessor(a) | António Marinho e Pinto |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 19 de maio de 1975 (50 anos) Lisboa, Portugal |
| Nacionalidade | Portugal |
| Alma mater | Universidade Moderna |
| Partido | Alternativa Democrática Nacional |
| Religião | Cristão |
| Profissão | Consultor, Tripulante de Cabine e Político |
| Assinatura | |
| Website | https://brunofialho.pt |
Bruno Alexandre Ramalho Fialho (Lisboa, 19 de maio de 1975) é um político português, atual presidente do partido ADN - Alternativa Democrática Nacional.[1]
Biografia
Família
É sobrinho de António Ramalho Fialho, morto em 1975 aos 27 anos, às portas do Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS) pelos soldados deste regimento, no dia seguinte à Intentona de 11 de Março. Teria feito um comentário de “provocação contra-revolucionária” que poria em dúvida a violência do ataque efectuado no dia anterior, o que geraria uma "multidão excitada e ameaçadora" chamando-o de fascista. Os militares responsáveis, Paulino Rodrigues, Firmino Duarte e Manuel Santos, seriam julgados e condenados, mas em última instância não cumpririam pena. A avó de Bruno, Antónia Ramalho, viria a ser acusada de associações à extrema-direita violenta, estando detida 11 meses sem chegar a julgamento, O Diabo de Vera Lagoa sendo seu defensor público.[2][3][4][5][6][7] Bruno acredita-a como inspiradora de sua participação política.[8]
Vida pessoal
Fez o ensino primário no colégio D. João XXI, o preparatório na escola Manuel da Maia e o secundário na Escola Secundária Josefa de Óbidos, onde foi durante 3 anos Presidente da Associação de Estudantes, licenciou-se em Direito pela Universidade Moderna de Lisboa, enquanto cumpria o Serviço Militar na Escola Prática de infantaria em Mafra (EPI), onde integrou o curso de Sargentos de 1995, com especialidade de Atirador.[carece de fontes]
Política
Antes da vida política, era advogado, chefe de cabine na SATA[9] e foi vice-presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).[10] Em 2019, foi chamado para ser o mediador do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) no conflito laboral com a ANTRAM.[11]
Nas eleições legislativas portuguesas de 2019, foi cabeça de lista do Partido Democrático Republicano (PDR) pelo círculo de Setúbal.[12]
Em 18 de janeiro de 2020 foi eleito presidente do mesmo partido político, hoje renovado como Alternativa Democrática Nacional (ADN), com 75% dos votos, tornando-se o sucessor de António Marinho e Pinto.[1]
Ainda nesse ano, em 2020, anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais de 2021 – candidatura de que viria a desistir.[13]
Nas eleições autárquicas, candidata-se a presidente da câmara de Lisboa.[14][15]
Nas eleições legislativas portuguesas de 2022 surge como cabeça de lista da lista do ADN, para a capital, assim como é mandatário para esse mesmo círculo de Lisboa mais os da Europa e fora da Europa.[16]
É igualmente Vice-Presidente da Direção da Associação Peço a Palavra (APP), uma associação sem fins lucrativos.[17]
Devido a declarações que em podcast fez em relação à reabertura e envio de pedófilos, imigrantes e oposição política para o Campo de Concentração do Tarrafal, o Volt Portugal solicitou a 29 de abril, junto do Tribunal Constitucional, a extinção do ADN.[18] Bruno Fialho já se tinha defendido num artigo de opinião argumentando que as declarações se tratavam de humor e que a solução não é sequer exequível uma vez que Cabo Verde já não é uma colónia portuguesa.[19]
A 5 de maio, no terceiro congresso do partido, foi reeleito com 98,8% dos votos para um segundo mandato de quatro anos como presidente do ADN.[20]
Medidas Covid-19
Bruno Fialho é um opositor de todas as medidas adoptadas pelo Governo para combater a COVID-19, tais como o uso de máscaras, testagem e vacinação, assim como a implementação de certificados digitais. Em janeiro de 2022, participou no debate entre os candidatos às referidas eleições legislativas dos doze partidos extraparlamentares, na RTP1 a partir de casa porque se recusou a fazer teste (foi o único a fazê-lo).[21][22]
Referências
- ↑ a b PDR: Bruno Fialho é o sucessor de Marinho e Pinto, [1], Público, 18 janeiro 2020
- ↑ «"Antónia Antónia" suspeita de bombismo». Diário de Lisboa: 1. 15 de fevereiro de 1978
- ↑ «Relatório das Sevícias — Instituto +Liberdade». Mais Liberdade. Consultado em 5 de julho de 2024
- ↑ Dordio, Pedro. «Foi há 40 anos: O dia-a-dia de Lisboa no caldeirão do PREC». Observador. Consultado em 4 de novembro de 2024
- ↑ Ruivo, Francisco Bairrão (29 de janeiro de 2024). «Entre a revolução e a "normalização": A cabeça de Salazar». Cadernos do Arquivo Municipal (21): 1–19. ISSN 2183-3176. doi:10.48751/CAM-2024-21332. Consultado em 4 de novembro de 2024
- ↑ DIABO, Jornal O. (9 de março de 2015). «A tragédia do 11 de Março, 40 Anos depois». Jornal O DIABO. Consultado em 5 de novembro de 2024
- ↑ RUIVO, Francisco Bairrão (2024). 1974 1982 - Uma Proposta de Cronologia. Lisboa: Museu do Aljube
- ↑ Carvalho, Frederico Duarte (11 de março de 2025). «Foi há 50 anos: "Antónia, Antónia, onde estão os assassinos do teu filho?"». Diário de Notícias. Consultado em 16 de abril de 2025
- ↑ Bruno Fialho anuncia candidatura à Presidência da República, por Isabel Miliciano, O Templário, 27 de Julho de 2020
- ↑ Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 28, 29/7/2019
- ↑ Bruno Fialho. Quem é o mediador chamado pelos motoristas?, [2], Diário de Notícias, 15 Agosto 2019
- ↑ Eleições Legislativas 2019, C. M. de Santiago do Cacém
- ↑ Bruno Fialho no combate por uma capital acessível, por Flávia Gomes e Vasco Reis, Oitava Colina, 20 de Setembro de 2021
- ↑ Lusa. «Bruno Fialho candidata-se à Câmara de Lisboa pelo PDR». PÚBLICO. Consultado em 21 de maio de 2022
- ↑ «APFN- Associação Portuguesa de Famílias Numerosas». www.apfn.com.pt. Consultado em 21 de maio de 2022
- ↑ [https://www.cne.pt/sites/default/files/dl/2022ar_mandatarios_contactos.pdf Nomes e Contactos dos Mandatários, Comissão de Nacional de Eleições, 2022
- ↑ «CORPOS SOCIAIS». www.pecoapalavra.com. Consultado em 21 de maio de 2022
- ↑ Marques, Bianca (29 de abril de 2024). «Volt solicita extinção do ADN junto da Provedoria de Justiça». Visão. Consultado em 29 de abril de 2024
- ↑ Fialho, Bruno (16 de março de 2024). «TODOS PARA O TARRAFAL». Diário do Distrito. Consultado em 6 de maio de 2024
- ↑ MadreMedia; Lusa (5 de maio de 2024). «Bruno Fialho reeleito presidente do partido ADN». Sapo 24. Consultado em 6 de maio de 2024
- ↑ Pereirinha, Tânia, Ferreira, Marta Leite e Ana Martingo (18 de janeiro 2022). «Contra testes, vacinas, máscaras e certificados. O que defende o novo partido ADN e que ligações tem aos movimentos negacionistas». Observador.pt. Consultado em 19 de janeiro 2022
- ↑ Gomes, João Francisco (19 janeiro 2022). «O elefante de peluche, as acusações de fraude e a recusa em fazer um teste. Como o negacionismo tomou conta do debate dos pequenos partidos». Observador.pt. Consultado em 19 de janeiro 2022
Ligações externas
- Bruno Fialho defendeu hoje, em Caminha, a construção “imediata” da ligação ferroviária de alta velocidade entre as cidades do Porto e Vigo para reforçar as relações entre o Norte de Portugal e a Galiza, O Minho, 7 de Julho de 2020.
- Bruno Fialho, Não TAP os Olhos, Público, 29 de Maio 2020
- Bruno Fialho, Estado de emergência ou imergência de um Estado?, Público, 20 Março 2020
- Bruno Fialho, Ryanair, TAP e Sporting. As lutas de Bruno Fialho, o "amigo" do sindicato dos motoristas, Observador, 15 Agosto 2020
- Bruno Fialho, entrevista, Notícias ao Minuto, 24 de Abril 2020
- Bruno Fialho, Um aeroporto a prazo ou uma opção estratégica com futuro?, Diário do Distrito, 18 Julho 2020
- Bruno Fialho, O Povo é sereno, mas até quando?, Diário do Distrito, 1 Agosto 2020
- Bruno Fialho, Os animais têm de ser protegidos! Mas , e os humanos?, Diário do Distrito, 25 Julho 2020
- Bruno Fialho, PDR propõe implementação da Telescola, Noticias de Coimbra, 13 Março 2020
