Brito (sobrenome)
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Segundo os Livros de Linhagem e Nobiliários, nomeadamente o de Felgueiras Gaio, as raízes originárias da família Brito estão na vila de Brito, por volta de 1033 da era cristã, onde vivia Dom Hero de Brito, Senhor de muitas herdades em Oliveira, Carrazelo e Subilhães, todas situadas entre o rio Ave e a Portela dos Leitões, região muito rica e onde se encontrava o Solar dos Brito. Dom Hero foi também fundador do Mosteiro de Oliveira, Par do Reino e Conselheiro do Rei de Castela e Leão, Dom Afonso V, tornando-se nobre da corte.[1]
Posteriormente, ao longo dos séculos, esta família teve oscilações no seu nível nobiliárquico, até chegar à titulação, no transição do século XVI para o século XVII.
Entretanto, o primeiro membro da família Brito que se encontra documentado sem nenhuma dúvida é o cavaleiro medieval (século XIII) Afonso Anes de Brito, que é referido no Livro de Linhagens do Conde D. Pedro e também, juntamente com sua mulher, na instituição por seu filho, o bispo de Évora D. Martinho de Brito, a 1 de junho de 1350, do morgadio de Fontebela.[2][3]
O ramo primogénito da família Brito, morgados de Santo Estêvão em Beja, e de São Lourenço em Lisboa, viria a herdar, por casamento, a casa dos viscondes de Vila Nova da Cerveira,[4] depois Marqueses de Ponte de Lima, e a receber também o título de conde dos Arcos de Valdevez. O 8.º conde deste título, D. Marcos de Noronha e Brito, foi o último (15.º) vice-rei do Brasil.
O 1.º conde dos Arcos teve também descendência em Espanha, nas casas dos Marqueses de Los Arcos [5] e dos Duques de Sotomayor.
Um ramo segundogénito destes morgados de Santo Estêvão de Beja foi o dos irmãos Jorge de Brito, 1.º capitão das Molucas e Lopo de Brito, 2.º capitão do Ceilão português, cujos vínculos viriam a passar, por casamento, para os senhores da honra e quinta de Barbosa.[6]
O mártir jesuíta, São João de Brito, era também descendente do acima referido Afonso Anes de Brito.
No ano de 1608, o rei D. Filipe II de Portugal fez a concessão de novas armas a Filipe de Brito Nicote, como forma de pagamento pelos vários serviços que este deu à Coroa na conquista do Reino de Pegu e também na defesa da fortaleza de Seriam.
Brasão de armas antigas
O brasão tem origem no ano de 1072, possuindo cor vermelha, com nove lisonjas em cor de prata, estas apontadas e firmadas nas bordas do escudo, postas em três fileiras com três lisonjas cada, na qual cada lisonja contêm um leão na cor púrpura, presente também no timbre do escudo.
Novas armas atribuídas a Filipe Brito Nicote
Estas novas armas apresentam-se com um escudo cortado, sendo a primeira parte de cor vermelha, apresentando um castelo de ouro, lavrado a negro, encontra-se aberto e iluminado de azul. É flanqueado de seis besantes em cor de prata alinhados em pala, três à destra e três à sinistra. A segunda parte do escudo apresenta-se em cor de prata, ondado de azul. O Timbre é o castelo do escudo, encimado por um dos besantes.[7] [8] [9]
Referências
- ↑ «Nobiliário de famílias de Portugal, [Braga], 1938-1941. Tomo VII. Título "Britos" - Biblioteca Nacional Digital». purl.pt. pp. 67–86. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ Manuel Abranches de Soveral. «Afonso Anes.0 de Brito». roglo.eu. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ Nobiliario del Conde de Barcelos Don Pedro, Hijo del Rey Don Dionisio de Portugal (em espanhol). Madrid: Alonso de Paredes. 1646. p. 336. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ «Morgado de Santa Ana ou de São Lourenço». ANTT - Arquivo Nacional Torre do Tombo. Consultado em 9 de outubro de 2021
- ↑ «Conceptos/Objetos/Acontecimientos - Arcos, marqueses de los». PARES. Consultado em 16 de fevereiro de 2023
- ↑ «Anuário da Nobreza de Portugal - 1985 - III. Tomo II. Azevedo e Ataíde de Brito Malafaia, das honras de Barbosa, de Ataíde, etc.». biblioteca-genealogica-lisboa.org. pp. 214–215. Consultado em 30 de agosto de 2025.
D. Francisco de Azevedo e Ataíde ... do seu casamento com D. Maria de Brito, sua prima, filha herdeira de Lopo de Brito (ramo com varonia dos Britos, senhores do morgado de Santo Estêvão, em Beja) e mulher D. Maria de Alcáçova Carneiro foi filho primogénito D. Manuel...
- ↑ Dicionário das Famílias Portuguesas, D. Luiz de Lancastre e Távora, Quetzal Editores, 2ª Edição, Lisboa, pg. 113.
- ↑ A Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II, Fernando de Castro da Silva Canedo, Fernando Santos e Rodrigo Faria de Castro, 2ª Edição, Braga, 1993, vol. III-pg. 45.
- ↑ Gayo,Manuel Felgueiras, Biblioteca Publica Nacional;on line; famílias Brito,Cardoso.