Bridget Jones: Mad About the Boy (livro)

Bridget Jones: Mad About the Boy
Autor(es)Helen Fielding
IdiomaInglês
País Reino Unido
GêneroComédia romântica
Chick lit
EditoraJonathan Cape (UK)
Knopf (EUA)
FormatoDigital
Impresso
Lançamento2013
Páginas448 páginas
ISBN978-2-226-25987-5

Bridget Jones: Mad About the Boy (no Brasil: Bridget Jones: Louca Pelo Garoto) é um livro de 2013 escrito por Helen Fielding. É o terceiro livro que narra a vida da “desastrosa heroína de comédias românticas” Bridget Jones, que agora é viúva e está se relacionando com um homem muito mais jovem. O romance recebeu críticas mistas. Um filme baseado no livro foi lançado em fevereiro de 2025.

Enredo

Situado 20 anos após o primeiro romance de Fielding, O Diário de Bridget Jones, a agora cinquentenária Bridget está novamente em busca de amor e flerta no Tinder com homens 20 anos mais jovens. É revelado que Bridget se casou com o homem dos seus sonhos, Mark Darcy, teve dois filhos, Mabel e Billy, e entrou para o grupo dos “casais orgulhosos e casados”. No entanto, Mark Darcy morreu, e Bridget agora é viúva. “Ser viúva”, diz uma amiga de Bridget, “é melhor do que ser divorciada. É tão romântico e original”.

Louca Pelo Garoto começa quatro anos após a morte de Mark, quando Bridget começa a sair do luto e volta a se aventurar no mundo dos encontros.[1] Além de registrar obsessivamente seu peso e o número de taças de vinho consumidas, Bridget agora também anota os chicletes de nicotina que mastiga (ela não fuma mais), mensagens de texto embaraçosas, tweets e sessões de botox.[2]

O romance começa com Bridget empolgada por estar saindo com um homem mais jovem, o “garotão” de 29 anos chamado Roxster,[3] e escrevendo um roteiro de filme. Ela também tem um flerte com um professor casado, Sr. Wallaker.[1]

Publicação

O livro foi publicado no Reino Unido pela Jonathan Cape e nos Estados Unidos pela Knopf, em outubro de 2013.[4]

Quando questionada sobre o intervalo de 14 anos desde o último romance da Bridget, Fielding disse ao jornal The Independent: “Eu meio que perdi minha voz com a Bridget por um bom tempo depois do sucesso inesperado do primeiro livro. Era muito fácil escrever e ser honesta, mas depois fiquei muito autoconsciente”. Ela também contou ao programa Woman's Hour da Rádio 4: “Descobri que... tinha coisas novas que queria dizer. Coisas que não existiam quando escrevi da última vez, como e-mails e mensagens de texto. A forma como a vida agora é vivida pelo Twitter”.[5]

A capa do romance foi escolhida por mais de 117.000 fãs no Facebook.[5]

Fielding afirmou que o título do livro foi inspirado na versão da cantora Dinah Washington da música de Noël Coward, Mad About the Boy.[4]

Reação

O livro revela que Mark Darcy foi morto por uma mina terrestre no Sudão enquanto negociava a libertação de trabalhadores humanitários. Sua morte pegou muitos fãs de surpresa. A jornalista e apresentadora de TV Anne Robinson tuitou: “Mark Darcy está morto. Bridget Jones é viúva!! Isso é demais para uma manhã de domingo preguiçosa”. Outro fã comentou: “Espero mesmo que isso não seja verdade”.[6]

Meg Wolitzer, da National Public Radio, disse que a comoção com a morte de Mark Darcy não foi tanto por tristeza, “mas pela sensação que os leitores tiveram de que matá-lo foi uma trapaça, um sacrilégio, de alguma forma moralmente errado”.[7] A revista Glamour comentou sobre a decisão de matar Mark Darcy: “o mundo chora”.[8]

Recepção da crítica

O livro recebeu críticas mistas, mas liderou as listas de vendas em seu lançamento, vendendo 46.000 cópias em um único dia.[9]

Stephanie Merritt, escrevendo para The Guardian, chamou Bridget Jones de “a primeira heroína verdadeiramente cômica moderna”. Agora, “mais velha, mais triste, mas não mais sábia, Bridget Jones continua sendo a heroína cômica por excelência em sua terceira aparição”. Ela concluiu dizendo que Bridget Jones é feita para ser ridícula e muitas vezes irritante. “Mas ela também é muito humana, com todas as suas inseguranças, e se você não derramar algumas lágrimas ao longo deste livro, deve ter um coração de gelo”.[1]

Também no Guardian, Suzanne Mooredescreveu Bridget Jones como “vazia, consumista e egocêntrica como sempre” e disse: “Não compro essa ficção anti-feminista”.[10]

Ann Friedman, do Los Angeles Times, chamou Bridget de “heroína desastrada de comédia romântica” e afirmou que “a introdução de uma dor de vida genuína não apenas estraga a leveza do original (que foi um dos primeiros livros a ser rotulado como ‘chick lit’)... mas também dificulta que muitas mulheres se identifiquem — já que a viuvez é bem menos comum entre mulheres de 50 anos do que o divórcio”.[2]

Em sua crítica para a NPR, Wolitzer disse que Bridget perdeu muito de seu charme. “Nos dois primeiros livros, os relatos detalhados de bebida, beijos, sexo e afins eram irresistíveis e pareciam espontâneos. Bridget era bagunçada, adorável e real. Agora ela é um híbrido estranho — bagunçada, sim, mas às vezes constrangedora e não autêntica”.[7]

Adaptação cinematográfica

Bridget Jones: Mad About the Boy é uma comédia romântica dirigida por Michael Morris, com roteiro de Helen Fielding, Dan Mazer e Abi Morgan. O filme, o quarto da franquia Bridget Jones, é baseado no romance de 2013.

Foi lançado nos Estados Unidos em 13 de fevereiro de 2025 pelo serviço de streaming Peacock, e nos cinemas internacionais em 14 de fevereiro de 2025 pela Universal Pictures.

Os atores Renée Zellweger (Bridget Jones), Colin Firth (Mark Darcy) e Hugh Grant (Daniel Cleaver) retornam aos seus papéis, com Leo Woodall interpretando Roxster e Chiwetel Ejiofor no papel de Scott Wallaker.

Referências

  1. a b c Merritt, Stephanie (12 de outubro de 2013). «Bridget Jones: Mad About the Boy by Helen Fielding – review». The Guardian. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  2. a b Friedman, Ann (10 de outubro de 2013). «'Mad About the Boy' catches up with Bridget Jones in 2013». Los Angeles Times. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  3. Jordan, Justine (7 de outubro de 2013). «Bridget Jones: Mad About the Boy by Helen Fielding – review». The Guardian. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  4. a b McClurg, Jocelyn (1 de junho de 2013). «Helen Fielding opens up about new Bridget Jones book». USA Today. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  5. a b Wyatt, Daisy (24 de julho de 2013). «Bridget's back: First look at cover of Helen Fielding's Bridget Jones Mad About the Boy». The Independent. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  6. Kennedy, Maev (29 de setembro de 2013). «Bridget Jones's Diary fans aghast as Helen Fielding kills off Mr Darcy». The Guardian. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  7. a b Wolitzer, Meg (16 de outubro de 2013). «Bridget In Middle Age: We're Not So 'Mad About' This Girl». National Public Radio. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  8. Lyons Powell, Hannah (30 de setembro de 2013). «Bridget Jones author kills off Mark Darcy: the world weeps». Glamour. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  9. Bury, Liz (11 de dezembro de 2013). «Bridget Jones dates her way to the top of the Christmas hardback fiction charts». The Guardian. Consultado em 15 de outubro de 2025 
  10. Moore, Suzanne (30 de setembro de 2013). «Why I hate Bridget Jones». The Guardian. Consultado em 15 de outubro de 2025