Brian G. Marsden
| Brian G. Marsden | |
|---|---|
| Nascimento | 5 de agosto de 1937 |
| Morte | 18 de novembro de 2010 (73 anos) |
| Nacionalidade | |
| Prêmios | Prêmio George Van Biesbroeck (1989), Prêmio Brouwer (1995) |
| Carreira científica | |
| Campo(s) | Astronomia |
Brian Geoffrey Marsden (Cambridge, 5 de agosto de 1937 – Burlington, Massachusetts, 18 de novembro de 2010) foi um astrônomo inglês. Ele contribuiu para o rebaixamento do ex-planeta Plutão.[1]
Biografia
Filho de um professor de matemática, Brian se interessou por astronomia ao voltar para casa da escola primária e encontrar sua mãe assistindo a um eclipse solar. Estudou na Escola Perse, em Cambridge, onde desenvolvia métodos primitivos para calcular as posições dos planetas. Foi cofundador da sociedade astronômica da instituição e, aos 16 anos, começou a frequentar as reuniões da Associação Astronômica Britânica em Londres.[2]
Diplomado em matemática pelo New College, Oxford, ao se formar, já havia adquirido reputação internacional pelo cálculo das órbitas de cometas, incluindo novas descobertas. Concluiu seu doutorado na Universidade Yale em 1965, sobre os Movimentos dos Satélites Galileanos de Júpiter. Logo depois, se juntou à equipe do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. Tornou-se diretor do Escritório Central de Telegramas Astronômicos da União Astronômica Internacional em 1968 e diretor do Minor Planet Center (MPC) em 1978.[1][2] Permaneceu na direção do MPC até se demitir em 2006, no mesmo dia em que anunciou a desclassificação de Plutão, permanecendo como diretor honorário até sua morte. Ainda atuou como diretor de longa data do Central Bureau for Astronomical Telegrams (CBAT) e também vice-diretor do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, de 1987 a 2003.[1]
Brian Marsden era especialista em mecânica celeste e astrometria. Era conhecido por encontrar cometas e asteroides que se acreditava perdidos.[1] Era conhecido por prever o retorno do cometa Swift-Tuttle, que havia sido descoberto em 1862 e que geralmente se presumia que planejava reaparecer por volta de 1981; Marsden previu que o cometa retornaria no final de 1992, uma previsão que se provou correta. Em 1998, ele foi descrito como um "alegre arauto do medo", após prever que havia uma chance de que em 2028 um asteroide poderia colidir com a Terra, causando devastação.[2]
Marsden ganhou muitos prêmios por seu trabalho, incluindo o Prêmio Dirk Brouwer da Sociedade Astronômica Americana, e atuou em muitos comitês astronômicos internacionais.[2]
Ele se casou, em 1964, com Nancy Lou Zissell, que lhe deixou um filho e uma filha.[2]
Marsden descobriu o asteroide 37556 Svyaztie.
Referências