Breno Mello

Breno Mello
Breno Mello em 1959.
Nome completoBreno Higino de Mello
Nascimento
Morte
11 de julho de 2008 (76 anos)

Nacionalidadebrasileiro
Estatura1,78m
Ocupaçãoator e jogador de futebol
Principais trabalhosOrfeu

Breno Higino de Mello (Porto Alegre, 7 de setembro de 1931 — Porto Alegre, 11 de julho de 2008) foi um ator e jogador de futebol brasileiro.[1]

Carreira futebolística

Breno Mello morou no bairro Niterói, na cidade de Canoas (vizinha de Porto Alegre), onde outros craques como Paulo Roberto Falcão (Rua Itália, Bairro Niterói, Canoas) e João Batista da Silva (Rua Curupaiti, no Bairro Niterói), ambos iniciaram jogando futebol nos campos da várzea. Começou a jogar no São José de Porto Alegre, onde nasceu e de destacou no Renner[2] da mesma cidade, clube pelo qual se tornou campeão gaúcho de 1954[3][4], quebrando a hegemonia da dupla Grêmio e Internacional[1][5][6][7], e ídolo nos anos 1950[8]. Breno foi integrante da seleção gaúcha de 1955.[8]

Em 1957, chegou ao Corinthians. Estreou em 9 de março, na vitória sobre o Olympic Club por 4 a 2, em partida amistosa. Ficou no clube apenas naquele mês, onde disputou 4 jogos amistosos e marcou 2 gols.

No mesmo ano, atuou pelo Santos, onde esteve presente em 6 jogos anotando 2 gols.[9] Um dos jogos foi a última partida do Rei Pelé[5] como amador, o amistoso disputado em 20 de junho de 1957, em Paranaguá, diante do Rio Branco local, no qual Breno marcou um dos gols da vitória por 3x2.[9]

Em 1958, chegou ao Fluminense.[3]

Já esquecido, Breno Mello chegou em 1964 ao Água Verde (hoje Paraná Clube), onde foi embora sem causar impacto, sendo apenas reserva.[4]

De Curitiba, Breno se mudou para Novo Hamburgo, onde parou de jogar no Novo Hamburgo.[4]

Títulos

Renner[8]

Carreira de ator

Bruno atuando em Orfeu Negro ao lado de Marpessa Dawn

Em 1959, quando defendia o Fluminense, recebeu um convite para estrelar Orfeu Negro (Orphée Noir em francês), dirigido pelo cineasta francês Marcel Camus. Ele foi o escolhido entre os mais de trezentas candidatos ao papel.[5][7][4] No filme, ele contracenou com a atriz Marpessa Dawn e cantou as canções "A Felicidade" e "Manhã de Carnaval", tendo sido dublado por Agostinho dos Santos.[10] O filme ganhou inúmeros prêmios, entre os quais a Palma de Ouro em Cannes, em 1959,[11] o Globo de Ouro e o Oscar de filme estrangeiro em 1960.[1][5][4] O filme também contribuiu para o grande sucesso da bossa nova no exterior.[carece de fontes?]

Breno fez depois mais cinco filmes.[5]

Até 2004 Mello esteve distante das telas e, desde então, foi procurado para aparecer no documentário para televisão À la recherche d'Orfeu Negro, para falar do impacto causado pelo filme Orfeu Negro na música brasileira.[carece de fontes?]

Breno participa do documentário Renner - o Papão de 54, de Alexandre Derlam, lembrando a façanha do seu antigo clube.[7]

Filmografia

  • 1959 - Orfeu Negro.... Orfeu
  • 1963 - Os Vencidos
  • 1963 - Rata de puerto
  • 1964 - O Santo Módico
  • 1973 - O Negrinho do Pastoreio.... negro
  • 1988 - Prisioneiro do Rio.... Silêncio

Vida pessoal

Breno Mello foi casado com Liége Lourdes dos Santos Mello e teve quatro filhos, Jorge, Paulo, Susete e Liéte Mello. Ele também viveu em Florianópolis, no estado de Santa Catarina, ao lado de Amelina Santos Corrêa, conhecida como Mana, com quem teve sua filha mais nova, Letícia Mello.[carece de fontes?]

Morte

Breno Mello faleceu aos 76 anos, vítima de um infarto.[1][5][7]

Referências

  1. a b c d «Que fim levou? BRENO MELLO... Ex-meia do Flu, Renner e Santos». Terceiro Tempo. Consultado em 20 de novembro de 2022 
  2. «Renner - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  3. a b «Breno, o Orfeu: um ator de Oscar no Água Verde | Blog Boleiros e Barangas». globoesporte.com. 24 de fevereiro de 2015. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  4. a b c d e «Um Oscar passou por aqui». ge. 27 de fevereiro de 2019. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  5. a b c d e f «Folha de S.Paulo - Breno Higino Mello (1931-2008): Orfeu foi negro e jogador de futebol - 15/07/2008». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  6. Src='https://Secure.gravatar.com/Avatar/3c1cdb0c1133eacde1df1ceea38c2b2b?s=160, <img Alt=; #038;d=mm; Srcset='https://Secure.gravatar.com/Avatar/3c1cdb0c1133eacde1df1ceea38c2b2b?s=320, #038;r=g'; #038;d=mm; Decoding='async'/>, #038;r=g 2x' Class='avatar Avatar-160 Photo' Height='160' Width='160' (11 de fevereiro de 2015). «Memória da Bola: jogo de futebol entre árbitros e jornalistas». CANHOTA 10. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  7. a b c d «Opinião | Morreu Breno Mello, o 'Orfeu Negro'». Estadão. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  8. a b c «Ídolos rennistas». Renner Vive!. 25 de abril de 2021. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  9. a b sfcadmin (25 de junho de 2017). «Memória: Pelé assinava o primeiro contrato como profissional do Santos FC». Santos Futebol Clube. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  10. Nascimento, Henrique (4 de março de 2024). «Brasil já ganhou o Oscar, mas não trouxe a estatueta para casa». Rolling Stone Brasil. Consultado em 9 de setembro de 2024 
  11. «História Hoje: "Orfeu Negro" recebe Palma de Ouro». Agência Brasil. 15 de maio de 2024. Consultado em 9 de setembro de 2024 

Ligações externas