Brachycephalus lulai
Brachycephalus lulai
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Brachycephalus lulai Bornschein et al., 2025 | |||||||||||||||
Brachycephalus lulai é uma espécie de pequeno anuro da família Brachycephalidae, endêmica da Mata Atlântica do Brasil. É uma das mais de 40 espécies descritas no gênero Brachycephalus e apresenta relação filogenética mais próxima com Brachycephalus auroguttatus e Brachycephalus quiririensis.[1]
B. lulai é uma espécie de pequeno porte. Os machos adultos apresentam comprimento rostro-cloacal (CRC) variando entre 8,9 e 11,3 mm, enquanto as fêmeas são ligeiramente maiores, com CRC entre 11,7 e 13,4 mm. A espécie é classificada como um “sapinho-abóbora” , caracterizado por corpo mais arredondado e coloração mais viva quando comparado às espécies mais esguias e de coloração opaca do gênero, conhecidas como “pulgas-do-mato”.[1]
A pele é lisa na região dorsal e rugosa nas laterais do corpo. O focinho é arredondado quando observado em vista dorsal. A coloração geral é laranja brilhante, com manchas irregulares verdes a marron distribuídas pelos flancos e pela região ventral.[1]
O epíteto específico lulai homenageia Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil.[1][2] Ainda não foi avaliada pela UICN.[1]
Taxonomia
O gênero Brachycephalus, juntamente com Ischnocnema, compõe a família Brachycephalidae, que integra o clado mais amplo Brachycephaloidea. Os braquicefaloides são caracterizados de forma singular pelo desenvolvimento direto, no qual os indivíduos eclodem dos ovos já como versões miniaturizadas dos adultos, sem a fase larval de girino.[3]
A posição de Brachycephalus dentro do clado Brachycephaloidea é apresentada no cladograma abaixo:[4]
Mais de 40 espécies de Brachycephalus são atualmente reconhecidas.[5] Essas espécies são geralmente divididas em duas grandes subcategorias, ambas consideradas polifiléticas: os “sapinhos-abóbora”,[6] caracterizados por colorações vivas (vermelho, laranja, amarelo e padrões verdes) e corpo bufoniforme (mais robusto), e os “pulgas-do-mato”, caracterizados por coloração opaca e corpo leptodactiliforme (mais esguio).[1]
Brachycephalus lulai é reconhecido como pertencente ao grupo dos sapinhos-abóbora. Na descrição da espécie publicada em 2025, Bornschein e colaboradores testaram suas relações filogenéticas com espécies selecionadas do grupo de espécies Brachycephalus pernix, ao qual os autores hipotetizaram que B. lulai pertence. As análises recuperaram B. lulai em um clado politômico não resolvido juntamente com Brachycephalus auroguttatus e Brachycephalus quiririensis, ambas conhecidas da mesma região geográfica.[1]
Distribuição
A espécie é endêmica do Brasil e ocorre na região da Serra do Quiriri, no nordeste do estado de Santa Catarina, dentro do domínio da Mata Atlântica.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g h Bornschein, Marcos R.; Pie, Marcio R.; Nadaline, Júnior; Confetti, André E.; Blackburn, David C.; Stanley, Edward L.; Mari, Renata de Britto; Alves, Gabriel Silveira; Sandretti-Silva, Giovanna; Lima, Felipe Farias de Andrade; Ribeiro, Luiz F. (10 de dezembro de 2025). «A new species of Brachycephalus (Anura: Brachycephalidae) from Serra do Quiriri, northeastern Santa Catarina state, southern Brazil, with a review of the diagnosis among species of the B. pernix group and proposed conservation measures». PLOS One. 20 (12): e0334746. doi:10.1371/journal.pone.0334746
- ↑ «Nova espécie de sapo brasileiro é batizada em homenagem ao presidente Lula; veja imagem». Estadão. Consultado em 16 de dezembro de 2025
- ↑ Hedges, S. Blair; Duellman, William E.; Heinicke, Matthew P. (31 de março de 2008). «New World direct-developing frogs (Anura: Terrarana): Molecular phylogeny, classification, biogeography, and conservation». Zootaxa. 1737 (1): 1–182. doi:10.11646/zootaxa.1737.1.1
- ↑ Fouquet, Antoine; Kok, Philippe J. R.; Recoder, Renato Sousa; Prates, Ivan; Camacho, Agustin; Marques-Souza, Sergio; Ghellere, José Mario; McDiarmid, Roy W.; Rodrigues, Miguel Trefaut (fevereiro de 2024). «Relicts in the mist: Two new frog families, genera and species highlight the role of Pantepui as a biodiversity museum throughout the Cenozoic». Molecular Phylogenetics and Evolution. 191 (107971). doi:10.1016/j.ympev.2023.107971
- ↑ «Brachycephalus Fitzinger, 1826 | Amphibian Species of the World». amphibiansoftheworld.amnh.org. Consultado em 16 de dezembro de 2025
- ↑ Condez, Thais H; Haddad, Célio F B; Zamudio, Kelly R (28 de fevereiro de 2020). «Historical biogeography and multi-trait evolution in miniature toadlets of the genus Brachycephalus (Anura: Brachycephalidae)». Biological Journal of the Linnean Society (em inglês) (3): 664–686. ISSN 0024-4066. doi:10.1093/biolinnean/blz200. Consultado em 16 de dezembro de 2025
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