Botanic Gardens Conservation International

Botanic Gardens Conservation International
História
Fundação
Quadro profissional
Sigla
(en) BGCI
Tipo
Estado legal
Domínio de atividade
Sede social
País
Organização
Empregados
15 ()
17 ()
18 ()
21 ()
31 ()
Afiliação
ArbNet (en)
Receita líquida
2 982 438 libra esterlina ()
1 443 656 libra esterlina ()
3 018 671 libra esterlina ()
2 004 637 libra esterlina ()
2 714 052 € ()
2 019 262 libra esterlina ()
2 344 202 libra esterlina ()
2 950 433 libra esterlina ()
3 172 528 libra esterlina ()
3 131 824 libra esterlina ()
Website

Botanic Gardens Conservation International (BGCI) é uma organização beneficente dedicada à conservação de plantas, com sede em Kew, Surrey, Inglaterra. É uma associação que trabalha com 800 jardins botânicos em 118 países, formando a maior rede de conservação de plantas do mundo.

Fundada em 1987, a BGCI é uma instituição de caridade registrada no Reino Unido,[1] e seus membros incluem, entre outros, o Royal Botanic Gardens, Kew e o Real Jardim Botânico de Edimburgo, considerados dois de seus principais apoiadores. O fundador e diretor entre 1987 e 1993 foi o professor Vernon H Heywood. Em 1994 foi sucedido pelo Dr. Peter Wyse Jackson, como Secretário-Geral, que liderou a BGCI até 2005, quando Sara Oldfield assumiu o cargo. Em 2016, Paul Smith tornou-se Secretário-Geral interino da BGCI, posição que ocupa atualmente.

O patrono da BGCI é Carlos III. Lady Suzanne Warner presidiu a organização de dezembro de 1999 a dezembro de 2004 e recebeu uma Ordem do Império Britânico (OBE) nas honras de Ano Novo de 2006 pelos serviços prestados à conservação de plantas.[2]

Dedicada à conservação de plantas e à educação ambiental, a instituição apoia e promove as atividades dos jardins que a integram. Sua missão oficial é "mobilizar jardins botânicos e engajar parceiros na proteção da diversidade vegetal para o bem-estar das pessoas e do planeta".

Como organização global, a BGCI mantém projetos em vários países, com destaque para iniciativas na China — onde metade das magnólias selvagens estão ameaçadas —, América do Norte, Oriente Médio e Rússia. Entre seus principais projetos estão a criação de bancos de dados pesquisáveis on-line, como o Garden Search, que lista os jardins botânicos do mundo, e o Plant Search, que registra as plantas cultivadas nos jardins participantes.[3]

Em 18 de janeiro de 2008, a BGCI declarou que "400 plantas medicinais estão em risco de extinção devido à coleta excessiva e ao desmatamento, ameaçando a descoberta de futuras curas para doenças". Entre elas estavam os teixos (cuja casca é usada para medicamentos contra o câncer, como o paclitaxel), Hoodia gordonii (da Namíbia, utilizada em tratamentos para perda de peso), metade das magnólias (usadas na medicina chinesa há 5 mil anos para combater câncer, demência e doenças cardíacas) e o açafrão de outono (para tratamento da gota). O estudo também descobriu que 5 bilhões de pessoas dependem da medicina tradicional baseada em plantas para cuidados de saúde.

Em 2017, a BGCI publicou uma lista com 60 065 espécies de árvores em todo o mundo, com base em informações fornecidas por seus membros, com o objetivo de identificar árvores em risco de extinção e orientar esforços de conservação.[4]

Em 2021, o BGCI lançou o relatório Estado das Árvores do Mundo, resultado de cinco anos de pesquisa conduzida pela Avaliação Global de Árvores (GTA). É uma das primeiras avaliações sobre árvores ameaçadas no planeta. Examinando 60 mil espécies de árvores, o relatório revelou que 30% delas (17 500) estão atualmente em risco de extinção,[5] o dobro do número de espécies ameaçadas de mamíferos, aves, anfíbios e répteis ameaçados combinados. O estudo reuniu dados de mais de 60 parceiros institucionais, incluindo jardins botânicos, instituições florestais e universidades, além da contribuição de mais de 500 especialistas ao longo dos cinco anos de pesquisa.

Ligações externas

  1. «Botanic Gardens Conservation International, registered charity no. 1098834». Charity Commission for England and Wales 
  2. «OBE for Lady Suzanne Warner». BCGI. Arquivado do original em 14 de abril de 2013 
  3. «GlobalTreeSearch». Botanic Gardens Conservation International. 2017. Consultado em 5 de abril de 2017 
  4. Beech, E.; Rivers, M.; Oldfield, S.; Smith, P. P. (23 de março de 2017). «GlobalTreeSearch – the first complete global database of tree species and country distributions». Journal of Sustainable Forestry. 36 (5): 454–489. ISSN 1054-9811. doi:10.1080/10549811.2017.1310049 
  5. BGCI (2021). «State of the World's Trees» (PDF)