Bossa Sempre Nova (álbum)
| Bossa Sempre Nova | |||||
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| Álbum de estúdio de Luísa Sonza, Roberto Menescal e Toquinho | |||||
| Lançamento | 13 de janeiro de 2026 | ||||
| Gênero(s) | Bossa nova | ||||
| Duração | 41:11 | ||||
| Idioma(s) | Português | ||||
| Formato(s) | |||||
| Gravadora(s) | Sony | ||||
| Produção |
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| Cronologia de Luísa Sonza | |||||
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| Cronologia de Roberto Menescal | |||||
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| Cronologia de Toquinho | |||||
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| Singles de Bossa Sempre Nova | |||||
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Bossa Sempre Nova é um álbum de estúdio da cantora e compositora brasileira Luísa Sonza, em colaboração com os músicos brasileiros Roberto Menescal e Toquinho.[1][2] Lançado em 13 de janeiro de 2026 pela Sony, foi produzido por Menescal, Toquinho e Douglas Moda, onde o disco é musicalmente inspirado e voltado ao gênero bossa nova e apresenta releituras de clássicos do estilo, além de uma canção inédita intitulada "Um Pouco de Mim" composta por Sonza e Menesca. Luísa afirmou que o álbum veio a partir que o gênero bossa nova se tornar uma de suas principais referências musicais, manifestando seu desejo a um trabalho especifico ao estilo. Para promover Bossa Sempre Nova, ela usou suas plataformas sociais para anunciar oficialmente o álbum, revelando o título, a capa e seus colaboradores Menescal e Toquinho, além de se apresentar em um show intimista no Blue Note, em São Paulo logo após o lançamento.
Após o lançamento, Bossa Sempre Nova recebeu críticas mistas a positivas dos críticos musicais; elogiando o desempenho vocal de Sonza a atmosfera orgânica e a reverência ao gênero, enquanto as críticas o consideraram a adequação da cantora ao estilo questionável e a falta de inovação convincente em comparação com versões icônicas das músicas regravadas. Comercialmente, o álbum alcançou o primeiro lugar no ranking de álbuns do iTunes Brasil e do Apple Music em menos de 24 horas após o lançamento, além de alcançar o top 10 em Portugal e também no ranking de outros cinco países.
Antecedentes e desenvolvimento
Em 2023, Luísa Sonza lançou seu terceiro álbum de estúdio, Escândalo Íntimo. A faixa de maior destaque foi "Chico", uma canção de bossa nova escrita em homenagem ao então namorado da cantora. A música alcançou o primeiro lugar nas principais plataformas de streaming do Brasil e recebeu ampla repercussão positiva da crítica e do público. Entre os elogios, destacou-se o do produtor e compositor Roberto Menescal, um dos nomes centrais da bossa nova, que entrou em contato com Sonza após o lançamento para propor uma colaboração. Como resultado, "Chico" ganhou uma versão em inglês produzida por Menescal. A recepção favorável da faixa levou a cantora a se aprofundar no gênero.[3]
Durante a produção de seu quarto álbum de estúdio solo, provisoriamente intitulado LS4, com lançamento previsto para 2026,[4] Luísa Sonza passou a utilizar o gênero como uma de suas principais referências musicais. Ao longo do desenvolvimento do projeto, a cantora percebeu que a bossa nova extrapolava o conceito inicialmente planejado para o disco e manifestou o desejo de dedicar um trabalho específico ao estilo. Nesse contexto, o produtor Douglas Moda a convidou para participar do projeto musical We4 Sessions, no qual são realizadas regravações de canções. Moda sugeriu que a gravação fosse realizada em colaboração com Roberto Menescal, que já mantinha contato com a cantora. A experiência no We4 Sessions permitiu que Sonza canalizasse seu interesse pela bossa nova, levando-a a decidir pela produção de um álbum inteiramente dedicado ao gênero. Em entrevista à revista Veja, a cantora confirmou que sua edição do We4 Sessions, gravada em parceria com Menescal, será lançada posteriormente.[3]
Foi totalmente natural e orgânico, e a ideia de trazer esse espírito do ao vivo foi levada para o álbum. Esse será o grande diferencial do projeto: tudo foi feito ao vivo, já que a maioria são regravações, mas com arranjos totalmente diferentes, além da minha contribuição em interpretação, escolhas vocais e repertório.[3]
Dentre as músicas escolhidas para o projeto, duas são parcerias entre Toquinho e Vinicius de Moraes: "Carta ao Tom 74" e "Tarde em Itapoã"[5]. A partir disso, Sonza demonstrou o desejo de convidar Toquinho para participar do álbum. Foi então que Douglas Moda sugeriu formalizar o convite ao músico. A cantora acreditava que Toquinho não aceitaria a proposta; no entanto, ao ser convidado, o artista concordou em participar do projeto, o que surpreendeu Sonza.[3]
Ainda na entrevista à Veja, Sonza destacou o cuidado de Menescal e Toquinho ao rearranjar canções consagradas do repertório da bossa nova, ressaltando o caráter artesanal das gravações, realizadas ao vivo entre o Rio de Janeiro e São Paulo.[3]
Ao ser questionada sobre o significado do álbum, Sonza afirmou que o projeto representa um período de leveza e segurança em sua carreira, marcado por menor pressão da indústria musical após um ano sem lançamentos. Segundo a cantora, a bossa nova refletiu esse momento de calmaria emocional e profissional, que ela descreveu como algo além do que havia imaginado para si.[3]
Promoção e lançamento
No início de janeiro de 2026, Luísa Sonza anunciou seu álbum Bossa Sempre Nova. O anúncio confirmou o título, a capa do disco e a colaboração com os músicos Roberto Menescal e Toquinho.[4] Em publicação no Instagram, a cantora afirmou: “Este é um projeto que nasceu de forma muito natural, a partir de algo que eu já vinha fazendo há algum tempo. Dividi-lo com essas lendas da bossa foi uma honra”.[4][6]
Nos comentários da publicação, Toquinho destacou o cuidado dedicado ao projeto, afirmando: “Tudo foi criado com muito carinho, dedicação e respeito a você e ao seu trabalho. É importante uma representante da sua geração se debruçar em canções que fizeram parte da história da música brasileira”.[4][6] Roberto Menescal, por sua vez, elogiou a interpretação de Sonza, escrevendo: “Luísa, estou muito feliz especialmente porque sei que a bossa nova ganhou uma grande intérprete da nova geração de cantoras. Obrigado pelo convite. Ficou lindo o álbum”.[4]
Quatro dias depois, foi divulgada a lista de faixas, composta por 13 clássicos da bossa nova e uma canção inédita, intitulada “Um Pouco de Mim”, escrita por Sonza em parceria com Menescal.[7][1] Na mesma ocasião, foram confirmados o videoclipe da regravação de “Consolação” e um minidocumentário com os bastidores do projeto.[1]
O disco foi lançado em 13 de janeiro de 2026,[8] com produção musical assinada por Roberto Menescal, Toquinho e Douglas Moda,[1][9] produtor de longa data da cantora.[2] Por ocasião do lançamento, Luísa Sonza apresentou o projeto em primeira mão à imprensa durante um evento realizado no Blue Note, em São Paulo.[6]
Recepção da crítica
| Críticas profissionais | |
|---|---|
| Pontuações agregadas | |
| Fonte | Avaliação |
| Album of The Year | 50/100[10] |
| Rate Your Music | 2.1/5[11] |
| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| G1 | |
| G1 | 6,5/10[12] |
| Folha de S.Paulo | |
Bossa Sempre Nova recebeu criticas a maioria mista a positiva.[14] As criticas positivas elogiaram o disco por sua fidelidade ao estilo clássico da bossa nova e pela textura orgânica do álbum, além de uma releitura interessante e contemporânea da bossa nova, combinando elementos do estilo com uma sensibilidade atual, o que, segundo esses críticos, pode ajudar a conectar novas gerações ao gênero. Porém, por outro lado, outros críticos criticaram o encaixe de Sonza ao gênero, apontando que a cantora não se encaixa plenamente na estética da bossa nova, criticando aspectos como o uso vocal e a interpretação de standards consagrados.[15]
Mauro Ferreira, do G1, avaliou positivamente o álbum, destacando sua fidelidade ao gênero. Segundo o crítico, Luísa Sonza apresenta “um álbum de textura orgânica, extremamente reverente à bossa nova”, afastando-se de abordagens subversivas e apostando em interpretações clássicas. Ferreira também elogiou a destreza vocal da cantora ao revisitar standards do gênero e concordou com Roberto Menescal, afirmando que Sonza se mostra uma intérprete legítima da bossa nova.[1]
Por outro lado, Felipe Maia, da Folha de S.Paulo, avaliou o projeto de forma negativa, afirmando que a cantora não se adequa plenamente ao estilo. Embora tenha elogiado a instrumentação do disco, o crítico apontou que os vocais de Sonza destoam da estética da bossa nova. Ao analisar a regravação de "O Barquinho", Maia afirmou que "está nítido ali um ímpeto vocal ancorado em maneirismos entre seu pop, como se tornou famosa, e a vaneira, de suas origens como cantora de banda de baile do Sul do Brasil", acrescentando que "vibratos e divisões quadradas destoam da harmonia enxuta da canção, consagrada na voz contida de Nara Leão".[13]
Desempenho comercial
Bossa Sempre Nova alcançou o primeiro lugar no ranking de álbuns do iTunes Brasil e do Apple Music em menos de 24 horas após o lançamento. O impacto refletiu-se rapidamente em outros mercados: no Apple Music, o disco figurou entre os mais ouvidos em países como Portugal, onde entrou no top 10, além de aparecer nos rankings da Argentina, Paraguai, Angola e Moçambique. No iTunes, além da liderança no Brasil, o álbum também passou a integrar o ranking da Turquia.[16]
Lista de faixas
| Bossa Sempre Nova – Edição padrão[17] | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Produtor(es) | Duração | ||||||
| 1. | "Consolação" |
|
2:51 | |||||||
| 2. | "Só Tinha de Ser Com Você" |
|
2:34 | |||||||
| 3. | "Você" |
|
2:54 | |||||||
| 4. | "Carta ao Tom 74" |
|
|
2:34 | ||||||
| 5. | "Samba de Verão" |
|
2:35 | |||||||
| 6. | "Triste" | Jobim |
|
3:15 | ||||||
| 7. | "Águas de Março" | Jobim |
|
3:03 | ||||||
| 8. | "Onde Anda Você" |
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|
2:32 | ||||||
| 9. | "Nós e o Mar" |
|
|
3:30 | ||||||
| 10. | "O Barquinho" |
|
|
2:51 | ||||||
| 11. | "Um Pouco de Mim" |
|
|
3:54 | ||||||
| 12. | "Ah! Se Eu Pudesse" |
|
|
2:36 | ||||||
| 13. | "Tarde em Itapoã" |
|
|
3:19 | ||||||
| 14. | "Diz Que Fui Por Aí" |
|
|
2:35 | ||||||
Duração total: |
41:11 | |||||||||
Histórico de lançamento
| Região | Data | Volume | Formato(s) | Gravadora | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| Várias | 13 de janeiro de 2026 | Padrão | Sony | [17] |
Notas e referências
Notas
- ↑ O título "LS4" é provisório e pode ser alterado até o lançamento oficial do álbum.
Referências
- ↑ a b c d e f Ferreira, Mauro (13 de janeiro de 2026). «Luísa Sonza canta bossa nova com fluência e reverência em grande álbum dissociado do som da geração da artista». G1. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ a b Nolla, Thiago (14 de janeiro de 2026). «Em parceria com Toquinho e Roberto Menescal, Luísa Sonza lança o álbum 'Bossa Sempre Nova'». CinePOP. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ a b c d e f Miyashiro, Kelly (14 de janeiro de 2026). «Luísa Sonza lança álbum 'Bossa Sempre Nova': "Respeito muito a música brasileira"». Veja. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ a b c d e Caputo, Gabriela. «Luísa Sonza anuncia álbum de Bossa Nova com Roberto Menescal e Toquinho». Terra. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ Torres, Leonardo (14 de janeiro de 2026). «8 curiosidades sobre "Bossa Sempre Nova", álbum novo de Luísa Sonza». POPline. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ a b c Guidotte, Gabriela (13 de janeiro de 2026). «Luísa Sonza lança projeto 'Bossa Sempre Nova' ao lado de Roberto Menescal e Toquinho». Quem. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Luísa Sonza: veja tracklist do álbum 'Bossa Sempre Nova'». Billboard Brasil. 10 de janeiro de 2026. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Luísa Sonza posa relaxada em dia de lançamento do álbum 'Bossa Sempre Nova': 'Prontinha'». Marie Claire. 13 de janeiro de 2026. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Luísa Sonza lança álbum de Bossa Nova com Menescal e Toquinho». R7 Entretenimento. R7. 13 de janeiro de 2026. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ {{citar web|url=https://www.albumoftheyear.org/album/1606414-luisa-sonza-bossa-sempre-nova.php |título= Luísa Sonza, Roberto Menescal & Toquinho |data=s.d. |acessodata=2026-01-17 |editora= s.d.}}
- ↑ "rateyourmusic">«Bossa Sempre Nova». rateyourmusic. S.d. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ Guerra, Dora (15 de janeiro de 2026). «Disco de bossa nova de Luísa Sonza é correto e bonito, mas falta… bossa; leia crítica». G1. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ a b Maia, Felipe (14 de janeiro de 2026). «Crítica: Luisa Sonza não se destaca como intérprete em disco de bossa nova». Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Disco de bossa nova de Luísa Sonza é correto e bonito, mas falta… bossa; leia crítica | Web Rádio NelSons». www.nelsons.com.br. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Crítica: Luisa Sonza não se destaca como intérprete em disco de bossa nova». Folha de S.Paulo. 14 de janeiro de 2026. Consultado em 17 de janeiro de 2026
- ↑ Andrade, Victória (15 de janeiro de 2026). «"Bossa Sempre Nova" coloca Luísa Sonza no topo das plataformas musicais». Lorena. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ a b Bossa Sempre Nova de Luísa Sonza, Roberto Menescal & Toquinho no Apple Music, 13 de janeiro de 2026, consultado em 14 de janeiro de 2026


