Bois Don't Cry

 Nota: Este artigo é sobre a canção dos Mamonas Assassinas. Para outros significados, veja Boys Don't Cry.
"Bois Don't Cry"
Canção de Mamonas Assassinas
Lançamento23 de junho de 1995 (1995-06-23)
Formato(s)
Gravação1995
Gênero(s)brega
Duração2:59
Gravadora(s)EMI
ComposiçãoDinho
ProduçãoRick Bonadio

"Bois Don't Cry" é uma canção da banda de rock cômico Mamonas Assassinas, lançada originalmente no álbum homônimo de estreia e único do grupo.[1] O título da canção é uma paródia de "Boys Don't Cry", de The Cure. O vocalista Dinho performa a canção de forma parecida com o músico Waldick Soriano. Durante a música, há o uso de melodias das canções "Tom Sawyer", da banda Rush, e "The Mirror", de Dream Theater.[2].

A música leva o nome de "Bois Don't Cry" o que já mostra o tom levemente irônico da música dos Mamonas Assassinas, trocando a palavra em inglês "boys" (meninos) por "bois", plural de "boi", gíria para homem traído no Brasil, transformando a dor do amor em uma ironia sobre a figura do homem "corno" brasileiro. A letra é cantada com humor, sobre a situação de um homem que aceita a traição da parceira, e lida com a situação de forma bem-humorada e de certo modo, até orgulhosa, como é cantado nos versos "Sou corno, mas sou feliz" e "Sou um corno apaixonado / Sei que já fui chifrado / Mas o que vale é tesão". Essa abordagem subverte o estigma do corno, tornando-o motivo de piada e aceitação, em vez de vergonha.[3]

Além disso, a canção combina elementos do sertanejo e do brega (evocando nomes como Waldick Soriano) com toques de rock progressivo, criando um contraste entre o drama da letra e a leveza da melodia. As metáforas, como a parte que diz "Ela é uma vaca e eu sou um touro", reforça o jogo de duplo sentido: além de sugerirem um casal "bovino", fazem alusão à gíria "boi" para homem traído e à palavra "vaca", que pode aparecer como um insulto dirigidos a mulheres vistas como infiés. E nos versos como "na cama, quando inflama / Por outro nome me chama" tratam a traição como ironia, enquanto o personagem reage com passividade e até certo orgulho, realçando o tom satírico e a crítica à masculinidade e ao machismo presentes na cultura popular brasileira.

Referências

  1. Bois Don't Cry, 1 de janeiro de 1995, consultado em 7 de setembro de 2023 
  2. Miranda, Igor (23 de junho de 2020). «Mamonas Assassinas: as referências a outros artistas e bandas no único disco». Igor Miranda. Consultado em 6 de setembro de 2023. Arquivado do original em 31 de agosto de 2023 
  3. «Significado da música BOIS DON'T CRY (Mamonas Assassinas)». Letras.mus.br. Consultado em 19 de novembro de 2025