Beto Caju
| Beto Caju | |
|---|---|
| Nome completo | Alberto Narcizo da Cruz Neto |
| Nascimento | 25 de junho de 1978 (47 anos) Aracaju, Sergipe, |
| Gênero(s) | forró eletrônico |
| Ocupação | |
| Instrumento(s) | percussão |
| Período em atividade | 1999–presente |
| Outras ocupações | Prefeito de Carmópolis (2017–2020) |
| Afiliação(ões) |
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Alberto Narcizo da Cruz Neto (Aracaju, 25 de junho de 1978), mais conhecido como Beto Caju, é um compositor, produtor musical e percussionista brasileiro[1]. Também atuou na vida pública, tendo exercido o cargo de prefeito do município de Carmópolis, no estado de Sergipe.[2]
Informações gerais
Beto Caju é compositor de grandes sucessos da música popular brasileira, interpretados por artistas e grupos de destaque como Banda Calypso, Calcinha Preta,[3] Magníficos, Limão com Mel, Noda de Caju, Brasas do Forró, Cavaleiros do Forró,[4] Banda Líbanos, Aviões do Forró, Fogo na Saia, Leonardo, Daniel, Cristiano Araújo, Léo Magalhães, César Menotti & Fabiano, Asa de Águia e Zé Felipe, entre outros.[5]
É um dos principais compositores associados à Banda Calypso, com 43 canções gravadas pelo grupo,[6] além de 63 composições registradas pela Calcinha Preta.[7] Ao longo de sua trajetória, estima-se que suas obras tenham ultrapassado a marca de mil gravações, interpretadas por centenas de bandas de forró e artistas de diversos gêneros populares, incluindo axé, pop e sertanejo.
Dentre suas composições mais conhecidas estão: “Carta Branca”, “A Lua me Traiu”, “Duas Paixões, Dois Amores”, “Sai Solidão”, “Mágica”, “Você Mente”, “Pétalas de Neon”, “Chá de Semancol”, “Ponto Final” e “É Chamego ou Xaveco?”.
Carreira musical
O despertar musical de Beto Caju ocorreu em 1999, quando começou a atuar como percussionista em bandas de forró do circuito regional, como Forró Brasil, Raio da Silibrina, Amor a Mil e Os Corcéis. Em seguida, trabalhou como músico freelancer, acompanhando artistas como Chico Queiroga, Lula Ribeiro e José Orlando, conhecido como “O Pistoleiro do Amor”, experiências que contribuíram para sua formação musical e consolidação profissional.[8]
Em 2000, Beto Caju e Marquinhos Maraial — este último vocalista e sócio proprietário do projeto — fundaram a banda Os Corceis. O grupo permaneceu em atividade até meados de 2003, período em que lançou três álbuns: Os Corceis – Vol. 1, Os Corceis – Vol. 2 e Marquinhos Maraial & Os Corceis – Ao Vivo. Após esse ciclo de lançamentos, a banda encerrou suas atividades.
Sua primeira composição de destaque foi "Pra Recomeçar", gravada pela banda Brasas do Forró em 2000, marcando o início de sua projeção no cenário do forró eletrônico. No mesmo ano, teve a composição "Eclipse Total", versão em português de "Africa", da banda Toto, incluída no álbum "O Forró do Ano 2000", gravado pela banda Capim com Mel.
Em 2002, a canção "Ponto Final" foi gravada pela banda Limão com Mel no álbum "Toma Conta de Mim". Ainda em 2002, a composição "Carta Branca", escrita em parceria com Marquinhos Maraial, foi gravada pela banda Magníficos,[9] tornando-se um grande sucesso no forró e, posteriormente, ganhando projeção nacional ao ser registrada pelo grupo Araketu e, anos depois, por Gusttavo Lima no álbum Buteco do Gusttavo Lima.[10]
Entre as composições românticas de maior destaque está "Sai Solidão", escrita em parceria com Chrystian Lima e lançada originalmente em 2002/2003 pela Banda Líbanos no álbum Renascerá, Vol. 8. A canção tornou-se um clássico do grupo e foi regravada pela banda Calcinha Preta em 2004 e novamente em 2023 no projeto audiovisual Atemporal – Ao Vivo em Salvador.
Ainda em 2004, a Calcinha Preta gravou a canção "Mágica", considerada um dos maiores sucessos do grupo, enquanto a Banda Calypso lançou "A Lua Me Traiu", incluída no álbum Volume 6. No mesmo período, o cantor Daniel gravou a canção "Jogado na Rua", composta por Beto Caju e Marquinhos Maraial.
Entre suas composições para a banda Cavaleiros do Forró destacam-se "Avisa a Ela" (2004), "A Vontade Que Eu Tenho" (2004/2005) e "Senta Que É de Menta",[11] esta última passando a ser usada pela torcida do Esporte Clube Vitória em 2008.[12] Em 2024, lançou a composição "Não Superou", mantendo a parceria com Alex Padang.[13] Ao todo, mais de 35 canções de Beto Caju foram gravadas pelos Cavaleiros do Forró.
Em 2005, a canção "É Chamego ou Xaveco?", escrita com Marquinhos Maraial, ganhou destaque na interpretação de Kelly Key. No ano seguinte, em 2006, a banda Calcinha Preta lançou o álbum "Dois Amores, Duas Paixões", cuja faixa-título é de autoria de Beto Caju.
Outro sucesso foi "Agora Chora", composta com Chrystian Lima e lançada em 2009 no álbum Aviões do Forró, Vol. 6, interpretada por Xand Avião com participação de Joelma. A música ganhou nova versão com Solange Almeida, ampliando sua circulação no repertório do grupo.
Em 2010, "Arreia Cerveja", escrita com Edu Luppa, foi gravada por Leonardo no álbum Alucinação. No mesmo ano, a Banda Calypso lançou a versão em inglês de "Acelerou",[14] intitulada "Accelerate My Heart",[15] incluída na trilha sonora do filme Cupid's Arrow.[16] Outro destaque de 2010 foi "Perdoa", composta com Chrystian Lima, registrada pela Banda Calypso e posteriormente por Matogrosso & Mathias em 2014.[17]
Entre suas composições fora do forró eletrônico destacam-se “Trenzinho do Amor”, gravada pela banda Asa de Águia em 2012, e “Vou Colocar na TV”, registrada por César Menotti & Fabiano em 2013.
Beto Caju também se destacou por versões em português de canções internacionais, como “Pétalas Neon”, “Eu Me Rendo”, “A Rainha e o Rei”, “Magia Branca”, “Arco-Íris” e “I Love You”, gravadas pela banda Noda de Caju; “O Nosso Amor é 10”, gravada pela banda Fogo na Saia; e “Não Sou Feliz Mais”, registrada pela banda Moleca 100 Vergonha.
No sertanejo contemporâneo, suas composições incluem "Você Mente", gravada por Zé Felipe. Já no brega, "Se Mancol", escrita com Marquinhos Maraial e interpretada por Mylla Karvalho na banda Companhia do Calypso, tornou-se um grande sucesso.[18]
Artistas do forró tradicional também gravaram suas composições, como Flávio José – com as músicas “Pensei que Era Amor”, “Ressentimento” e “Enxugando Gelo” – e Adelmário Coelho – com “Cascalhos”[19] e “Nosso Amor é Assim”.[20]
Além da atuação como compositor, Beto Caju trabalhou como percussionista de estúdio, participando de gravações de mais de 50 bandas de forró e integrando projetos audiovisuais da Calcinha Preta, como os DVDs Mágica, 25 Anos e Mágica – O Espetáculo.[21]
Em 2025, a canção "Carta Branca" foi regravada pelo grupo Menos é Mais no EP "Molho", evidenciando a longevidade de sua obra.[22]
Referências
- ↑ «Beto Caju - Dicionário Cravo Albin»
- ↑ Silva, Célia (3 de agosto de 2018). «"Beto Caju" é o novo prefeito de Carmópolis (SE)». FAN F1. Consultado em 19 de junho de 2020
- ↑ «Banda Calcinha Preta anuncia a contratação de Bell Óliver». Música em Sergipe. 11 de agosto de 2015. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Cavaleiros do Forró aposta em álbum romântico». Portal SUCESSO!. 17 de fevereiro de 2024. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ SE, Fredson NavarroDo G1 (25 de junho de 2015). «Cristiano Araújo cantou música nova pela primeira vez no último show». São João 2015. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Pernambuco, Diario de (25 de julho de 2025). «Joelma participará de live em homenagem ao ritmo calypso no Recife | Diario de Pernambuco - Rumo aos 200 anos». www.diariodepernambuco.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «No Pará, Calcinha Preta revisita o passado para gravar o maior DVD da nova formação - Portal Leo Dias». portalleodias.com. 7 de dezembro de 2025. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Entre-Vistas | Beto Caju». A Voz do Cegonheiro. 14 de julho de 2023. Consultado em 19 de janeiro de 2026
- ↑ «Músicos cearenses fazem versões poéticas de 'forró das antigas' e viralizam nas redes sociais - Verso». Diário do Nordeste. 23 de fevereiro de 2022. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Baptista, Sharon (21 de agosto de 2025). «Direito autoral é questão de justiça: o papel do Ecad na valorização da cultura local». Tv Jornal. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «G1 > Brasil - NOTÍCIAS - 'Chupa que é de uva' e 'Senta que é de menta' são os hits do São João». g1.globo.com. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ DevRocket <devrocket.com.br>, Futebol Interior <futebolinterior com br> | (28 de abril de 2008). «BA: "Senta que é de menta" vira o novo hit do Vitória». Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Cavaleiros do Forró continua com seu projeto romântico e lança "Não Superou"». R7 Entretenimento. 19 de fevereiro de 2024. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Relatório de Ecad - Novembro 2019 - Nacional Amazônia (3)» (PDF). EBC. 1 de novembro de 2019. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Cantando em inglês, Calypso investe em carreira internacional». Gazeta do Povo. 11 de fevereiro de 2009. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Redação (11 de novembro de 2010). «Calypso comemora música em filme americano e planeja CD em espanhol». OFuxico. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Brasil, Billboard (25 de abril de 2025). «Matogrosso e Mathias completam 50 anos de carreira com DVD - Billboard Brasil». Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Ferreira, Higor César (17 de dezembro de 2025). «Há 20 anos, a Companhia do Calypso parou a Terra do Sertanejo». Imprensa Criativa. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Adelmario Coelho lança 'Cascalhos', tributo poético à história da Bahia e do Brasil». bahia.ba. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Adelmário Coelho lança "Meu Universo Cotidiano"». www.correio24horas.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Calcinha Preta revive clássico de 2005 e grava em Belém o maior DVD da fase atual». MundoBA. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Brasil, Billboard (16 de outubro de 2025). «Menos é Mais: veja letra inédita 'Queria Ser Tu/Interfone'». Consultado em 20 de janeiro de 2026