Benny Guagliardi
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Benny Guagliardi [1] | |
| Data de nascimento | 11 de maio de 1937 | |
| Local de nascimento | São José do Rio Preto, Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Data da morte | 18 de janeiro de 2025 (87 anos) | |
| Local da morte | São José do Rio Preto, Brasil | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1956–1957 1957–1958 1958–1963 1963–1964 1964 1965 1966 1968 |
Rio Preto Corinthians Ferroviária Independiente → Boca Juniors (empr.) Gimnasia y Esgrima La Plata Rio Preto XV de Piracicaba |
25 (10) 18 (5) 3 (3) 29 (11) |
Benny Guagliardi[1] (São José do Rio Preto, 11 de maio de 1937 — São José do Rio Preto, 18 de janeiro de 2025) foi um futebolista brasileiro que atuava como ponta-esquerda.[1][2] Também foi conhecido como Beny, Beni ou Guagliardi, este último sobretudo quando jogou na Argentina.[3]
Notabilizou-se como um brasileiro integrante da primeira Copa Libertadores da América vencida por um clube argentino, o Independiente, na edição de 1964.[4] Naquele país, também defendeu Boca Juniors (em amistosos) e Gimnasia y Esgrima La Plata.[5] No Brasil, Benny sobressaiu especialmente no auge da Ferroviária de Araraquara.[3][2]
Carreira
Início
Revelado, em 1956,[6] pelo Rio Preto Esporte Clube, de sua cidade natal, incorporou-se em 1957 ao Corinthians.[3] Estreou em 9 de março pelos alvinegros, com gol, em vitória amistosa de 4–2 sobre o Olympic,[7] em Barbacena.[8] Naquele ano, o clube logrou um recorde de invencibilidade para si, em 37 partidas.[2]
A maior parte de seus jogos ocorreram ainda em 1957.[7] Dentre seus gols, Benny marcou em vitória de 5–0 sobre a Lazio, ocorrida no Pacaembu em 23 de junho de 1957,[9] abrindo o placar aos 9 minutos,[10] em quadrangular amistoso no qual também foi bem avaliado contra o Sevilla: "um jogador muito bom. Surpreendeu a todos no Pacaembu. Promete muito" foi a avaliação dada por A Gazeta Esportiva após o duelo com os espanhóis.[11]
Contudo, o jogador não agradou como corintiano;[7] esteve ao todo em 25 partidas pelo time, com dez gols marcados, onze vitórias, sete empates e sete derrotas,[3] em meio ao período de jejum do clube no campeonato estadual (1954-1977).[2] Em 1958, veio a participar de somente duas partidas (a última, em 20 de abril, 3–2, um 3–2 em Jundiaí sobre o Paulista), ambas amistosas.[7] Na sequência da carreira, entretanto, destacou-se em período forte da Ferroviária,[3] na qual chegou a ser colega do futuro ídolo palmeirense Dudu.[4]
A equipe de Araraquara obteve no estadual de 1959 sua melhor colocação na história, o terceiro lugar, abaixo de Santos e Palmeiras.[12] Dentre os dez gols (em 36 jogos) de Benny nessa campanha, ele marcou em 2–2 com o São Paulo dentro do Pacaembu; e, na Fonte Luminosa, encerrou vitória de 3–1 sobre o ex-clube do Corinthians.[13] A equipe também segurou 0–0 dentro do Vila Belmiro contra o Santos,[14] mesmo diante do time de Pelé.[13]
Em 1960, a "Locomotiva" também repercutiu por resultados em amistosos na Europa, notadamente por 2–0 sobre o Porto, 1–1 com o Sporting Lisboa e 1–1 com o Atlético de Madrid, dentre outros.[12] Nessa excursão, Benny marcou inclusive o primeiro gol internacional da Ferroviária, então treinada por Bauer. O lance ocorreu logo aos dois minutos dos 4–3 sobre o Nacional da Madeira, em Funchal.[15] A excursão também incluiu Moçambique, então território português, propiciando duelos contra o jovem Eusébio - ainda atleta amador por equipes locais e quase prospectado pela própria Ferroviária e então sugerido por Bauer ao Benfica, conforme Benny e outros remanescentes assinalaram em 2020 ao UOL.[16]
Nos estaduais de 1961 e de 1962 (ano em que, com Benny, perdeu de apenas 2–0 em jogo-treino contra a seleção brasileira, na preparação desta à Copa do Mundo), a equipe voltou a ser a melhor do interior de São Paulo,[17][18] firmando-se como o adversário interiorano com melhor retrospecto contra o Santos de Pelé - a exemplo da vitória de 4–0 obtida em 1960.[19] Os dois clubes chegaram a fazer a partida que valeu matematicamente o título paulista de 1961 ao Santos. Nela, Benny marcou um dos gols da Ferroviária no triunfo santista por 6–2 na Vila Belmiro sobre o elenco grená treinado por José Agnelli,[20] que era argentino,[21] mesma nacionalidade de Floreal Garro,[22] técnico de Benny na Ferroviária em 1962.[23]
Benny ainda defendeu a Ferroviária nos primeiros meses de 1963, chegando a marcar gols sobre Cúcuta (duas vezes em 4–0) e Atlético Nacional, vencido por 6–0 em meio a excursão por Colômbia e países da América Central - onde a "AFE" venceu cinco jogos em seis dos disputados contra as seleções do Panamá, de Honduras, de El Salvador, da Guatemala e da Costa Rica.[24]
Independiente

No início da década de 1960, futebolistas brasileiros estavam altamente valorizados no futebol argentino, com a dupla Boca Juniors (Orlando Peçanha, Dino Sani, Almir Pernambuquinho, Maurinho, Del Vecchio, Paulo Valentim e o treinador Vicente Feola, dentre outros) e River Plate (Moacir, Paulinho, Delém, Salvador e outros) encapando contratações que incluíam vencedores da Copa do Mundo FIFA de 1958 e outros com passagens pela seleção brasileira.[25][26][27] San Lorenzo (Ivo Diogo, Alfeu, Parobé e outros),[28] Newell's Old Boys (Juarez, João Cardoso, Roberto Belangero e outros),[29] Rosario Central (Rodrigues Tatu e outros)[30] e Argentinos Juniors (Airton Diogo e outros)[31] foram outras das principais equipes que importaram em grande escalada, assim como o Independiente.[2]
Antes de Benny, a equipe de Avellaneda havia já contratado Joãozinho Severiano, Lanzoninho e o treinador Osvaldo Brandão, todos em 1961.[2][32] A observação de times argentinos também chegava a clubes do interior de São Paulo, o que incluíra contratações de ex-jogadores do Corinthians de Presidente Prudente pelo Lanús (Zezé Gambassi) ou do XV de Piracicaba pelo Estudiantes de La Plata (Adamastor).[4] Benny chegou à Argentina em 1963, no mesmo ano em que o Independiente contratara para treinador um argentino com trânsito por clubes paulistas, Armando Renganeschi.[2] Este providenciara a contratação também de outro brasileiro, Agostinho Zeola, junto à Prudentina.[33][34] Outro que chegara ao clube naquele ano fora Paulo Berg, por sua vez vindo do Flamengo gaúcho, atual Caxias.[35]
Berg foi utilizado somente nas três primeiras rodadas do campeonato argentino de 1963. Já o primeiro jogo de Benny foi pela 4ª rodada, precisamente contra o Racing, em Clássico de Avellaneda encerrado em 0–0 no Cilindro. Ele marcou na partida seguinte seus dois primeiros gols pelo Independiente: em chute forte sobre o goleiro Hugo Gatti para marcar o terceiro de 5–0 sobre o Atlanta (equipe quinta colocada ao fim do campeonato) e em cobrança de falta no lance do quarto gol. Na 6ª e na 7ª rodadas, também marcou, respectivamente em 1–1 com o Huracán, no estádio adversário e em 3–3 (diminuindo placar adverso de 2–0) com o Vélez Sarsfield, contra quem também conferiu assistência para empatar provisoriamente em 2–2. Seguiu utilizado seguidamente até a 15ª rodada, chegando a atuar com o brasileiro Zeola na 9ª e na 10ª, únicos jogos deste. Precisamente na 10ª, Benny sofreu pênalti convertido por Tomás Rolán no gol da vitória por 3–2 em La Bombonera sobre o Boca. A partir da 16ª rodada, Renganeschi optou por utilizar Raúl Savoy na ponta-esquerda.[34]
Renganeschi acabou demitido após ser derrotado por 4–0 em casa pelo rival Racing na 17ª rodada, sendo substituído por Manuel Giúdice.[36] Benny reapareceu na 22ª, abrindo placar de empate em 1–1 em La Plata contra o Gimnasia y Esgrima, e disputou as duas partidas seguintes,[34] na sequência invicta que o Rojo soube manter desde a goleada no clássico. Em meio a ela, o clube superou na penúltima rodada o River na liderança e assegurou o título em um polêmico 9–1 em que o San Lorenzo desistiu de jogar.[36] Ainda visto como novato, Benny chegou a ter a cabeça raspada juntamente com juvenis como Vicente de la Mata, em ritual do elenco na pré-temporada de 1964, em Córdoba.[37]
Com cinco gols, Benny fora o quarto colocado na artilharia do elenco campeão de 1963, abaixo de Rolán (seis), Savoy (nove) e de Mario Rodríguez (dezesseis).[34] Concorrendo ora com Savoy e ora com Raúl Bernao por uma das vagas nas pontas, não recuperou o espaço que inicialmente colhia no elenco;[2][36] em 1964, integrou a campanha campeã da Copa Libertadores da América de 1964, a primeira vencida pelo futebol argentino e pelo clube mais vezes campeão do torneio, mas sendo utilizado somente em partida contra o Alianza Lima (2–2, na fase de grupos), improvisado como centroavante em pontual indisponibilidade de Luis Ernesto Suárez.[4] Sem jogar nenhuma das três partidas do Mundial Interclubes de 1964,[38] Benny participou de dois jogos do campeonato argentino daquele ano, na 6ª e na 14ª rodadas, sem gols.[39]
Sua presença na Libertadores de 1964, por outro lado, fez dele o primeiro futebolista oriundo de São José do Rio Preto a vencer a competição, antecedendo Ronaldão e Luan, tendo Benny comentado em 2017 ao jornal rio-pretano Diário da Região que "foi muita emoção e uma alegria indescritível. Foi uma conquista que alavancou bastante minha carreira. Hoje levo uma vida tranquila, tenho minhas propriedades, graças ao futebol. Lá fui campeão e bem remunerado".[1]
Final
Ainda em 1964, Benny esteve em um período de testes no Boca Juniors.[5] Disputou três amistosos pelo clube, entre 19 e 23 de dezembro (contra Sarmiento de Resistencia, Atlético Sáenz Peña e Colón), marcando um gol em cada um.[40] Porém, terminou não efetivado, seguindo carreira no Gimnasia y Esgrima La Plata.[5]
O treinador do Gimnasia no início de 1965, Jim López,[41] era outro com passado no Independiente e em diversos clubes paulistas.[2] No campeonato argentino de 1965, Benny marcou onze vezes em 29 jogos, sendo o artilheiro do elenco gimnasista.[41] Dentre os gols, marcou sobre o campeão Boca e também sobre Racing e San Lorenzo, três dos cinco grandes do futebol argentino.[2][42] Enfrentando o Independiente, chegou a gerar outro gol, ao sofrer um pênalti.[41]
Ele voltou ao Rio Preto em 1966, parando de jogar naquele ano.[3] Em 1968, retomou brevemente a carreira, defendendo o XV de Piracicaba.[6][43]
Após parar de vez de jogar, estabeleceu-se como empresário na sua cidade natal, com o proprietário de bares, postos de gasolina e imóveis para locação.[3]
Títulos
- Independiente
Referências
- ↑ a b c d JÚNIOR, Ozari (30 de novembro de 2017). «Luan é o terceiro rio-pretense a conquistar a libertadores». Diário da Região. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b c d e f g h i j BRANDÃO, Caio (17 de abril de 2018). «Elementos em comum entre Corinthians e Independiente». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b c d e f g NEVES, Milton. «Beni». Terceiro Tempo. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b c d e BRANDÃO, Caio (12 de agosto de 2024). «55 anos de uma dinastia: o primeiro título do Independiente na Libertadores». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b c «Guagliardi, Beny». Club de Gimnasia y Esgrima La Plata. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b «Guagliardi Beny» (PDF). Onze Narod. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ a b c d «Beni, ex-jogador do Corinthians». Portal Meu Timão. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ «Olympic Club 2 x 4 Corinthians - Amistosos 1957». Portal Meu Timão. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ «Corinthians 5 x 0 Lazio - Copa Morumbi 1957». Portal Meu Timão. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ «NÃO SUPORTOU O LAZIO A FORÇA DO CORINTHIANS». A Gazeta Esportiva. 24 de junho de 1957. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ «Merecendo mais, o Corinthians só marcou duas vezes». A Gazeta Esportiva. 20 de junho de 1957. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ a b 14 de abril de 2020. «Há 60 anos, Ferroviária estreava em sua primeira excursão no exterior». Associação Ferroviária de Esportes. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b «Season 1959» (PDF). Historical Line-ups. Julho de 2020. Consultado em 24 de abril de 2025
- ↑ KISKE, Paulinho (23 de fevereiro de 2025). «Confrontos - Santos x Ferroviária (SP)». Acervo Santista. Consultado em 24 de abril de 2025
- ↑ 12 de abril de 2019. «Ferroviária completa 69 anos, nesta sexta. Ouça com exclusividade seu primeiro gol internacional». RCIA Araraquara. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ SALIM, Roberto (31 de outubro de 2020). «A viagem do quase». UOL. Consultado em 19 de fevereiro de 2025
- ↑ 12 de abril de 2020. «Ferroviária na decada de 1960: Uma era de ouro». Portal Morada. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ 7 de abril de 2020. «Ferroviária 70 anos: o descenso e o acesso se transformaram em Tri do Interior». RCIA Araraquara. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ «Ferroviária de Bazani x Santos de Pelé: equipe grená teve mais vitórias na Fonte Luminosa». Associação Ferroviária de Esportes. 27 de janeiro de 2023. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ «Uma data com lembrança de conquista». Santos Futebol Clube. 13 de dezembro de 2022. Consultado em 21 de janeiro de 2025
- ↑ ESMERIZ, Heitor (15 de setembro de 2025). «Respaldado em meio à crise na Série B, Nelsinho sobe na lista de técnicos com mais jogos pela Ponte». Globo Esporte. Consultado em 21 de janeiro de 2025
- ↑ «Garro, Floreal Libertario». Club de Gimnasia y Esgrima La Plata. Consultado em 21 de janeiro de 2025
- ↑ «Ficha técnica de Ferroviária 2 x 2 Corinthians - Amistosos 1962». Portal Meu Timão. Consultado em 21 de janeiro de 2025
- ↑ MELLO, Sérgio (11 de junho de 2012). «Locomotiva, Ano XIII (1963)». História do Futebol. Consultado em 6 de fevereiro de 2025
- ↑ ANIBAL, Alexandre Leon (13 de novembro de 2010). «Supersemana – Brasileiros no Super: Moacyr». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (14 de junho de 2016). «Há 55 anos, o River, com três gols brasileiros, vencia por 3-2 o Real Madrid no Bernabéu». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ GOMES, Tiago de Melo (29 de março de 2012). «Cinco anos sem Delém». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (23 de abril de 2014). «Elementos em comum entre Grêmio e San Lorenzo». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (13 de março de 2014). «Elementos em comum entre Grêmio e Newell's». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (3 de março de 2016). «Elementos em comum entre Palmeiras e Rosario Central». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (17 de dezembro de 2017). «Treinado pelo brasileiro Osvaldo Brandão, há 50 anos o Independiente era campeão argentino. Com um 4-0 sobre o Racing campeão do mundo!». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (14 de fevereiro de 2018). «Elementos em comum entre Grêmio e Independiente». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ FERRARI, Rodrigo (28 de dezembro de 2008). «Entrevista da semana: Agostinho Zeola». SAMPI. Consultado em 19 de dezembro de 2024
- ↑ a b c d COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1963» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ BRANDÃO, Caio (6 de dezembro de 2017). «Elementos em comum entre Flamengo e Independiente». Futebol Portenho. Consultado em 19 de dezembro de 2024
- ↑ a b c BRANDÃO, Caio (25 de novembro de 2013). «Há 50 anos: Boca-River e polêmica criaram o Independiente "Rey de Copas"». Futebol Portenho. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ SPERANZA, Humberto (16 de janeiro de 2020). «1964. El campeón que no baja los brazos». El Gráfico. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ SOARES, André (julho de 2021). «Nos anos 1960, a Inter bateu o Independiente duas vezes seguidas e foi bicampeã mundial». Calciopédia. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1964» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ «Guagliardi, Beni». Historia de Boca. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ a b c COLUSSI, Luis Alberto; GURIS, Carlos Alberto; KURHY, Víctor Hugo (novembro de 2019). «Fútbol Argentino: Crónicas y Estadísticas: Asociación del Fútbol Argentino - 1ª División – 1965» (PDF). Historical Line-ups. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ «Guagliardi B.». Club de Gimnasia y Esgrima La Plata. Consultado em 9 de dezembro de 2024
- ↑ NEVES, Milton. «Claudinei». Terceiro Tempo. Consultado em 6 de fevereiro de 2024