Bulletin board system

Bulletin board system

Tela de uma BBS monocromática
Características
Classificação
(servidor
software) - - -
Origem do nome/Autor quadro de avisos
Commons Bulletin board systems
Parte de rede de computadores Edit this on Wikidata
Diferente de imageboard
quadro de avisos
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Especificações ténicas
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Na informática, o Bulletin Board System (abreviado BBS) é um sistema informático, um software, que permite a ligação (conexão) via telefone de seu computador pessoal à um sistema online, que permite interação entre eles, semelhante a internet, originalmente criado em 1972 como um boletim informativo comunitário eletrônico por: Efrem Lipkin, Mark Szpakowski e, Lee Felsenstein.

Uma vez autenticado (logado), o usuário pode executar funções como: upload e download de dados; ler notícias/boletins; trocar mensagens com outros usuários por meio de fóruns públicos em modo-texto; bate-papo direto;[1] alguns ofereciam até jogos online. A InfoWorld estimou que havia 60 mil BBSes atendendo 17 milhões de usuários somente nos Estados Unidos em 1994.[carece de fontes?]

Na década de 1980 e 1990 era a forma mais popular do uso da internet. Entretanto, no final da década de 90, a introdução de um serviço barato de Internet discada e do navegador Mosaic ofereceu facilidade de uso e acesso global que o BBS e os sistemas on-line não forneciam, e levou a uma rápida quebra no mercado. Com a maioria dos BBSes fechando e suas funcionalidades sendo substituídos pela World Wide Web.[2] Hoje, o BBS sobrevive em grande parte como um hobby nostálgico de antigos usuários e aficionados pela computação.

História

Smartmodem de 1982

A primeira BBS foi criada por Efrem Lipkin, Mark Szpakowski e Lee Felsenstein em Berkeley e São Francisco em 1972 com o nome de Community Memory.[3] A "Community Memory" era um tipo de boletim eletrônico, voltado para a comunidade, onde as pessoas podiam postar textos e procurar por noticias que lhes interessavam. O servidor da primeira versão era um XDS-940 da Xerox, disponibilizado para o grupo pela empresa Resource One, uma organização sem fins lucrativos, voltada para o uso da tecnologia de informação, para fins comunitários e educacionais, localizado em São Francisco. O primeiro terminal foi um teletipo ASR-33 localizado no topo da escada da Leopold’s, uma famosa loja de venda de discos em Berkeley. Uma pessoa podia deixar mensagens e anexar palavras-chave a ela. Outras pessoas podiam então achar mensagens através das palavras-chave. A linha de comunicação de São Francisco para Berkeley, era de 110 bits/s. O teletipo era barulhento, para minimizar o barulho, ele foi colocado numa caixa de papelão com um plástico transparente no topo de modo a se poder ver o que estava sendo impresso e buracos para as mão de modo a se poder digitar.[4]

Outra BBS daquela época, apareceu em 16 de Fevereiro de 1978, em Chicago, nos Estados Unidos, e chamou-se CBBS.

Durante os seus anos áureos (entre os fins da década de 1970 e os meados da década de 1990), muitos BBSs existiam como um mero passatempo do sysop, enquanto outros BBSs cobravam dinheiro aos seus utilizadores pelo acesso. no Brasil o mais popular das BBS era a chamada Mandic BBS, ela tinha um número muito grande de usuários e e colaboradores.[5]

A popularidade dos BBSs decresceu muito com a massificação da internet, sobretudo da World Wide Web, devido aos seguintes motivos, entre outros:

  • O acesso aos BBSs implicava custos de comunicação mais elevados do que a Internet
  • Os BBSs tinham capacidades de conectividade muito reduzidas quando comparadas com as da Internet
  • A WWW é mais fácil de utilizar que os BBSs
  • Os sysops não encontraram um modelo de negócio sustentável para os BBSs, contrariamente aos que começavam a investir na Internet.[6][7]

Uso

O que eu posso fazer em uma BBS?[8][9] além de proporcionar a distribuição de softwares, aplicativos, informações e lazer, como jogos on-line, os BBSs eram usados por empresas que precisavam integrar seus funcionários externos.[10] Com um computador, às vezes um laptop, e um telefone ele conseguia enviar seus pedidos de vendas, relatórios e interagir com os dados da empresa com custos relativamente baixos. Hoje em dia isso é simples com a Internet e o hipertexto nos documentos.

Grupo de acesso ao editor de criação de um desenvolvedor de BBS OpenTG

Um utilizador que se liga a um BBS pode fazer as seguintes ações, dependendo do que cada BBS oferece:

  • Descarregar software e dados (download)
  • Enviar software e dados (upload)
  • Ler notícias
  • Trocar mensagens com outros utilizadores ou com o sysop
  • Participar em fóruns de discussão
  • Conversar (chat) com outros utilizadores ou com o sysop
  • Divertir-se com jogos online

O download de software, como atualização de antivírus, e trocas de mensagens eram as principais atividades.

BBS e mensagens eletrónicas

Os BBS trocavam entre si mensagens através de redes de correio (echomail),[11] entre as quais as mais conhecidas em Portugal eram a Fidonet, Magicnet e Cybernet. No Brasil, a RBT chegou a ter 130 BBS filiadas.

Desta forma, qualquer utilizador de um BBS pode enviar uma mensagem pública para um fórum e ela é distribuída por todos os BBSs que fazem parte da rede de correio. A troca de mensagens entre as BBS é feita geralmente através de dial-up (ligação telefônica discada), numa ligação entre as BBS, organizadas de forma hierárquica. Essa ligação é feita geralmente à noite para diminuir custos de comunicação (chamava-se isto de evento). Estas redes de correio serviram de base para a criação dos newsgroups da Internet.

Os BBS permitem também o envio de mensagens privadas entre utilizadores via rede Fidonet, chamadas de netmail. O netmail é similar ao email utilizado na Internet, com a diferença de que o envio não é instantâneo pois depende da hora a que os BBS comunicam entre si (da responsabilidade de cada sysop).

Ver também

Referências

  1. Bush, Randy (1992). «FidoNet: Technology, Use, Tools, and History». Fidonet. Consultado em 22 de janeiro de 2022. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2003 
  2. «Bulletin-board system» (em inglês). Encyclopædia Britannica. 20 de março de 2023. Consultado em 28 de abril de 2023 
  3. Resource One Newsletter. N°2, April 1974.
  4. Li, Ming; Zhang, Zhongfei (Mark); Zhou, Zhi-Hua (2008). Washio, Takashi; Suzuki, Einoshin; Ting, Kai Ming; Inokuchi, Akihiro, eds. «Mining Bulletin Board Systems Using Community Generation». Springer Berlin Heidelberg. Advances in Knowledge Discovery and Data Mining. Lecture Notes in Computer Science (em inglês): 209–221. ISBN 9783540681250. doi:10.1007/978-3-540-68125-0_20 
  5. Holodek. «O que era BBS? e sua Historia». Holodek. Consultado em 6 de novembro de 2019 
  6. Internet messaging system and method for use in computer networks (em inglês), 20 de março de 1998, consultado em 3 de outubro de 2019 
  7. Washio, Takashi; Suzuki, Einoshin; Ting, Kai Ming; Inokuchi, Akihiro (8 de maio de 2008). Advances in Knowledge Discovery and Data Mining: 12th Pacific-Asia Conference, PAKDD 2008 Osaka, Japan, May 20-23, 2008 Proceedings (em inglês). [S.l.]: Springer Science & Business Media. ISBN 9783540681243 
  8. IRP-BBS, Information Reporting Program Bulletin Board System (em inglês). [S.l.]: Department of the Treasury, Internal Revenue Service. 1991 
  9. MacGilvray, Marian W.; Paskoski, Joseph P.; Walters, John M. (1991). Electronic Bulletin Board System for the Federal Depository Library Program: A Study (em inglês). [S.l.]: U.S. Government Printing Office 
  10. «Internet – TechTudo » BBS: a internet antes da internet » Arquivo». www.techtudo.com.br. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  11. «What is bulletin board system (BBS)? - Definition from WhatIs.com». WhatIs.com (em inglês). Consultado em 3 de outubro de 2019 

Ligações externas