Batalha de Wad-Ras
| Batalha de Wad-Ras | |||
|---|---|---|---|
| Guerra Hispano-Marroquina (1859–1860) | |||
![]() Pintura de Mariano Fortuny (c. 1862-1863) | |||
| Data | 23 de março de 1860 | ||
| Local | Vale de Wad-Ras, Marrocos | ||
| Coordenadas | |||
| Desfecho | vitória dos espanhóis, Tratado de Wad-Ras | ||
| Beligerantes | |||
| Comandantes | |||
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| Forças | |||
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| Baixas | |||
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![]() Batalha de Wad-Ras |
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A Batalha de Wad-Ras ocorreu em 23 de março de 1860 no âmbito da Guerra Hispano-Marroquina (1859-1860) que, juntamente com a Batalha de Castillejos e Tetuão, concluiu a incursão de Espanha pelo Norte da África para terminar com as hostilidades contra a cidade de Ceuta.[1]
Batalha
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Depois de ter conseguido conquistar a cidade de Tetuão, em fevereiro de 1860,[2] a força expedicionária espanhola, liderada pelo general Leopoldo O'Donnell (Presidente do Governo e Ministro da Guerra), decidiu avançar em direção a Tânger.[3] Em 23 de março, as tropas lideradas pelos generais Rafaél de Echagüe y Bermingham, Antonio Ros de Olano e Juan Prim derrotaram as forças marroquinas no vale de Wad-Ras.[4] A derrota militar conclusiva dispersou as forças marroquinas e levou os marroquinos a pedir imediatamente o início de conversações conducentes à paz.[5]
O tratado de paz foi assinado em Tetuão, no dia 26 de abril de 1860, e ficou conhecido pelo nome de Tratado de Wad-Ras, entre a Espanha e Marrocos, representados respetivamente pelo general O'Donnell e por Mulei el-Abbas (o irmão do sultão).[6] Através deste tratado, a Espanha conseguiu alargar os limites territoriais de Ceuta e de Melilla[7] e anexou Sidi Ifni.[8]
Consequências
Após as sucessivas derrotas sofridas por Marrocos nos seus confrontos contra as tropas espanholas, e em particular após a Batalha de Wad Ras, o sultão Muhammad IV de Marrocos foi forçado a pedir a paz à Rainha Isabel II de Espanha, o que se materializou no Tratado de Wad Ras, assinado em Tetuão no dia 26 de abril de 1860.[6]
O Museu do Prado possui uma pintura a óleo sobre cartão de 54 por 182 cm, representando a batalha de Wad-Ras, realizada por Mariano Fortuny,[9] encomendada pelo Conselho Provincial de Barcelona para imortalizar para a posteridade o feito do exército espanhol, em que se destacou uma unidade catalã.[10] O Museu Nacional de Arte da Catalunha expõe a enorme pintura, La batalla de Tetuán, que mede 300 por 972 cm.[11]
As estátuas de leões do Congresso dos Deputados de Espanha, feitos em bronze pelo escultor espanhol Ponciano Ponzano, foram moldados com os canhões capturados aos marroquinos nesta batalha. [12]
Referências
- ↑ Leo 1896, p. 634.
- ↑ Allard 2021, p. 16.
- ↑ Fieldhouse 1984, p. 293.
- ↑ Calderwood 2018, p. 46.
- ↑ Rubio 2014, p. 265.
- ↑ a b de Dalmau 1887, p. 54.
- ↑ Romani 2022, p. 258.
- ↑ Epstein 2016, p. 1220.
- ↑ de Madrazo y Kuntz 1994, p. 101.
- ↑ Estrada 1997, p. 235.
- ↑ Hopkins 2024, p. XII.
- ↑ Baumert, Márquez & Padilla 2024, p. 150.
Bibliografia
- Alcalá Giménez-da Costa, César (2005). La Campaña de Marruecos (1859-1860). [S.l.]: Alcañiz y Fresnos, S.A. ISBN 84-96016-55-2
- de Alarcón, Pedro Antonio (1917). Diario de un testigo de la Guerra de África. 1. Madrid: Est. Tip. Sucesores de Rivadeneyra
- Leo (1896). The History and Description of Africa and of the Notable Things Therein Contained. [S.l.]: Hakluyt Soc.
- Allard, Elisabeth Bolorinos (2021). Spanish National Identity, Colonial Power, and the Portrayal of Muslims and Jews During the Rif War (1909-27). [S.l.]: Boydell & Brewer. ISBN 978-1-85566-345-9
- Fieldhouse, David Kenneth (1984). Economics and Empire, 1830-1914. [S.l.]: Macmillan. ISBN 978-0-333-36827-5
- Calderwood, Eric (9 de abril de 2018). Colonial al-Andalus: Spain and the Making of Modern Moroccan Culture. [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 978-0-674-98579-7
- Rubio, Francisco Asensio (24 de abril de 2014). Hombres ilustres de Almagro (em espanhol). [S.l.]: Punto Rojo Libros. ISBN 978-1-62934-733-2
- de Dalmau, Ramón (1887). Tratado y notas de derecho internacional público (em espanhol). [S.l.]: M. Murillo
- Romani, Carlos Fernández de Casadevante (30 de setembro de 2022). Legal Implications of Territorial Secession in Spain. [S.l.]: Springer. ISBN 978-3-031-04609-4
- Epstein, M. (27 de dezembro de 2016). The Statesman's Year-Book: Statistical and Historical Annual of the States of the World for the Year 1947. [S.l.]: Springer. ISBN 978-0-230-27076-3
- Estrada, Francisco López (1997). Historia de España (em espanhol). 10. [S.l.]: Espasa Calpe. ISBN 978-84-239-8948-5
- Hopkins, Claudia (8 de agosto de 2024). Art and Identity in Spain, 1833–1956: The Orient within. [S.l.]: Bloomsbury. ISBN 978-1-350-42854-6
- de Madrazo y Kuntz, Federico (1994). Federico de Madrazo (1815-1894): Museo Romántico, 5 de octubre - 13 de noviembre de 1994 (em espanhol). [S.l.]: Amigos del Museo Romántico. ISBN 978-84-88712-02-8
- Baumert, Thomas; Márquez, Carmen Paradinas; Padilla, Andrés Sánchez (10 de setembro de 2024). A History of Spanish Institutions. [S.l.]: ESIC Editorial. ISBN 978-84-1192-076-6

