Batalha da Colina da Munição

Batalha da Colina da Munição
Guerra dos seis dias
Data6 de junho de 1967
Local🌍
Colina da Munição, encosta oeste do Monte Scopus
DesfechoVitória decisiva de Israel
Beligerantes
Israel Jordânia
Comandantes
Mordechai "Motta" Gur
Shlomo Yossi Yafe
Uzi Narkis
Rei Hussein
Zaid ibn Shaker
Forças
Companhia reforçada Aproximadamente 150 soldados
Baixas
36 mortos 71 mortos

A Batalha da Colina da Munição foi um combate ocorrido em 6 de junho de 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. A Colina da Munição (em hebraico: גבעת התחמושת, Giv em HaTahmoshet) era um entreposto militar fortificado da Jordânia, na parte norte da Jerusalém Oriental (ocupada pela Jordânia), e na encosta ocidental do Monte Scopus.[1] Hoje em dia, a Colina da Munição é um memorial nacional.[2]

Contexto histórico

A Colina da Munição era localizada a oeste de uma academia de polícia, com uma trincheira fortificada conectando-os. O local foi construído pelos ingleses durante o Mandato Britânico, nos década de 1930, para armazenar a munição da academia de polícia. A Legião Árabe Jordaniana conquistou a Colina durante o Guerra Árabe-Israelense de 1948,[3] cortando a ligação entre o Monte Scopus e Jerusalém Ocidental.

Na sequência do acordo de Armistício de 1949, partes do Monte Scopus permaneceram como um enclave israelense em território controlado pela Jordânia,[4] com os jordanianos bloqueando o acesso ao Hospital Hadassah Ein Kerem e ao campus da Universidade Hebraica de Jerusalém.[4]

O entreposto consistia de dezenas de bunkers construídos ao longo dos três sistemas principais de trincheira ao redor da colina, com posições de artilharia e meltralhadoras fortificadas cobrindo cada trincheira. Os alojamentos para os defensores (Jordânia) da colina, estavam em um grande bunker subterrâneo. Durante a Guerra dos Seis Dias, o entreposto foi defendido por uma companhia reforçada Jordaniana, contando com 150 soldados do Regimento El-Hussein (número 2).[3]

Batalha

Bunkers e trincheiras na Colina da Munição.

A decisão foi tomada pelo Comando Israelense de Jerusalém, sob o General Uzi Narkis, o qual abriu mão de um ataque aéreo sobre a colina, devido a sua proximidade com áreas civis. Em seu lugar, uma barragem de artilharia foi focada no entreposto policial, seguida por um ataque terrestre usando uma companhia de paraquedistas.

O tamanho das forças de ataque Israelense foi baseada em informação incorreta provida pela inteligência, que detalhavam a defesa da colina como sendo feita por apenas um pelotão. Quando o ataque terrestre começou, descobriu-se que a academia de polícia estava vazia, pois as tropas jordaniana haviam se abrigado do bombardeio no sistema de bunkers da colina, aumentando assim a força que defendia a colina para um número igual ao da força de ataque, em vez de um terço do seu tamanho, como havia sido previsto pelo Comando Central Israelense.[1]

Os combates na academia de polícia e na Colina da Munição começaram em 6 de junho de 1967, às 2h30 da manhã. A tarefa de capturar a colina foi dada à 3ª Companhia israelense do 66º Batalhão da 55ª Brigada de Paraquedistas, e durante a batalha, uma força da 2ª Companhia juntou-se aos combates. A batalha terminou às 6h30 da manhã, embora as tropas israelenses tenham permanecido nas trincheiras devido ao fogo de franco-atiradores de Givat HaMivtar até que a Brigada Harel invadisse aquele posto avançado à tarde.[3] Na batalha, 36 soldados israelenses e 71 jordanianos foram mortos.[1]

Mapa de batalha.

Dez dos soldados que lutaram nesta batalha receberam condecorações do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel. O comandante da Brigada de Paraquedistas era Mordechai Gur. O comandante do 66º Batalhão era Yossi Yafe.

Memorial

Entrada para o museu da Colina da Munição.

Em 1975, um memorial e um museu foram inaugurados na colina, preservando parte do antigo posto e abrindo um museu no bunker. Além disso, 182 oliveiras foram plantadas na colina, em memória dos 182 soldados israelenses que morreram na batalha por Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias.[3] Em 1987, o local foi declarado um memorial nacional.[5] A principal cerimônia do Dia de Jerusalém é realizada aqui.[6]

Estima-se que 200.000 visitantes percorram o local todos os anos, incluindo 80.000 soldados.[7] A Colina da Munição também é o principal centro de recrutamento de paraquedistas das Forças de Defesa de Israel.[6][8]

Referências

  1. a b c Fendel, Hillel (16 de maio de 2007). «Jerusalem Day: Remembering the Critical Ammunition Hill Battle». Israel National News. Consultado em 26 de março de 2012 
  2. The Mysteries of Jerusalem, Ammunition Hill Museum, 2007, Jerusalem, p.120-121
  3. a b c d «Memories From Ammunition Hill». UJA Federation of Greater Toronto. 16 de maio de 2004. Consultado em 26 de março de 2012 
  4. a b Israeli, Raphael (2002). Jerusalem Divided: The armistice regime, 1947-1967. [S.l.]: Routledge. p. 69. ISBN 0714652660 
  5. «Ammunition Hill – National Memorial Site». ERETZ Magazine. 2010. Consultado em 26 de março de 2012 
  6. a b «About Ammunication Hill». Jewish National Fund. Consultado em 26 de março de 2012 
  7. Lidman, Melanie (20 de fevereiro de 2012). «Ammunition Hill closed, Six Day War vets protest». The Jerusalem Post. Consultado em 26 de março de 2012 
  8. «Ammunition Hill». gojerusalem.com. Consultado em 26 de março de 2012 

Ligações externas