Barragem Eurico Gaspar Dutra

A Barragem Marechal Dutra, mais conhecido como Açude Gargalheiras, é uma barragem/açude de propriedade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas[1] que está situado no município de Acari (ficando a 210 km da capital Natal) no estado brasileiro do Rio Grande do Norte.
O Açude foi considerado Patrimônio Histórico do Rio Grande do Norte em 21 de janeiro de 2023.[2] A construção é considerada um polo turístico.[3]
História
Localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, tendo sido inaugurado em 1959, e atualmente conta com capacidade máxima 40.000.000 metros cúbicos.
Os primeiros estudos realizados em Acari sobre a potencialidade do município para a construção de açudes foram realizados, em 1908, pela Comissão de Açudes e Irrigação, órgão criado pelo Ministério da Viação e Obras Públicas. Após o decorrer de uma grande seca, integrantes da igreja católica e proprietários de terras influentes fizeram pedido junto aos governos municipal e estadual pela construção de um grande açude, no município de Acari.[4]
Mas suas obras só iniciaram quase dez anos depois. As obras do Gargalheiras ficaram a cargo da empresa inglesa, Charles H. Walker & Co. Ltda, que iniciou a construção da barragem entre as serras do Abreu, da Carnaubinha, Olho d’água e Gargalheiras. Em 1922, as intervenções foram paralisadas devido a uma série de problemas, sendo retomadas em 1923.[5]
As especulações sobre a descoberta de ouro fizeram paralisar às obras, por mais de três décadas.[6]
Em 1955, durante a gestão do presidente Café Filho, ficou decidifo entregar as obras paradas no Nordeste ao exército. Em agosto do mesmo ano, chegava à Acari para assumir a construção, o 1° Agrupamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro.[7]
Sob o comando do Major Ary de Pinho, os trabalhos foram intensificados, inicialmente com a destruição da antiga barragem feita em 1914 e depois na construção da nova barragem, bem como as obras de suporte. Após o retorno da construção, foram instaladas casas na vila operária, além de prédios comerciais, posto médico, telégrafo, estradas de rodagem e carroçáveis para transporte de materiais, além da capela de Nossa Senhora de Lourdes.[8]
Entre o ano de 1958, e, mês após mês, os jornais potiguares, como O Poty e o Diário de Natal, noticiam em suas páginas o progresso incrível conseguido em apenas três anos de uma obra que se arrastava há meio século.[9]
A finalização da barragem era tao esperada que, no dia 26 de outubro, houve uma solenidade de inauguração da última concretagem da parede.[10]
Em novembro, o último bloco de concreto foi colocado, realizando um sonho antigo dos moradores de Acari. (Fonte: PORTAL POTIGUAR NEWS)[11]
A estrutura deixada pelo DNOCS no entorno da parede do açude serve como equipamento túristico; principalmente no periodo de "cheia" do açude muito turistas vão visitar a barragem. Foi eleito uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte em 2007.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a barragem está situada no Geossítio Açude Gargalheiras (inserido no Geoparque Seridó) e está situado a 4,5 km, a NE, do centro de Acari, no entorno do Açude público Marechal Dutra (mais conhecido como Açude Gargalheiras, devido ao gargalo formado entre as serras). [...] A região se destaca por um expressivo relevo definido pelas serras do Pai Pedro, Minador e da Lagoa, com altitudes entre 600 e 650 metros, por onde passa o Rio Acauã, onde na década de 1940 foi construído o açude, que possui uma área de 780 ha e capacidade de acumulação de água de até 40.000.000,00 m3. Este açude, pelo grandioso conjunto de suas belezas naturais constituiu-se num dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados na região do Seridó.[12]
Referências
- ↑ «DNOCS Conclui Serviços de Recuperação da Barragem Gargalheiras»
- ↑ «Açude Gargalheiras vira patrimônio histórico do Rio Grande do Norte». G1. 23 de janeiro de 2023. Consultado em 11 de julho de 2023
- ↑ «Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Consultado em 11 de julho de 2023
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025
- ↑ «Geoparque Seridó»
