Visconde de Andaluz
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| Pariato | |
| Criação | D. Maria I 17 de Dezembro de 1811 |
| Tipo | Vitalício – 1 vida 2 renovações |
| 1.º titular | António Luís Maria de Mariz Sarmento |
| Linhagem | de Mariz Sarmento do Vadre de Santa Marta de Mesquita e Melo ou de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho |
Visconde de Andaluz foi um título nobiliárquico criado por D. João, Príncipe Regente de D. Maria I de Portugal, por Decreto de 17 e Carta de 24 de Dezembro de 1811, em favor de António Luís Maria de Mariz Sarmento, antes 1.º Barão de Andaluz.[1][2][3]
História
António Luís Maria de Mariz Sarmento, único Barão e 1.º Visconde de Andaluz, nasceu a 14 de junho de 1745 e morreu a 24 de junho de 1821, sendo filho de Francisco Manuel de Mariz Sarmento e de D. Ana Apolónia de Vilhena Coutinho. Seguiu a carreira militar, acompanhando a Família Real ao Brasil, onde alcançou o posto de tenente-general. Exerceu diversos cargos, incluindo o governo da ilha das Cobras (nomeado em 31 de março de 1815), membro do Conselho de Sua Majestade e guarda-roupa real, bem como secretário da Casa do Infantado. Foi comendador das Ordens de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, de Avis e da Torre e Espada, e recebeu o foro de fidalgo-cavaleiro por alvará de 30 de julho de 1816.[2]
Foi criado Barão de Andaluz por Decreto de 13 e Carta de 22 de maio de 1810, sendo posteriormente elevado a Visconde por Decreto de 17 e Carta de 24 de dezembro de 1811.[4] Após a morte do marido e não tendo descendência, a Baronesa D. Maria Bárbara doou, por escritura de 30 de janeiro de 1840, os seus direitos e os do falecido esposo a um sobrinho, que veio a suceder no título.[2][5][6][7]
O 2.º Visconde de Andaluz foi Joaquim José dos Mártires de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1806 — 1868), filho de José Germano Santa Marta e Melo, fidalgo-cavaleiro da Casa Real e desembargador da Casa da Suplicação, e de D. Antónia do Vadre de Almeida Castelo Branco, irmã da 1.ª Viscondessa e açafata do Príncipe da Beira. Serviu como fidalgo-cavaleiro da Casa Real, por alvará de 30 de agosto de 1816, e exerceu mandato parlamentar na legislatura de 1851–1852. O título foi-lhe renovado por Decreto de 14 de fevereiro de 1840.[2][3]
O 3.º Visconde foi António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo, segundo filho varão do 2.º Visconde, que sucedeu após renúncia voluntária do irmão primogénito, José Germano (1829 — 1899). Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra e fidalgo da Casa Real, exerceu os cargos de secretário-geral e de governador civil do Distrito do Funchal.[2][3]
Por Decreto de 23 de março de 1852, foi concedida mais uma vida ao título.[2]
Propriedades
A Casa Madre Luiza Andaluz é um palacete do século XIX, situado no Largo do Milagre, em Santarém, originalmente pertencente à família dos Viscondes de Andaluz. Construído cerca de 1862, o edifício foi sucessivamente adaptado às diferentes funções que desempenhou ao longo do tempo, tendo servido como residência familiar, escola, lar de estudantes e, presentemente, como Casa Mãe da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima.[8]
Armas
- Fixou-se o respetivo brasão de armas, por Decreto de 13 e Carta de 22 de maio de 1810,[3] esquartelado com as armas dos Melos, Alcoforados, Mesquitas, Almadas e Aguiar, timbrado com coroa de visconde.[2]
Barões de Andaluz (1810)
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | António Luís Maria de Mariz Sarmento | 1745 — 1821 | 1.º Barão de Andaluz | Foi criado Barão de Andaluz por Decreto de 13 e Carta de 22 de maio de 1810;[2] |
Viscondes de Andaluz (1811)
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | António Luís Maria de Mariz Sarmento | 1745 — 1821 | 1.º Visconde de Andaluz | Foi elevado a Visconde por Decreto de 17 e Carta de 24 de dezembro de 1811; Casou com D. Maria Bárbara do Vadre de Almeida Castelo Branco, não havendo descendência deste matrimónio;[2] |
| 2 | Joaquim José dos Mártires de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo | 1806 — 1868 | 2.º Visconde de Andaluz | Sobrinho da 1.ª Viscondessa; Casou em primeiras núpcias, a 29 de dezembro de 1824, com D. Maria de Jesus de Sousa Belo Lobo da Mota Pereira, e, em segundas núpcias, com D. Maria da Conceição da Silva Vouga, que, enviuvando sem geração, contraiu depois matrimónio com Manuel José de Melo, filho do 9.º Conde de São Lourenço;[2] |
| 3 | António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo | 1833 — 1914 | 3.º Visconde de Andaluz | Segundo filho varão do primeiro matrimónio do 2.º Visconde; Casou, em 1869, com D. Ana Joaquina Figueira, filha dos 1.º Barão da Conceição, da qual houve quatro filhas; A primogénita, D. Maria Isabel, casou com o 11.º Conde de Vila Verde;[2][9][10] |
Representantes do título na República (1910)
| # | Titular | Datas | Títulos pretendidos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Manuel de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho | 1952 — 2004 | 4.º Visconde de Andaluz | Também representante dos seguintes títulos: 10.º Marquês de Angeja, 13.º Conde de Vila Verde, 5.º Conde de Peniche, 2.º Barão da Conceição; |
Referências
- ↑ "Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, pp. 280-1
- ↑ a b c d e f g h i j k Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 280-281
- ↑ a b c d Pinto, Albano da Silveira (1890). Resenha Das Familias Titulares e Grandes de Portugal. 1. Lisboa: Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva. p. 101-105
- ↑ Baena, Sanches (1867). Diccionario aristocratico, que contem todos os alvarás de foros de fidalgos da Casa Real: medicos, reposteiros e porteiros da Real Camara ... desde 1808 até Septembro de 1822. Portugal: Typ. do Panorama. p. 19
- ↑ Pereira, João Félix (1846). Historia de Portugal. Portugal: [s.n.] p. 499
- ↑ «Biblioteca régia». Impressão régia. Jornal de Coimbra. 1: 293. 1812
- ↑ «Paz da Europa | LA CC». lacc.pt. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ «Casa Madre Luiza Andaluz». Visite Santarém. 23 de julho de 2024. Consultado em 16 de novembro de 2025
- ↑ Andaluz, Luiza (2020). História da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima. Portugal: Princípia Editora. p. 13
- ↑ «Casamento do Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo, visconde de Andaluz com Ana Joaquina Langstrooth Figueira, filha dos barões da Conceição, Funchal, São Pedro, 21 de abril de 1869, ilha da Madeira». Arquipélagos. Consultado em 16 de novembro de 2025

