Bangbala
| Bangbala | |
|---|---|
| Nascimento | 21 de junho de 1919 |
| Cidadania | Brasil |
| Distinções |
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| Religião | Candomblé |
Luiz Ângelo da Silva (Salvador, 21 de junho de 1919), conhecido como Ogã Bangbala ou simplesmente Bangbala, é o ogã mais velho em atividade no Brasil.[1][2][3] Ainda jovem mudou-se para o estado do Rio de Janeiro, tendo se estabelecido na Baixada Fluminense, mais especificamente em Belford Roxo, onde onde vive há mais de 70 anos e é um dos mantenedores do terreiro Asé Shangrilá. Bangbala foi iniciado como ogã aos 14 anos de idade no terreiro de Lili De Oxum, da nação efom na Bahia.[4]
Luiz Ângelo é um dos mais velhos ogãs alabês em exercício no Brasil, e, em seu nome de terreiro, Bangbala tem significado em iorubá de “ajude-me a receber riqueza”.[5] Foi partindo dessa riqueza dos conhecimentos, agregada ao longo da vida, que o centenário ogã em 2024 ganhou uma exposição para celebrar sua trajetória e o filme documentário Bangbala, que eu receba riqueza, dirigido por Tânia Amorin e Marcio Nobre, foi exibido no 16.º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe & Outras Diásporas, no Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) em 2023.[6]
Mais tarde, em julho de 2024, Luiz também ganhou uma exposição no Centro Cultural dos Correios intitulada "Vida na Fé – Matriz Africana – edição Bangbala". Sua curadoria foi assinada conjuntamente pela historiadora Elaine Marcelina e o babalorixá Anderson Bangbose. A exposição foca em detalhes de Bangbala enquanto ainda residia na Bahia, destacando alguns momentos como quando foi diretor do afoxé Filhos de Gandhy, o auxílio na fundação de diversas casas de santo no Rio de Janeiro[7] e na Bahia, além de sua participação em outros tantos ritos fúnebres.
Ao longo de sua vida Bangbala recebeu diversas homenagens, ressaltando a importância de que reconheçamos nossos ícones ainda em vida. Recebeu a Camélia da Liberdade em 2007[8] e, em 2014, a medalha de Comendador pelas mãos da presidenta Dilma Rousseff através da Ordem do Mérito Cultural.[9] Em 2020, foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu, com o enredo "A Cabuçu canta pra subir no Centenário de Bángbalà".[10]
Referências
- ↑ MOÇÃO Nº 2631/2013. Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro
- ↑ Quatro Mestres do Carnaval Irão Homenagear o Mestre do Candomblé. Mulheres de Zé
- ↑ AQUINO, Patricia de. La mort défaite. Rites funéraires du candomblé. L'Homme, Année 1998, Volume 38, Numéro 147, pp. 81-104 (em francês)
- ↑ O Jovem Guardião Ajudará em Família. Extra, 23 de dezembro de 2012
- ↑ «Exibição do documentário "Bangbala, que eu receba riqueza" – Jornal DR1». Consultado em 3 de abril de 2025
- ↑ «Exibição do documentário "Bangbala, que eu receba riqueza" – Jornal DR1». Consultado em 3 de abril de 2025
- ↑ «Aos 105, Ogã mais velho do Brasil, que ajudou a fundar 50 terreiros só no Rio, ganha filme e exposição sobre sua vida». O Globo. 7 de julho de 2024. Consultado em 4 de abril de 2025
- ↑ «Prêmio Camélia da Liberdade será apresentado por Ruth de Souza e Jorge Sá». O Globo, 5 de abril de 2007
- ↑ Ministério da Cultura (5 de novembro de 2014). «Ordem do Mérito Cultural homenageia artistas brasileiros»
- ↑ Extra. «Aos 100 anos, ogan Bangbala, mais antigo do Brasil, será enredo da Unidos do Cabuçu em 2020». Consultado em 17 de junho de 2020