Banco Totta & Açores

O Banco Totta & Açores foi um banco existente em Portugal, entre 1970 e 2004[1].

O Banco Lisboa & Açores e o Banco Totta-Aliança negociaram o processo de fusão das duas instituições[1].

A Portaria de 14 de novembro de 1969 autorizou a fusão dos dois bancos, ficando a nova instituição com a denominação de Banco Totta & Açores, entidade que iniciou funções a 1 de janeiro de 1970[1].

banco manteve a tendência das instituições suas antecessoras, e acompanhou o desenvolvimento da economia portuguesa. Era detido por um grupo empresarial diversificado que alicerçava o seu capital no setor industrial, ao qual o banco prestava um precioso auxílio financeiro - o Grupo CUF[1].

A sua rede de agências encontrava-se espalhada pelo país e estrangeiro, bem como pelos territórios do Ultramar. Aqui, participou no capital de dois bancos ultramarinos: o Banco Totta Standard de Angola e o Banco Standard Totta de Moçambique, criados em 1966[1].

Em 1970, participa na constituição do Banco do Oriente, com sede em Macau[1].

De notar que o proprio banco detinha também participações sociais em importantes empresas do grupo CUF, nomeadamente, na Tabaqueira, na Companhia União Fabril e na União Fabril de Azoto, entre outras[1].

Depois de abril de 1974, a conjuntura interna política e económica alterou-se profundamente. O Decreto-Lei nº 132-A/75 de 14 de março nacionalizou a banca nacional. Assim, o Banco Totta & Açores transforma-se numa empresa pública, por via do Decreto-Lei nº 729-F/75, de 22 de dezembro[1].

Em 1988, acompanhando o clima de privatização de empresas públicas e a reprivatização do setor bancário nacional, por Decreto-Lei nº 352/88, de 01 de outubro, o Banco Totta & Açores, é transformado em sociedade anónima, de capitais maioritariamente públicos.

A primeira metade da década de 90 ficou marcada pela constituição do grupo financeiro Totta. Em 1992, adquiriu capital do Crédito Predial Português[1].

Em 1995, o Banco Totta foi integrado no Grupo Mundial Confiança, por via de aquisição de 50% do capital por António Champalimaud, através do Banco Pinto & Sotto Mayor e da Companhia de Seguros Mundial Confiança[1].

Em 1999, foi conhecida a intenção de Champalimaud vender 40% do capital das holdings que controlavam o grupo Mundial Confiança ao Banco Santander Central Hispano, em troca de uma posição de 1,6% no capital do banco espanhol. Em 1999, foi realizado um acordo entre António Champalimaud, o Banco Santander Central Hispano e a Caixa Geral de Depósitos. Desse acordo, a Caixa Geral de Depósitos chamava a si o controlo do grupo Mundial Confiança, e consequentemente o Banco Pinto & Sotto Mayor, enquanto o Credito Predial Português e o Banco Totta & Açores ficavam sob o controlo espanhol. Em 2004, o Banco Santander Central Hispano reorganizou o grupo de detinha em Portugal. Assim, procedeu à fusão por incorporação do Banco Totta & Açores e Banco Santander Portugal no Crédito Predial Português, tendo os dois primeiros sido extintos e o último passado a denominar-se Banco Santander Totta[1].

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Banco de Portugal - Banco Totta & Açores https://www.bportugal.pt/arquivo/details?id=18315  Em falta ou vazio |título= (ajuda)