B-pop
| B-pop | |
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| Origens estilísticas |
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| Instrumentos típicos | Vocal, guitarra elétrica, baixo, bateria, sintetizador, teclado e Bateria eletrônica |
| Popularidade | Brasil |
| Subgêneros | |
| Outros tópicos | |
B-pop (abreviação do inglês Brazilian pop) ou música pop brasileira é um gênero musical originado no Brasil, cantado em português e algumas vezes inglês,[1] diversos artistas brasileiros independentes deram origem a um novo movimento chamado B-pop.[2] A nomenclatura B-pop surgiu pela primeira vez na imprensa brasileira para se referir a grupos como o Champs, EVE e Paradyso, grupos de B-pop da produtora K.O. Entertainment que se inspiraram no K-pop (música pop coreana).[3]
No entanto a existência de um Pop brasileiro precede a existência de grupos inspirados no K-pop, já tendo existido no país artistas e grupos que definiam o gênero de suas músicas como pop (neste caso inspirado mais no Pop norte-americano). Este Pop brasileiro mencionado acima, com influência de ritmos estrangeiros, não deve ser confundido com a MPB, que surgiu a partir da fusão da bossa nova com ritmos regionais e folclóricos brasileiros.[4]
História
Século XX
Com surgimento da disco music nos anos 70, cantores como Lady Zu, As Frenéticas, Ronaldo Resedá atribuíram esse som internacional no país do Samba, MPB e Brega com grande sucesso, com a parceria de Rita Lee com Roberto de Carvalho no final da década a artista adquiriu um som mais pop além do Rock, lançando vários álbuns pop music até a década seguinte de milhões de vendas da artista.
Nos anos 80 o produtor musical Lincoln Olivetti introduziu mais base pop nos arranjos da música BR, artistas ligados a MPB trabalharam com o produtor com intuito de inovar seu trabalho mas a crítica musical especializada acusou Lincoln e Robson de "pasteurizar"[5] e estilizar a música popular brasileira, dando às canções um padrão artístico "americanizado", com uso constante de instrumentos eletrônicos, como o Sintetizador. Outros cantores como Guilherme Arantes, Marina Lima e Lulu Santos foram destaques no gênero nas suas carreiras, a exemplo da banda de rock RPM onde tinham elementos de Synthpop no seu trabalho, nesta década foram produzidos primeiras Boybands exemplo de Dominó e Polegar, grupos infantis foram produzidos também onde tinham abordagem pop no estilo como Trem da Alegria e Xuxa.
Nos anos 90 estilos como Sertanejo e Axé music dominaram os charts mas o destaque é a cantora carioca Fernanda Abreu com o álbum SLA Radical Dance Disco Club, que trazia um som dançante inédito no Brasil, a música Dance Pop, contendo samplers de diversos artistas em suas faixas.
Século XXI
Na Década de 2000, o pop se fortaleceu se destacando no mainstream artistas como, Kelly Key, Latino, Wanessa Camargo e grupos como o SNZ, KLB, Rouge e a dupla Sandy & Junior em levantamento feito pela Crowley Broadcast Analysis, ficou na 13ª colocação na lista dos artistas mais executados nas rádios brasileiras entre os anos de 2000 e 2014.[6] O AllMusic os chamou de "um fenômeno multimídia" no auge de seu sucesso, enquanto a revista Época comparou a comoção que a dupla causava à Beatlemania. Com mais de 300 produtos licenciados, a marca dos irmãos chegou a movimentar R$300 milhões. Alguns artistas mais recentes como Luísa Sonza, Jão, Vitor Kley, Marina Sena são representantes do Pop.'.
Referências
- ↑ «Inspirados em coreanos, brasileiros formam primeiros grupos de B-pop». Consultado em 22 de setembro de 2022
- ↑ Eventos, Bh. «Notícia: B-Pop embala o cenário musical brasileiro». BH Eventos. Consultado em 22 de setembro de 2022
- ↑ Chiessi, Beatriz (2 de março de 2021). «B-Pop embala o cenário musical brasileiro». PurePop. Consultado em 23 de setembro de 2022
- ↑ Fabiana Majewski dos Santos (autora), e Juliana Abonizio (orientadora) (25–27 de maio de 2010). «Um estudo da Música Popular Brasileira como categoria nativa» (PDF). Consultado em 11 de maio de 2014
- ↑ «O fim dos anos 70 e a maldição dos sintetizadores». Discografia. 25 de outubro de 2011. Consultado em 14 de dezembro de 2018
- ↑ Helder Maldonado (20 de maio de 2014). «Sertanejo domina programação das rádios». Portal Sucesso. Consultado em 27 de abril de 2016