Aventuras de Diófanes
| Aventuras de Diófanes | |
|---|---|
| Autor(es) | Dorothea Engrassia Tavareda Dalmira (Theresa Margarida da Silva e Orta) |
| Idioma | Português |
| País | Portugal |
| Gênero | Romance |
| Localização espacial | Grécia Antiga |
| Editora | Oficina de Miguel Manescal da Costa |
| Formato | 8vo (15 cm) |
| Lançamento | 1752 |
| Páginas | [31], 381, [1] p. |
Aventuras de Diófanes, de Theresa Margarida da Silva e Orta, é um romance em língua portuguesa, publicado em 1752, em Lisboa, sob o pseudônimo de Dorothea Engrassia Tavareda Dalmira, anagrama perfeito de Dona Theresa Margarida da Silva e Orta. As primeiras edições apresentam o título "Maximas de virtude, e formosura, com que Diofanes, Clymenea, e Hemirena, principes de Thebas, vencerão os mais apertados lances da desgraça...".
Enredo
A narrativa se passa na Grécia Antiga e acompanha as aventuras da família real de Tebas. Durante uma viagem para Delos, eles são atacados por inimigos e vendidos separadamente como escravos. O rei, a rainha e a princesa enfrentam desafios e humilhações sem saber do paradeiro dos outros. A princesa, disfarçada como homem, busca por seus pais. Eventualmente, os personagens se reencontram, mas não se reconhecem devido aos seus disfarces, até a retomada de suas identidades no final da história.
O romance reflete alegoricamente a corte de João V, no estilo de roman à clef. Theresa Margarida aborda temas como a educação feminina, o direito de escolher o marido e a participação da mulher na vida social e política. Politicamente, a obra critica o absolutismo, propõe eleições para governantes e apresenta uma postura abolicionista.
Edições
| Ano | Título | Autoria | Editor | Local | Observações |
|---|---|---|---|---|---|
| 1752 | Maximas de Virtude, e Formosura, com que Diofanes, Clymenea, e Hemirena, principes de Thebas, vencêrão os mais apertados lances da desgraça[1] | Dorothea Engrassia Tavareda Dalmira | Oficina de Miguel Manescal da Costa | Lisboa | com licenças e com errata |
| 1777 | Aventuras de Diófanes, imitando o sapientissimo Fenelon na sua Viagem de Telemaco | Dorothea Engrassia Tavareda Dalmira | Regia Officina Typografica | Lisboa | |
| 1790 | Aventuras de Diófanes | Por Dorothea Engrassia Tavareda Dalmira. Seu verdadeiro author Alexandre de Gusmão | Tipografia Régia | Lisboa | |
| 1818 | Historia de Diofanes, Clymenea, e Hemirena, Principes de Thebas (Historia Moral) | Escrita por huma senhora portugueza | Typografia Rollandiana | Lisboa | Edição com apenas dois primeiros capítulos de 1752 |
| 1945 | Aventuras de Diófanes | Teresa Margarida da Silva e Orta | Impr. Nacional | Rio de Janeiro | Organizada por Ruy Bloem |
| 1993 | Aventuras de Diófanes | Teresa Margarida da Silva e Orta | Graphia | Rio de Janeiro | Organizada por Ceila Montez |
| 2002 | Aventuras de Diófanes | Teresa Margarida da Silva e Orta | Caminho | Lisboa | Organizada por Maria de Santa Cruz |
| 2024 | Aventuras de Diófanes[2] | Theresa Margarida da Silva e Orta | Senado Federal | Brasília | Coleção Escritoras do Brasil |
Referências
- ↑ Dalmira, Dorothea Engrassia Tavareda (1752). Maximas de Virtude, e Formosura, com que Diofanes, Clymenea, e Hemirena, principes de Thebas, vencêrão os mais apertados lances da desgraça. Lisboa: Na Officina de Miguel Manescal da Costa. 382 páginas
- ↑ Orta, Theresa Margarida da Silva e (2024). Aventuras de Diófanes. Col: Escritoras do Brasil. Apresentação Ceila Maria Martins; posfácio Vera Lamanno Adamo; notas Osmar Arouck, Mariana Sanmartin de Mello. Brasília: Senado Federal. 256 páginas. ISBN 9786556764825