Austrália na Primeira Guerra Mundial

O Governo Australiano prometendo 50 000 soldados aos Britânicos durante a Campanha de Galípoli.

A Austrália, sendo parte do Império Britânico, declarou guerra ao Império Alemão em 4 de Agosto de 1914, conjuntamente ao Reino Unido, devido a invasão alemã à Bélgica. A participação australiana se deu em quase todos os teatros da guerra, tendo destaque no Desembarque em Galípoli, na Frente Ocidental e no Teatro do Pacífico.

Durante a Primeira Guerra Mundial, mais de 421 809 australianos serviram nas forças armadas, com 331 781 servindo no exterior.[1] Mais de 60 000 australianos perderam a vida e 137 000 ficaram feridos nas diferentes frentes de batalha.[1][Nota 1] Como porcentagem de forças comprometidas, isso equivalia a uma taxa de baixas de quase 65%, uma das maiores taxas de baixas entre as forças do Império Britânico.[1] O custo financeiro da guerra para o governo australiano foi de £ 188.480.000.[3]

Declaração de Guerra

Cavaleiros leves australianos montando cavalos waler.

No dia 4 de Agosto de 1914 às 23:00 o Governo Britânico mandou um ultimato para os Alemães que dizia que se eles não para-sem com a invasão á Bélgica até a meia noite no horário alemão, eles iriam declarar guerra à Alemanha. Como eles não responderam os Britânicos declararam guerra à Alemanha.

Os britânicos e os Alemãs não tinham uma situação boa há alguns anos, principalmente quando a os alemães decidiram ter uma marinha tão forte quanto á Britânica, que com isso eles iriam ter mais colônias, pois o Império Alemão não conseguiu tantas colônias na Partilha da África.

Com a entrada do Reino Unido territórios como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Terra Nova, Índia Britânica ( atual Índia, Paquistão, Bangladesh, Myanmar ), Egito, Sudão e entre outros, entraram na Guerra.

Exército Australiano

O Exército Australiano era composto de cerca 400 mil soldados, sendo que 300 mil foram mandados para atuar no exterior.

Campanha de Galípoli

Mapa da Península de Galípoli

Após a entrada do Império Otomano na guerra, o Império Russo, que estava ocupado na Galícia e na Invasão da Polônia, ficou sem suprimentos, e a única forma de reabastecer os russos era pelo Estreitos de Dardanelos, que agora que o Império Otomano entrou na Guerra do lado dos Impérios Centrais bloqueou o estreito, como os Russos precisavam de suprimentos, os Britânicos fizeram um ataque para abrir caminho até Constantinopla, tomar a cidade e fazer os Otomanos se renderem, e com isso abrir um caminho de suprimentos até os Russos

Na madrugada de 25 de Abril de 1915 tropas Francesas, Britânicas, Neozelandeses e Australianas desembarcaram na Praias de Galípoli.

Os Australianos mandaram cerca de 50 mil soldados que se saíram muito bem. Porém a operação foi um desastre, cerca de 302 000 soldados Aliados morreram, 25 mil australianos morreram. Com a operação falhada os russos continuaram sem suprimentos.

Essas Operação diminuiu a moral do exército Australiano que não lançou mais nenhuma batalha importante durante a Guerra.

O dia de Desembarque em Galípoli 25 de Abril é comemorado na Austrália e Nova Zelândia como Dia ANZAC que é uma homenagem aos mortos durante a Guerra.

Invasão da Nova Guiné Alemã

Submarino AE1 (primeiro plano) da Marinha Real Australiana, HMAS Australia (ao fundo na esquerda) e um navio de classe rio (ao fundo no centro) em ponto de encontro na Ilha Rossell antes de seguir viagem para Rabaul.

Depois da Nova Zelândia invadir a Samoa Alemã, dos Japoneses invadirem a cidade Qingdao (ou Tsingtao) (que pertenciam ao Império Alemão) e várias ilhas alemãs, os australiano invadiram a Nova Guiné Alemã como pedido dos Britânicos, essa invasão foi a primeira mobilização australiana na guerra.

Os australianos começaram a invadir a ilha da Nova Bretanha em um cerco na cidade Toma, assim os australianos dominaram rapidamente a parte Oriental da ilha; e começaram a invadir a parte Ocidental da ilha, durante a invasão ouve uma resistência alemã perto de Bita Paka, ocasionado a Batalha de Bita Paka. Com essa batalha as forças alemãs saíram da ilha da Nova Bretanha.

Logo após a invasão da ilha, o exército Australiano marchou livremente até a ilha da Nova Guiné, onde no começo não encontraram nenhuma resistência alemã, e assim a colônia se rendeu para os australianos (em exceção de um grupo liderado por Hermann Detzner que entrou na selva e ficou lá até 1919). E com isso os Alemãs perderam todos seus territórios no Pacífico, levando o Fim da Guerra no Pacífico

Batalhas Na Frente Ocidental e no Oriente Médio

Além de sua icônica participação na Campanha de Galípoli e na Invasão da Nova Guiné Alemã, a Austrália também atuou na Frente Ocidental e no Teatro do Oriente Médio.

Frente Ocidental

As tropas Australianas atuaram na Frente Ocidental em 1918, e em participações em 1916 e 1917, principalmente em 1916 na Importante Batalha do Somme.

Os Australianos operaram nas defesas contra a Operação Michael, e na Ofensiva do Cem dia.Suas tropas expulsaram os Alemãs da França junto com os Americanos, Britânicos, Franceses, Canadenses e outras nações

Sua maior Participação na Frente Ocidental, foi a Batalha do Monte Saint-Quentin, um assalto com objetivo de capturar o monte.

As batalhas de Participação Australiana

Tropas Australianas entrincheiradas em La Lys

Teatro do Oriente Médio

Os Australianos foram um dos principais participantes do Teatro do Oriente Médio, defendendo a Península de Sinai na Batalha de Rafa e de Romani, Iniciando a invasão do Império Otomano nas 3 batalhas de Gaza (Primeira Batalha de Gaza, Segunda batalha de Gaza e a Terceira Batalha de Gaza), Iniciando a Campanha de Galípoli, avançando até Jerusalém, e fazendo uma série de Emboscadas contra os Otomanos.

As Principais Batalhas Envolvendo os Australianos no Teatro do Oriente Médio

Trincheira Aliada com tropas Australianas perto de Gaza

Notas

  1. Essas baixas podem ser divididas da seguinte forma: 53 993 mortes relacionadas a batalhas; 7 727 mortes não relacionadas a batalhas; 137 013 feridos em ação; 16 496 mortos por gás; 3 647 prisioneiros de guerra e 109 mortes de prisioneiros de guerra.[2]

Referências

  1. a b c Grey 2008, p. 120.
  2. «Australian Casualties in the First and Second World Wars: A Statistical Comparison». Australian Military Statistics. Australian War Memorial. Consultado em 27 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 17 de abril de 2010 
  3. «Cost of the World Wars». Australian War Memorial. Consultado em 3 de maio de 2009. Cópia arquivada em 20 de abril de 2010 

Bibliografia

  • MacDougall, Anthony (1991). ANZACs: Australians at War. Balgowlah, New South Wales: Reed Books. ISBN 0730103595 
  • Bean, Charles (1921). The Story of ANZAC from the Outbreak of War to the End of the First Phase of the Gallipoli Campaign, May 4, 1915. Col: Official History of Australia in the War of 1914–1918. I 11th ed. Canberra: Australian War Memorial. OCLC 40934988 
  • Dennis, Peter; Grey, Jeffrey; Morris, Ewan; Robin Prior (1995). The Oxford Companion to Australian Military History 1st ed. Melbourne, Victoria: Oxford University Press. ISBN 0-19-553227-9 
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  • Falls, Cyril; MacMunn, G. (1930). Military Operations Egypt & Palestine from the Outbreak of war with Germany to June 1917. Col: Official History of the Great War Based on Official Documents by Direction of the Historical Section of the Committee of Imperial Defence. 1. London: HM Stationery Office. OCLC 610273484 
  • Grainger, John D. (2006). The Battle for Palestine, 1917. Woodbridge: Boydell Press. ISBN 978-1-84383-263-8 
  • Grey, Jeffrey (1999). A Military History of Australia 2nd ed. Melbourne, Victoria: Cambridge University Press. ISBN 0-521-64483-6 
  • Grey, Jeffrey (2008). A Military History of Australia 3rd ed. Melbourne, Victoria: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-69791-0 
  • Gullett, Henry (1941). The Australian Imperial Force in Sinai and Palestine, 1914–1918. Col: Official History of Australia in the War of 1914–1918. VII 10th ed. Canberra: [s.n.] OCLC 220901683