Augusto Ximeno de Villeroy

Augusto Ximeno de Villeroy
Augusto Ximeno de Villeroy em ficha de 1924
Governador do  Amazonas
Período4 de janeiro a
2 de novembro de 1890
Antecessor(a)Junta governativa amazonense de 1889
Sucessor(a)Eduardo Gonçalves Ribeiro
Dados pessoais
Nascimento22 de março de 1862
Rio Grande do Sul
Morte22 de janeiro de 1942 (79 anos)
Nacionalidadebrasileiro(a)
ProfissãoMilitar

Augusto Ximeno de Villeroy (Rio Grande do Sul, 22 de março de 1862 — Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 1942) foi um militar e político brasileiro.[1]

Quando ainda era primeiro tenente, Villeroy participou das articulações que resultaram no golpe militar de 15 de novembro de 1889 (proclamação da República). Isso refletia uma história pessoal intimamente vinculada à oficialidade militar positivista.[1]

Já como capitão, Ximeno de Villeroy foi designado pelo governo provisório da República como o primeiro governador republicano do Amazonas, de 4 de janeiro a 2 de novembro de 1890.[1]

Reorganizou instituições educacionais e emitiu decretos criando os municípios de Humaitá, Antimari e Boa Vista do Rio Branco (em 9 de julho de 1890, pelo Decreto estadual de Nº 49), atual Boa Vista, capital de Roraima, Brasil.[2]

Em 1921, já general, envolveu-se no episódio das Cartas Falsas contra Artur Bernardes. Em 1922 e 1924, participou ativamente das conspirações tenentistas, chegando a ser preso por essa razão. Desiludiu-se com os resultados do golpe denominado Revolução de 1930.[2]

Laudo Villeroy

No começo da década de 1930, o Governo Provisório, buscando resolver o antigo conflito de divisa entre São Paulo e Minas Gerais, indicou Ximeno Villeroy para a definição da linha divisória entre os estados. Assim, enquanto nomeado presidente da Comissão de Delegados dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, Villeroy foi responsável pelo traçado que serviria de base para o estabelecimento formal da divisa SP-MG.[3]

O Laudo Villeroy foi aprovado pelo Governo Provisório por meio do Decreto nº 21.329, de 27 de abril de 1932. Porém, por apresentar equívocos fronteiriços, foi, posteriormente, criticado pelos governadores de ambos os estados envolvidos. Dessa forma, movidos pelo descontentamento gerado pelo laudo, e procurando o estabelecimento definitivo da linha divisória, os governos estaduais de São Paulo e de Minas Gerais aprovaram a criação da Comissão Mista de Limites, a qual foi encarregada de definir, consensualmente, a divisa entre os dois estados.[4]


Referências

  1. a b c «VILLEROY, Augusto Ximeno de». CPDOC. Consultado em 26 de abril de 2021 
  2. a b ABREU, Alzira Alves de (org.). Dicionário histórico-biográfico da Primeira República [Recurso eletrônico] : 1889-1930. Rio de Janeiro: FGV, 2015.
  3. «Decreto nº 21.329, de 27 de abril de 1932». Presidência da República. Consultado em 1 de janeiro de 2025 
  4. Bertelli, Célio; Lopes, Matheus Fernandes A.; Limonti Jr., José. Os Embates nas Fronteiras de Minas Gerais e São Paulo: do Conflito à Demarcação dos Limites Territoriais. [S.l.: s.n.] 

Ligações externas

Precedido por
Junta governativa amazonense de 1889
Governador do Amazonas
4 de janeiro a 2 de novembro de 1890
Sucedido por
Eduardo Gonçalves Ribeiro