Augusto Cunha

 Nota: Não confundir com o político e engenheiro brasileiro Fernando Augusto Cunha.
Augusto Cunha
Nome completoAugusto Henrique Roberto da Cunha
Nascimento
Morte
18 de abril de 1947 (53 anos)
Nacionalidadeportuguês
OcupaçãoEscritor e jornalista

Augusto Henrique Roberto da Cunha (Anjos, Lisboa, 10 de abril de 189418 de abril de 1947) foi um advogado, escritor e jornalista português.

Biografia

Nascimento

Nasceu a 10 de abril e foi batizado a 1 de julho de 1894 na freguesia dos Anjos, em Lisboa, como filho ilegítimo de Carolina Teresa Galvão, solteira, natural de Lisboa (freguesia dos Anjos). Foi posteriormente legitimado pelo seu pai, Henrique Roberto da Cunha, natural de Lisboa (freguesia de Santa Isabel) e escrivão do Tribunal da Relação de Lisboa.[1][2][3]

Carreira

Era licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, tendo sido advogado até 1935. Principiou a sua carreira na imprensa em 1913, junto com António Ferro, tendo trabalhado como humorista[4] e cronista.[3] Deixou uma colaboração muito extensa em vários periódicos, incluindo Gazeta dos Caminhos de Ferro desde 1933,[4] no O Domingo Ilustrado[5] Panorama,[6] Portugal Colonial, Portugal Cine Revista, Ilustração Portuguesa, A Voz, Notícias Ilustrado, Sempre Fixe, Diário de Notícias, Diário da Manhã, Diário de Lisboa, Notícias de Lourenço Marques, O Primeiro de Janeiro, Comércio do Porto, Atlântico e Acção.[3] Desenvolveu um estilo de humor baseado em situações naturais, semelhante ao de vários autores britânicos do mesmo período.[4] Exerceu diversos cargos na Administração Pública durante o Estado Novo, nomeadamente no Ministério das Colónias. Entre 1934 e 1947, foi diretor da revista O Mundo Português – revista oficial de Arte, Literatura e Propaganda Colonial.[3]

Também exerceu como escritor humorístico, tendo sido um dos principais autores da sua geração, durante a década de 1930.[4] Participou igualmente em várias palestras e trabalhou no teatro, como dramaturgo.[3]

Casamento

A 4 de agosto de 1919, casou civilmente com Umbelina Raquel Tavares Ferro, irmã de António Ferro, tendo o casamento religioso ocorrido a 28 de agosto de 1919 na igreja paroquial dos Anjos, em Lisboa. Foram padrinhos os irmãos da noiva, António Ferro e Pedro Manuel Tavares Ferro, e os pais do noivo.[7][3]

Falecimento

Morreu a 18 de abril de 1947.[1][3]

Obras publicadas

  • Missal de trovas (com António Ferro) (1928)
  • O homem que salvou o Mundo (1946)
  • Os meninos d'oiro: Vaudeville (1948)

Referências

  1. a b «Missal de trovas». Biblioteca Particular Fernando Pessoa. Casa Fernando Pessoa. Consultado em 28 de Novembro de 2019 
  2. «Livro de registo de batismos da paróquia dos Anjos - Lisboa (1894)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 85v 
  3. a b c d e f g «Augusto Cunha (1894-1947)». Fundação António Quadros. Consultado em 28 de Novembro de 2019 
  4. a b c d «Augusto Cunha». Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1095). Lisboa. 1 de Agosto de 1933. p. 416. Consultado em 28 de Novembro de 2019 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  5. CUNHA, Augusto (25 de Julho de 1926). «Boato Alarmante» (PDF). O Domingo Ilustrado. Ano II (80). Lisboa. p. 7-8. Consultado em 28 de Novembro de 2019 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  6. CUNHA, Augusto (1944). «Panorama Africano». Panorama: Revista Portuguesa de Arte e Turismo. Ano III (21). Lisboa: Secretariado da Propaganda Nacional. Consultado em 28 de Novembro de 2019 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. «Livro de registo de casamentos da 2.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1919-06-01 - 1919-09-29)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 101 e 101v, assento 101