Ateneu Barcelonès

Ateneu Barcelonès
Informações gerais
PresidenteIsona Passola
Websitehttp://www.ateneubcn.org
Geografia
PaísEspanha
LocalizaçãoEl Gòtic

O Ateneu Barcelonês é uma associação fundada em Barcelona em 1860 e atualmente localizada no na, onde se realizam anualmente mais de oitocentas atividades culturais, incluindo conferências, recitais de poesia, concertos, apresentações de livros, etc., geralmente abertas a toda a cidade. Em 1983, foi agraciado com o Creu de Sant Jordi e, em janeiro de 2007, recebeu a Medalha de Ouro ao Mérito Cultural do Ajuntamento de Barcelona. Personalidades muito significativas do país ocuparam a presidência em vários momentos, entre os quais podemos destacar: Àngel Guimerà, Valentí Almirall, Lluís Domènech i Montaner, Bartomeu Robert, Joan Maragall, Pompeu Fabra, Lluís Nicolau d'Olwer, Eduard Fontserè i Riba, Amadeu Hurtado i Miró, Heribert Barrera, etc. O seu atual presidente é Isona Passola, que substituiu o historiador Jordi Casassas em fevereiro de 2021.[1] Tem a sua sede no Palácio Savassona, edifício declarado Bem de Interesse Cultural como Monumento do património histórico de Espanha em 1981.[2]

Os antecedentes mais primitivos do Ateneu Catalão são o Cassino Barcelonês e o Círculo Mercantil Barcelonês. Enquanto o primeiro era um centro de ócio masculino, o segundo funcionava como centro de negócios e contatos. Ambos se fundem em 1869 dando origem ao Ateneu Catalão,[3] antecedente direto do Ateneu Barcelonês. O recém-surgido Ateneu Catalão contava entre seus sócios com Arquitetos como Elies Rogent e Antoni Rovira i Trias, já na comissão fundadora, e do Cassino Barcelonês, como sócio visitante, está Franz Listz, futuro sogro de Richard Wagner. Elies Rogent, aliás, é o responsável por criar as 7 sessões temáticas iniciais da instituição, entre elas as de Literatura e Belas Artes. Entre os sócios que se vão integrando posteriormente, cabe destacar para o interesse dessa investigação: o engenheiro Ildefons Cerdà, em 1861; Eusebi Güell i Bacigalupi, mecenas de Gaudí e ligado ao catalanismo político, em 1867; Valentí Almirall, político catalanista, e o arquiteto Pere Falqués i Urpí, ambos em 1875; o arquiteto Lluís Domènech i Montaner e o poeta catalanista Jacint Verdaguer, em 1877; os arquitetos Antoni Gaudí e Melcior 143 de Palau i Simon, em 1878; e finalmente, em 1884, ingressam o arquiteto Josep Puig i Cadafalch e o político catalanista Enric Prat de la Riba. Igualmente, não se pode esquecer a colaboração do federalista Victor Balaguer, ainda que em virtude de sua atividade política estivesse por longas temporadas em Madrid.[4] O discurso inaugural da nova instituição aponta o caminho que tomará as discussões no Ateneu até a hegemonia do grupo catalanista. Da questão da luta de classes se passa à questão da luta entre nações - ao final ambos os temas estão relacionados ao Idealismo alemão, como deixou claro Popper. Nesse momento ainda se vê a questão catalã de forma moderada, combinando as identidades catalana e espanhola. É interessante notar que os estatutos internos nesse momento proibiam expressamente o trato de questões políticas e religiosas na instituição[5]

Referências

  1. El historiador Jordi Casassas presidirá el Ateneu Barcelonés Barcelona - 25 de março de 2014
  2. «Patrimonio Cultural». Ministerio de Cultura y Deporte. Consultado em 21 de abril de 2019 
  3. Casassas, 2006, p. 41-44
  4. Casassas, 2006, p. 63- 71
  5. Casassas, 2006, p. 45-47

Bibliografia

  • Casassas Ymbert, Jordi(dir). L’Ateneu i Barcelona: 1 segle i 1/2 d’acció cultural. Barcelona: RBA-La Magrana, 2006.
  • Casassas Ymbert, Jordi(coord.). Els intel.lectuals i el poder a Catalunya: Materials per a un assaig d’història cultural del món català contemporani (1808- 1975). Barcelona: Pòrtic, 1999
  • Castellanos, Jordi. La Complexitat d'un Moviment. In: Nexus. Barcelona, 11, p. 10-17, Desembre 1993.
  • Carrion, Mercedes. Historia del Ateneu Barcelonés (1872-1936), Université de Paris IV, sous la direction de Monsieur Aubtun. 1972. CARO BOROJA, J. El mito del carácter nacional, Seminarios y Ediciones, Madrid. 1970. CAROD-ROVIRA, J. -Ll. Els PaÏsos Catalans com a univers simbòlic, In: AA. DD., El nacionalisme català a la fi del segle XX. II Jornades, La Magrana/Ed. 62, Barcelona, p. 181-95, 1989.
  • Casanelles, Collins; et al. Antoni Gaudí – Estudios Críticos. Bareclona: Serbal, 1991.
  • Caturla, Maria Luisa. Arte de Épocas Inciertas. Madrid: Revista de Occidente, 1944. Centre Excursionista de Catalunya. In: L'Enciclopèdia.cat. Barcelona: Grup Enciclopèdia Catalana. Centellas, Ricardo: Jose Jordan de Urries y Azara y la recepción de la estética alemana en España. In: Turia: revista cultura, núm. 8, p. 79-88, 1987.
  • Chapapria, Julian Esteban. La Transicion Profesional em La Arquitectura del Siglo XVIII em Valencia. Valência: Etsav, 1983. Cirici pellicer, Alexandre: El arte modernista catalán, Editorial Aymà, Barcelona, 1951. ______. L'arquitectura catalana. Biblioteca Raixa, núm. 7, Palma de Mallorca, 1955. Cirlot, J. E. Introducción a la Arquitectura de Gaudí. Barcelona: R. M. 1966. Cochiara, Giuseppe. Storia del folklore in Europa. Torino: Borighieri, 1977.

Ligações externas