Ataque à embaixada boliviana em Lima em 1992
| Ataque à embaixada boliviana em 1992 | |
|---|---|
| Parte de Conflito armado no Peru | |
![]() Embaixada da Bolívia em 2023. | |
| Local | Distrito de San Isidro, Lima, Peru |
| Data | 22 de julho de 1992 (EDT) |
| Tipo de ataque | |
| Alvo(s) | Embaixada Boliviana em Lima |
| Mortes | 0 |
| Feridos | 5–16 |
| Responsável(is) | Sendero Luminoso |
| Motivo | Sentimento anti-boliviano |
O ataque à embaixada boliviana em Lima em 1992 foi um ataque terrorista realizado pelo Sendero Luminoso na embaixada boliviana na cidade de Lima, Peru. O ataque ocorreu como parte de uma tática ofensiva de “greve geral armada” do Sendero Luminoso contra o governo de Alberto Fujimori.[1][2] O ataque deixou cerca de 16 pessoas feridas, incluindo moradores próximos e funcionários da embaixada boliviana.[3]
Antecedentes
No início de 1992, a liderança do Sendero Luminoso planejou uma ofensiva para minar o poder nacional e degradar internacionalmente a imagem de Alberto Fujimori, que deveria participar da 2ª Conferência Ibero-Americana em Madri.[3] Em 1992, Fujimori já não tinha boas relações com a maioria da comunidade hispânica internacional devido à sua política de mão pesada e aos excessos na repressão à insurgência comunista.[1]
Ataque
Em 22 de julho, um carro-bomba explodiu por volta do meio-dia perto da embaixada, causando grandes danos materiais e ferindo seis pesoas, incluindo civis peruanos e funcionários da embaixada boliviana.[2] O Ministério das Relações Exteriores do Peru informou que o ataque fazia parte das operações do Sendero Luminoso durante sua chamada "greve geral armada".[1][2][3]
Consequências
Um diplomata latino-americano, ao visitar os escombros da embaixada, disse que “Lima dá a impressão de estar sob o cerco de uma guerra civil virtual”.[3]
O governo da então República da Bolívia exigiu indenização e reparações do governo peruano pelo ataque. O Estado peruano atendeu aos pedidos bolivianos algum tempo depois, com as conversas entre os dois países dando origem ao comodato de Bolívia Mar no departamento de Moquegua, um enclave comercial.[2]
Veja também
- Crise dos reféns na embaixada japonesa, que ocorreu nas proximidades
- Atentado de Tarata, que ocorreu no mesmo ano
Referências
- ↑ a b c Gorriti, Gustavo (23 de julho de 1992). «La ofensiva terrorista de Sendero Luminoso obliga a Fujimori a permanecer en Lima». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 21 de abril de 2025
- ↑ a b c d Bolivia, Opinión (17 de junho de 2014). «Bolivia recupera oficinas que fueron destruidas en atentado». Opinión Bolivia (em espanhol). Consultado em 21 de abril de 2025
- ↑ a b c d Tiempo, Redacción El (23 de julho de 1992). «SENDERO ATACA A LOS COLEGIOS EN LIMA». El Tiempo (em espanhol). Consultado em 20 de abril de 2025
