Astolfo Marques
| Astolfo Marques | |
|---|---|
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| Nascimento | 11 de abril de 1876 |
| Morte | 20 de maio de 1918 (42 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | escritor |
Raul Astolfo Marques, mais conhecido como Astolfo Marques (São Luís, 11 de abril de 1876 - São Luís, 20 de maio de 1918) foi um jornalista, cronista, ficcionista, ensaísta e tradutor brasileiro.[1]
Origens e Primeiros Anos
Nascido em São Luís, Maranhão, Astolfo Marques veio de uma família negra livre, porém de poucos recursos. Sua mãe, Delfina Maria da Conceição Marques, descendente de africanos, sustentava a casa como lavadeira e passadeira.[2] Ela criou Astolfo e seus irmãos praticamente sozinha, em um ambiente matriarcal típico das famílias afro-maranhenses livres do fim do século XIX. Astolfo Marques era o caçula de seis irmãos conhecidos, crescendo em meio à união familiar e ao esforço para superar a pobreza.[3]
Durante sua infância, na década de 1880, São Luís enfrentava dificuldades econômicas com o declínio da exportação de algodão, além de conviver com tensões ligadas à escravidão e ao movimento abolicionista.[3] Em 1885, com nove anos, Astolfo Marques ingressou na escola municipal de sua freguesia, aprendendo o básico da alfabetização.[3] Contudo, a necessidade de ajudar no sustento da casa limitou seus estudos regulares. Desde cedo, auxiliava a mãe entregando roupas lavadas e fazendo pequenos serviços como mensageiro, o que o afastava da escola, mas não impedia sua curiosidade intelectual.
Astolfo se destacou desde jovem pela dedicação autodidata. Declarava ter aprendido a ler quase sozinho, lendo tudo o que encontrava: livros, jornais e folhetos.[4] Essa sede de conhecimento era incomum para um jovem negro e pobre em uma sociedade ainda marcada pelo analfabetismo. Nas poucas horas livres, cultivou gosto por literatura e informação, o que mais tarde impressionaria cronistas maranhenses. O escritor Humberto de Campos destacou sua “infatigável” disciplina para estudar, apesar das adversidades raciais e sociais.[5]
A adolescência de Astolfo coincidiu com grandes mudanças: aos 12 anos presenciou a abolição da escravidão em 1888, e aos 13 viu o fim da monarquia em 1889. Essas transformações influenciaram sua consciência social. Sua família, embora livre, enfrentava os mesmos desafios da população negra: pobreza persistente, racismo e exclusão herdados do período escravista: temas que mais tarde surgiriam em sua obra literária.[6]
Sem condições de avançar muito na educação formal, Astolfo buscou formas de se instruir por conta própria, frequentando aulas noturnas de línguas e ampliando sua cultura geral.[7] Por volta de 1896, aos 20 anos, conseguiu uma vaga como servente na Biblioteca Pública do Maranhão, em São Luís.[8] Esse trabalho modesto se tornou o ponto de partida de sua trajetória intelectual e profissional, aproximando-o dos livros, da leitura e dos círculos literários que marcariam sua carreira.[8]
Em "Memórias e Memórias Inacabadas" do escritor Humberto de Campos, o autor narra como via Astolfo Marques:
"Uma figura houve entretanto, no Olimpo, que permitiu a minha aproximação. Foi Raul Astolfo Marques, que se tornou conhecido, mais tarde, nas letras regionais, como Astolfo Marques, unicamente. Era homem de cor, de tez escura e embaciada [...]. De estatura mediana, a fronte larga e fugidia, boca enorme e bigode ralo, possuía dentes enormes e brancos [...] Era amanuense da Biblioteca, mas desempenhava todos os misteres de servente: varria o salão, espanava as estantes, etiquetava os livros [...] Era, segundo me disseram, filho de uma preta, lavadeira e engomadeira. E a isso devia ele, talvez, a alegria de exibir, pondo em destaque o seu terno de casimira azul-marinho, cuidadosamente passado a ferro, os mais duros e lustrosos colarinhos do Maranhão. Humilde e obscuro, mas infatigável no estudo e no trabalho, Astolfo Marques fez-se de tal modo indispensável aos homens brancos a quem servia, que, na organização da Oficina dos Novos, eles se viram forçados a dar-lhe um lugar a seu lado."[5] p.289
Trajetória Profissional
Em paralelo à sua formação contínua, Astolfo Marques firmou-se como jornalista,escritor e servidor público durante as primeiras décadas do século XX. Após cerca de dez anos trabalhando na Biblioteca Pública do Maranhão, percebeu que, mesmo promovido a amanuense e depois a auxiliar de direção[8][9], seu progresso na carreira era limitado pelas barreiras sociais da época. Por volta de 1907, já ocupando funções de confiança na biblioteca, passou a dedicar-se ainda mais à produção literária e à colaboração regular em periódicos de São Luís.[3][10] Nesse período, Astolfo Marques era reconhecido não apenas como funcionário aplicado, mas como um intelectual de destaque, o que o estimulou a ampliar sua atuação na imprensa e na literatura. Sua produção de contos, crônicas e artigos cresceu significativamente a partir de meados da década de 1900. Colaborou com revistas e jornais de circulação influente, como a Revista do Norte, o diário A Pacotilha, o jornal O Maranhão (ou O Jornal), o Boletim da Oficina dos Novos e outras publicações locais.[10] Nessas páginas, abordava o cotidiano da cidade, escrevia contos, ensaios críticos e entrevistas, consolidando-se como cronista e jornalista respeitado pela opinião pública da capital maranhense.[4] Paralelamente às colaborações em jornais, lançou suas primeiras obras em livro. Em 1905, publicou A Vida Maranhense, coletânea de contos que retrata personagens e costumes de São Luís.[11] No ano seguinte, em 1906, saiu De São Luís a Teresina, relato de viagem inspirado em uma excursão que fizera ao Piauí. Já em 1907, escreveu O Maranhão por dentro, definido como uma “revista de acontecimentos maranhenses”, peça de teatro satírico-musical elaborada em parceria com o músico Inácio Cunha, misturando crônica, música e encenação. Seguiu publicando com regularidade: em 1908, lançou Natal (Quadros)[12], conjunto de cenas natalinas em prosa poética; em 1909, apresentou Esboços e quadros, reunindo textos curtos que aprofundavam seu retrato da vida local. Em 1910, publicou o ensaio biográfico O Dr. Luís Domingues, destacando a figura do então governador do Maranhão. Essa homenagem aproximou-o ainda mais do meio político.[12] No mesmo ano, Luís Domingues nomeou Astolfo para o cargo de Secretário Interino da Instrução Pública e diretor do Liceu Maranhense, cargo que exerceu até outubro de 1911, participando da gestão educacional em um período de reformas republicanas.[13] Em 1912, passou a servir como oficial na Secretaria Geral do Governo, por nomeação do vice-governador Frederico Figueira.[13] Após a extinção desse órgão em 1915, foi transferido para a Secretaria do Interior, permanecendo como servidor de confiança.[13] Nesse período, dirigiu também a Imprensa Oficial do Maranhão[13], foi amanuense da Associação Comercial e secretário da Escola de Comércio de São Luís[10], demonstrando sua versatilidade e prestígio no funcionalismo. Mesmo assumindo funções administrativas, não abandonou a literatura.[4] Em 1912, publicou seu romance histórico A Nova Aurora, que aborda os primeiros anos do regime republicano no Maranhão e episódios como o Massacre de 17 de Novembro de 1889, quando libertos foram reprimidos em São Luís logo após a Proclamação da República.[14] O livro, dividido em capítulos, mescla narrativa ficcional e crônica histórica para questionar os rumos do novo regime. Astolfo continuou escrevendo textos avulsos para a imprensa. Em 1912, publicou no Diário Oficial a crônica A comemoração dos Reis sobre as festividades de Dia de Reis em São Luís.[15] Em 1916, publicou o conto Reis republicanos, onde retomou o tema do 13 de Maio e o destino da população negra no pós-abolição.[3] Seu vínculo com o serviço público se encerrou em 1918, quando, devido a problemas de saúde, obteve aposentadoria com proventos integrais e o título de chefe de seção da Secretaria do Interior.[13] Até seu falecimento, ainda em 1918, Astolfo Marques era reconhecido como um dos principais homens de letras do Maranhão e figura de influência nos círculos culturais e burocráticos.[8] Sua trajetória, da biblioteca modesta aos altos cargos do governo e às páginas da literatura, tornou-se testemunho de superação pessoal e registro crítico de uma época em transição no Maranhão.
Produção Intelectual
A obra de Astolfo Marques refletiu de forma coerente suas vivências e preocupações, voltando-se especialmente para as transformações sociais do Maranhão no período pós-Abolição e para as desigualdades que continuaram a atingir a população negra.[16]Grande parte de sua produção literária pode ser entendida como um esforço sistemático de interpretar as esperanças e frustrações dos ex-escravizados e seus descendentes diante da liberdade formal obtida em 1888 e da cidadania restrita oferecida pela República.[6]
Seus contos e crônicas exploraram as relações entre raça, nacionalidade e Abolição, permitindo analisar como os negros foram, em grande parte, excluídos da sociedade brasileira moderna, a partir de uma perspectiva elaborada por um intelectual negro atuante no pós-Abolição.[17] Astolfo destacou-se por trazer para o centro de suas narrativas personagens negros comuns, trabalhadores, professores, artífices, discutindo criticamente a realidade racial da Primeira República. Essa condição de homem negro conferia autenticidade e urgência a sua voz, destacando-o em um cenário literário então dominado por escritores brancos.[18]
Um núcleo expressivo de sua obra são os contos do pós-Abolição, publicados entre 1903 e 1907, sempre próximos à data de 13 de Maio. No conto “O treze de maio (recordações)”, divulgado na Revista do Norte em 1º de junho de 1903, Astolfo Marques criticou a apatia das comemorações oficiais da Abolição, contrastando o caráter burocrático da festa com a ausência de celebrações populares.[19] Na narrativa, três personagens negros humildes, o quitandeiro Joaquim Matias, o professor Geraldo e o operário Maneco, demonstram indignação pelo fato de, quinze anos após a Lei Áurea, não haver mais entusiasmo popular em comemorar a data.[20]
“Vejam vocês como se comemora entre nós o maior dia nacional!”[20]
comenta o professor, enquanto Maneco lamenta:
“Ninguém foi treze; (...) falta no Maranhão o patriotismo!”.[20]
O conto já antecipava o cerne de sua crítica: a emancipação legal não se converteu em cidadania real, e a memória da Abolição corria o risco de virar um ritual vazio.
Nos contos seguintes: “Ser treze” (1905), “A comunhão do Romualdo” (1906) e “Aqueles aduladores…” (1907) , Astolfo Marques revisitou o tema sob ângulos diversos, aprofundando a crítica à marginalização persistente dos negros.[1] Em “Ser treze”, por exemplo, abordou de forma alegórica o estigma do ex-escravo: o termo “treze de Maio”, antes orgulho de liberdade, tornara-se insulto racial, ninguém queria ser “chamado de treze” numa sociedade que continuava hierarquizando as pessoas pela cor da pele. Astolfo Marques expôs a inversão de sentido: o orgulho da alforria transformado em marca de exclusão na República.[21] Com ironia e melancolia, mostrou como a retórica de igualdade se revelava contraditória na experiência vivida pelos negros.
Além da questão racial, Astolfo também se dedicou a retratar os costumes, festas populares e o cotidiano maranhense. Em livros como A vida maranhense (1905)[22] e Esboços e quadros (1909)[23], reuniu contos e crônicas que pintavam tipos humanos e cenas da vida em São Luís, combinando um tom coloquial com observação crítica. Sua escrita, ao mesmo tempo leve e irônica, tornava as denúncias sociais mais acessíveis, levando o leitor da familiaridade do cotidiano à reflexão profunda.[6]
Outro ponto relevante de sua obra é o registro de tradições populares. Astolfo, conhecedor da cultura de negros e mulatos livres, documentou em crônicas e livros festas como os terços de Natal[24][25], folias de reis e o Carnaval[26], lançando um olhar simultaneamente afetivo e analítico. A crônica “A comemoração dos Reis” (1912) e o livro Natal (Quadros) (1908) são exemplos de seu interesse em preservar práticas comunitárias.[4]
O auge de sua produção literária se deu com o romance histórico A nova aurora (1913), em que condensou suas principais preocupações: a análise crítica do início da República sob a ótica dos negros e pobres. Baseado em documentos e relatos orais, o romance reconstitui episódios como o massacre de 17 de novembro de 1889, quando tropas republicanas reprimiram violentamente libertos que temiam o retorno da escravidão.[27] Hoje, estudiosos reconhecem em A nova aurora uma obra singular, precursora do romance histórico de viés crítico e da centralidade de protagonistas negros na literatura nacional.[28]
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Além de contista e romancista, Astolfo atuou como tradutor e ensaísta. Traduziu do francês textos como o artigo de Eugène Montfort (1902) e o romance de Paul Bertnay (1903), introduzindo discussões estéticas internacionais ao público local.[15] Humberto de Campos, que o conheceu, destacou seu trânsito entre o mundo erudito e o popular, qualidade que fez de Astolfo Marques um intérprete atento de sua sociedade.[5]
Seu estilo, marcado por frases limpas e observações precisas, fugia do excesso retórico e da exotização, optando por uma linguagem clara, sensível e socialmente engajada.[29] Em síntese, Astolfo Marques produziu uma obra de múltiplos registros: contos, crônicas, romance histórico, crítica literária e tradução, sempre guiado por uma preocupação com a verdade social e a memória coletiva.[8]
Obras
- A vida Maranhense. São Luís: Tipografia Frias, 1905. (contos).
- De São Luis a Teresina. São Luís: Edição do autor, 1906. (narrativa de viagem).
- O Maranhão por dentro. São Luís: S/I, 1907. (dramaturgia).
- Natal (quadros). São Luís: Tipografia Teixeira, 1908. 2.ed. São Luís: AML / EDUEMA, 2008. (contos).
- O Dr. Luís Domingues. São Luís: Edição do autor, 1910. (biografia).
- A nova aurora. São Luís: Tipografia Teixeira, 1913. (romance). / 2. ed. São Paulo: Chão Bruto, 2021
- O Treze de Maio: e outras estórias do pós-Abolição. São Paulo: Fósforo, 2021. (contos)
- A nova geração literária – tradução de um artigo crítico de Eugène Montfort; publicado na Revista do Norte, São Luís, 1902.
- A comemoração dos Reis – crônica jornalística; publicada no Diário Oficial do Maranhão, ed. de 8/1/1912.
Cronologia
- 11/04/1876: Nascimento de Raul Astolfo Marques em São Luís, Maranhão.
- 1885: Ingresso na escola pública municipal da 1ª freguesia de São Luís, iniciando estudos formais.
- 13/05/1888: Abolição da escravatura no Brasil; Astolfo, aos 12 anos, presencia o evento que marcaria sua geração.
- 15/11/1889: Proclamação da República; um protesto popular negro ocorre em São Luís dois dias depois (17/11), fato que Astolfo futuramente narrará em A nova aurora.
- 1896: Com cerca de 20 anos, Astolfo consegue emprego de servente na Biblioteca Pública de São Luís, iniciando sua carreira no serviço público e sua integração ao meio intelectual local.
- 1902: Primeira publicação importante – tradução do artigo “A nova geração literária” (E. Montfort) na Revista do Norte.
- 1903: Publicação do folhetim traduzido Por amor (romance de P. Bertnay) e do conto “O treze de maio (recordações)” na imprensa maranhense.
- 1905: Lançamento do livro de contos A vida maranhense, seu primeiro livro autoral.
- 10/08/1908: Fundação da Academia Maranhense de Letras; Astolfo Marques é um dos 13 membros fundadores, assumindo a cadeira nº 10.
- 1908: Publicação de Natal (Quadros).
- 1909: Publicação de Esboços e quadros.
- 1910: Lançamento do ensaio biográfico O Dr. Luís Domingues. No mesmo ano, Astolfo é nomeado Secretário Interino da Instrução Pública do Maranhão e diretor do Liceu Maranhense.
- 1912: Publicação do romance histórico A nova aurora (em capítulos, concluído em 1913). Publicação da crônica “A comemoração dos Reis” no Diário Oficial.
- 1915: Falecimento de sua mãe, Delfina da Conceição Marques, aos 69 anos.
- 1916: Publicação do conto “Reis republicanos” na imprensa de São Luís.
- 01/1918: Astolfo Marques é aposentado do serviço público, por problemas de saúde, com salário integral.
- 20/05/1918: Falecimento de Astolfo Marques, em São Luís, aos 42 anos.
- 1976: Centenário de nascimento de Astolfo; jornais e entidades culturais do Maranhão celebram sua memória.
- 2021: Publicação de novas edições de A nova aurora e de O treze de maio e outras estórias do pós-Abolição, marcando a redescoberta de sua obra pelo público nacional.
Referências
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Ligações externas
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1908—1918 |
Sucedido por Luís Domingues |
